A compulsão e a vida moderna

Publicado em 07/06/2010. Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

O Seu cartão crédito ficou no “vermelho” por ter comprado vários sapatos sem necessidade e ao adquiri-los, você os fez sem vontade própria? Você é forte candidato a ser um compulsivo.

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Mas afinal, o que é compulsão? A Dra. Egle Laporta responde: “É um distúrbio psicológico que tem como base a angústia e a ansiedade. A pessoa não consegue suprir esses sentimentos e os transfere para alguma atividade de forma incontrolável e, o que é pior, sem opção própria. Ela se depara com uma vontade que ‘deve’ ser obedecida por um pensamento inconsciente”.

Há vários exemplos de compulsão: a pessoa que se sente “suja” e lava várias vezes a mão; o workho-lic, viciado em trabalho; o shopholic, comprador compulsivo, entre outros. Em cada caso, os sintomas são diferentes, mas os sentimentos são os mesmos: o de não ser amado, aceito. Se engana quem acredita que esses atos tragam prazer ou alívio. “O indivíduo vive num dilema, ele sabe que está realizando algo ‘errado’, mas não tem controle e se sente culpado assim que o faz. Essas atitudes afetam o trabalho, a liberdade e trazem a vergonha do contato com os outros. Isso ocorre independente de sexo, idade ou classe social”, afirma a Dra. Egle.

O compulsivo procura ajuda quando toma consciência da sua situação. Outras vezes, é levado por uma outra pessoa para a terapia. “O tratamento é feito através de quatro etapas. Em primeiro lugar, a conscientização da própria doença. Em segundo, mostrar-lhe a ‘raiz’ da doença. Depois, controlar o impulso através da consciência, e por último, liberar ao máximo sentimentos negativos como a insegurança e o medo de não se sentir amado”, explica.

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A doutora também acha importante ajudar uma pessoa compulsiva através de observações, que possam mostrar-lhe a sua situação: “Por e-xemplo, se é comprador compulsivo, você pode perguntar ‘se houve a real necessidade de comprar um outro sapato da mesma cor e marca que já possui’ ou ‘a janela já está fechada, não precisa verificar de novo’. São pequenos “toques” que podem facilitar o caminho da cura”, finaliza.

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