A Maçã Feliz

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

A Maçã Feliz nasceu em terra fértil e equilibrada, sem pesticidas nem fertilizantes químicos.
Baloiçava na árvore, banhando-se no Sol de Verão, calmamente à espera de ser apanhada.
Um dia, rebolando encosta abaixo, chegou uma estranha visita. A Maçã Feliz nem lhe sentiu o cheiro..

Olhou para baixo, e assustou-se com a grande maçã verde que pisava a sua terra. Até o besouro que revolvia o solo distraidamente apanhou um susto!
A seguir chegou outra, e mais outra maçã, todas igualmente grandes e verdes. Que pálidas eram, até pareciam um pouco tontas de tanto rebolar.

A Maça Feliz reparou que nenhuma delas tinha folhas presas ao pé. Olhou para cima, e sentiu-se bem segura no seu ramo forte. Também ela já tinha sido verde quando era mais pequenina, e nunca lhe ocorrera ser separada da sua árvore antes de estar madura.
“Que violência…” – pensou para os seus caroços.

As grandes maçãs verdes olhavam a terra e o Sol com curiosidade. Tinham caído da camioneta que as transportava há muitas horas e pareciam algo abatidas pela viagem. Tinham passado tanto tempo fechadas naquele frigorifico com rodas, que estavam enregeladas da casca até ao pé.

A Maçã Feliz teve dificuldade em distingui-las, de tão parecidas que eram. Reparou que a sua casca era estranhamente lustrosa. A Maçã Feliz lembrou-se de lhe terem dito que é na casca que se juntam muitas vitaminas e minerais.
Será que naquelas cascas brilhantes também? No fundo, o que faltava às grandes maçãs verdes era personalidade, não tinham… cheiro próprio.

A Maçã Feliz teve pena das viajantes, tão grandes e tão perdidas. E viu-as seguir o seu caminho, rebolando. Cada vez mais pequenas à medida que se distanciavam.
Já a Maçã Feliz continuou alegremente ao Sol, a encher-se de vitaminas até ao final do Verão.

O sumo extraido apartir de uma Maçã Feliz, é mais saudável e saboroso. E dá mais saúde e alegria.