A atividade física na adolescência

Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 14 dezembro 2018

A atividade física na adolescência

O seu filho é tímido ou envergonhado? Então, nada melhor do que pô-lo a praticar basquetebol ou qualquer outro jogo de equipa.

O seu filho Precisa de emagrecer? Nesse caso opte pelo ciclismo ou natação. Há, de facto, um desporto ideal para cada tipo de criança. Descubra qual o indicado para as suas. Os proveitos são imediatos.

Não param quietas, queixamo-nos frequentemente, mas a verdade é que a actividade física nas crianças tem vindo a diminuir, o que se repercute não só no seu desenvolvimento físico e psicológico como na saúde, a médio e a longo prazo. Obesidade, colesterol, menor capacidade respiratória e resistência e até mesmo falta de força para lidarem com o próprio peso do corpo em situações de emergência são algumas das repercussões da inactividade nos mais jovens registadas nos países desenvolvidos.

As razões são variadas, centrando-se sobretudo nos perigos crescentes das áreas residenciais, que leva os pais a não permitirem que os filhos brinquem na rua sem acompanhamento, na atracção exercida pela televisão, jogos de vídeo e computador, além do reduzido número de aulas de Educação Física e do exemplo dos adultos, de hábitos não raras vezes sedentários.

Palavra-chave: divertimento

Incentivar a adopção de comportamentos saudáveis como a actividade física o mais cedo possível é uma das metas da Organização Mundial de Saúde para os próximos anos e deverá sê-lo também para todos os pais e educadores.

Convém, contudo, não esquecer que as crianças não são pequenas réplicas dos adultos e que as suas motivações e objectivos são diferentes. A prática de actividade física nas crianças deve centrar-se na componente lúdica e no prazer, um factor essencial para que este comportamento seja mantido na adolescência e idade adulta. O importante não será produzir campeões nem instigar a competitividade, mas fazer com que todos se mexam mais, pais incluídos, de preferência. E que a diversão seja sempre a palavra-chave. Já agora, veja qual o tipo de actividade física que melhor se adapta às características físicas e psicológicas dos seus filhos.

Quando a timidez é um obstáculo

Jogos de equipa são a melhor aposta. Futebol, basquetebol e voleibol são nomes a fixar, sobretudo a partir dos 7 anos. Em campo, os miúdos aprendem a trabalhar juntos para um mesmo objectivo, o que, com o tempo, promove a união e a comunicação para o bem comum, ao mesmo tempo que apuram a destreza e os reflexos. A prática deste tipo de modalidade ajuda-os ainda a interiorizarem regras. As crianças tímidas não são as únicas a beneficiar dos jogos de equipa; as agressivas encontram no treinador e no árbitro um moderador que as ajuda a controlarem a sua impulsividade.

Descoordenação?

Se a coordenação não é o ponto forte do seu filho, experimente inscrevê-lo em aulas de ballet, patinagem, ginástica artística, judo ou karaté. Adequadas a crianças a partir dos 4 anos, desenvolvem o equilíbrio, a agilidade e a coordenação de movimentos. As artes marciais têm igualmente efeitos positivos sobre as crianças mais irrequietas e/ou agressivas, uma vez que é colocada uma enorme ênfase no respeito pelo adversário, na concentração e na obediência às regras.

A patinagem, por seu lado, permite uma enorme liberdade de movimentos e após o seu domínio, pode ser praticada a qualquer hora e numa enorme variedade de sítios. Quem sabe os pais não se entusiasmam e aderem também ao “vício” das rodinhas, aproveitando para desfrutarem de alguns bons momentos ao ar livre com os filhos.

Tem uns quilos a mais…

Experimente levá-los a aulas de natação ou a andar de bicicleta, duas modalidades em que o peso do corpo não atrapalha, dando aos seus praticantes uma liberdade de movimentos igual à dos seus colegas e a possibilidade de despenderem calorias e tonificarem os músculos. Para estas crianças, em particular para aquelas cuja auto-estima é baixa, a equitação constitui uma boa escolha. A relação estabelecida com o cavalo e o facto de ter de cuidar dele, desenvolve a autoconfiança em si mesma e estimula a sua autonomia.

E não só…

Se ainda lhe restam algumas dúvidas, saiba que algumas horas semanais dedicadas à prática regular de uma actividade física tenderão a afastar os seus filhos de comportamentos de risco como o tabaco e o abuso de drogas, tendo igualmente um efeito positivo na adopção de uma alimentação mais equilibrada. Isto para não falar do aumento da auto-estima e da autoconfiança que, associado aos benefícios físicos, contribui de forma significativa para um desenvolvimento saudável e harmonioso da criança, independentemente da sua personalidade e idade.