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A Terceira Idade

Publicado em 23/06/2010. Revisado por Drª Raquel Pires (Nutricionista - CRN-6 nº 23653) a 8 dezembro 2018

Fala-se de terceira idade a partir dos 60-65 anos de vida. Nesta fase, ou mesmo algum tempo antes, são comuns algumas mudanças que debilitam o estado geral de saúde. Podemos mesmo descrever e enumerar os efeitos mais comuns que o envelhecimento exerce na alimentação: problemas de dentição, que dificultam a mastigação; paladar e olfacto alterados e diminuídos; diminuição da sensação de apetite e de sede; alterações gástricas, que podem provocar problemas de digestão ou prisão de ventre; diminuição da massa muscular e aumento da massa gorda; diminuição da absorção de cálcio e de vitamina D. Em simultâneo com estas alterações, muitas vezes surgem problemas psicológicos devidos ao stress ou isolamento que podem originar estados depressivos.

Todos estes sinais de envelhecimento condicionam o interesse por uma alimentação normal e equilibrada, que poderia ajudar a melhorar ou a manter uma boa qualidade de vida, e podem mesmo levar a uma desnutrição que vai influenciar negativamente o estado de saúde.

É importante, nesta fase da vida, não perder o hábito de fazer refeições em horários estabelecidos e perceber que cada uma delas é um momento fundamental do dia. Ou seja, devem-se manter as 5 ou 6 refeições diárias recomendadas, ainda que com quantidades de alimentos ajustadas às necessidades. É certo que estas necessidades são diminuídas em relação às de um adulto activo, pois um idoso tem menor actividade física e um metabolismo diferente, mas mesmo assim não são tão diminuídas como é comum julgar-se.

Um erro muito comum nos idosos é o de saltar o jantar e só voltarem a ingerir alimentos no pequeno-almoço do dia seguinte. Urge corrigir este erro! Nunca devem ser ultrapassadas as 10 horas de jejum nocturno, pois uma junção de um baixo nível de açúcar no sangue com uma baixa frequência cardíaca podem mesmo originar a morte. O número de casos de mortes nocturnas devidas a este erro ainda é preocupante…

A alimentação do idoso deve ser composta por produtos que sejam facilmente digeridos, ou seja, com pouca gordura e temperos. Devem também evitar-se conservas de peixe e alimentos processados, tais como sopas em pó. É fundamental mastigar e ensalivar bem os alimentos e, caso a mastigação esteja comprometida, podem-se passar os alimentos de modo a torná-los menos consistentes.

Uma nota importante deve também ser feita acerca da hidratação. Os idosos raramente têm sede e recusam-se mesmo a beber água, mas têm que consumi-la em abundância. Para colmatar a recusa, devem comer sopa às duas refeições principais e podem mesmo ter sempre à mão uma garrafa com uma infusão de ervas (mas não chá preto, chá verde ou café). Uma boa hidratação no idoso diminui o risco de infecções urinárias e de desidratação, muitas vezes causada por medicamentos ou diarreia.

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Autores
Drª Raquel Pires (Nutricionista - CRN-6 nº 23653)

Nutricionista Clínica - CRN-6 nº 23653

A Drª Raquel Pires é Nutricionista, Health Coach e Personal Diet, com grande experiência em atendimento em consultório e Idealizadora do Projeto ESD (Emagrecimento sem Dor).

Formação Acadêmica

- Graduada pela Universidade Santa Úrsula. - Pós Graduada em Nutrição Clínica. - Pós Graduada em Prescrição de Fitoterápicos e suplementação Nutricional Clínica e Esportiva. - Pós Graduada em Nutrição Aplicada ao Emagrecimento e Estética.

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