O que é Abscesso periamigdaliano? Sintomas, tratamento, diagnóstico, prevenção

Atualizado e Revisado por Dra. Sandra Costa Pinto (Otorrinolaringologista - CRM/BA: 11955 - RQE Nº: 3895) a 09/08/2019. Publicado originalmente em 17 de maio de 2011

O espaço periamigdaliano situa-se entre cada amígdala e a parede da garganta. Uma infecção pode causar inflamação (inchaço) e pus (abscesso) nesse espaço.

Foto de abscesso periamigdaliano

O abscesso periamigdaliano, geralmente resulta de uma amigdalite. Os abscessos são causados por infecções estreptocócicas (Streptococcus pyogenes: beta hemolítico do grupo A).

Se o abscesso periamigdaliano não for tratado adequadamente, a infecção pode espalhar-se para o pescoço, boca e pulmões.

O inchaço também pode empurrar a amígdala para o centro da garganta e mover a úvula (o retalho de tecido localizado na parte posterior da garganta).

Em vários casos, o inchaço pode dificultar a respiração ou até mesmo fechar as vias aéreas.

O abscesso periamigdaliano geralmente ocorre em crianças mais crescidas, adolescentes e adultos jovens.

Esta doença é menos comuns do que no passado, devido á amigdalite ser nos dias de hoje tratada com antibióticos, antibioticos estes, que matam as bactérias causadoras das  infecções.

Sintomas do abscesso periamigdaliano

Os sintomas incluem:

  1. dificuldade em engolir ou abrir a boca
  2. glândulas inchadas no pescoço
  3. dor de cabeça
  4. calafrios ou febre
  5. inchaço da face
  6. alterações específicas na fala, às vezes chamado de “a voz nasal ou batata quente”, pois soa como se estivesse a falar com a boca cheia de batatas.

Diagnóstico do abscesso periamigdaliano

O médico examina a garganta, boca e pescoço e remove uma amostra da sua garganta.

O material extraído é enviado ao laboratório para a cultura, onde pode ser identificado o tipo de bactéria causadora da infecção. O médico pode observar a sua garganta com um endoscópio.

O médico poderá pedir a realização de radiografias ou uma tomografia computadorizada (TC) para ver melhor a extensão da infecção nos tecidos do pescoço.

Duração

Após o tratamento, os sintomas devem desaparecer dentro de cinco a sete dias.

Prevenção

Uma vez diagnosticada, amigdalite deve ser tratado o mais rapidamente possível para ajudar a prevenir a formação de abscesso periamigdaliano.

Tratamento do abscesso periamigdaliano

Seu médico irá prescrever antibióticos para tratar a infecção. Em casos de infecções graves, antibióticos podem ser administrados por via intravenosa (numa veia).

Normalmente necessidade de tomar antibióticos por pelo menos 10 dias, e é importante tomar todos os comprimidos prescritos, mesmo que se sinta melhor.

Muitos abcessos não respondem aos antibióticos sozinhos, e precisam ser drenados. Isso pode ser feito com uma agulha ou de uma pequena incisão ea sucção do líquido.

Isso geralmente é feito no consultório ou na sala de emergência, mas ocasionalmente pode ser necessária em uma sala de operação, especialmente se a infecção se espalhou para seu pescoço.

Seu médico irá sedar e medicação para a dor que você sente bem durante a cirurgia.

Como os sintomas tornam difícil para comer e beber, algumas pessoas podem precisar de fluidos intravenosos (colocado na veia) para tratar ou prevenir a desidratação.

Se o abcesso periamigdaliano amigdalite ou continuar a aparecer, você pode precisar remover suas amígdalas cirurgicamente por um procedimento chamado amigdalectomia.

Quando chamar um profissional

Chame o seu médico se:

  • tem uma dor de garganta, aguda, especialmente com febre ou ter sido exposto a alguém com a garganta inflamada.
  • tem uma dor de garganta e dificuldade para engolir, alterações na voz ou inchaço da boca.
  • Se você tem sido tratado de um abscesso periamigdaliano, mas você ainda tem sintomas após 2-3 dias, revisitar o seu médico.

Prognóstico

Após o tratamento, o prognóstico é geralmente excelente. O abscesso periamigdaliano pode, no entanto, se repetir.

As possíveis complicações incluem pneumonia grave, líquido em torno dos pulmões ou obstrução cardíaca e infecção da pele do pescoço ou da mandíbula.

Referências

https://www.healthline.com/
https://www.aafp.org/
https://www.msdmanuals.com/

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Autores
Dra. Sandra Costa Pinto (Otorrinolaringologista - CRM/BA: 11955 - RQE Nº: 3895)

Especialização em Otorrinolaringologia - CRM/BA: 11955 - RQE Nº: 3895

A Dra. Sandra Costa Pinto é formada na área de otorrinolaringologia clínica e cirúrgica há 23 anos (atendendo adultos e crianças, com grande experiência na ORL pediátrica).

Formação Profissional

*Curso Superior Completo Em Medicina. Formada na Escola de Medicina e Saúde Pública Em 03 de Dezembro de 1994.

*Título de Especialista Em Otorrinolaringologia Concedido Pela Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia Em 1998.

*Curso de Especialização Em Otorrinolaringologia- Registrado no Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia Em 07 de Janeiro de 2000.

*Membro da Sociedade Interamericana de Otorrinolaringologia Pediátrica (iapo) 1999.

*Realizando Consulta Orl, exame de Laringoscopia e Nasofibroscopia e Cirurgia na Área de Otorrinolaringologia Pediátrica.

Endereço: Atendimento de Segunda a Sexta na Otorrinos Clinic, shopping Itaguari Sala 308 ,santo Antônio de Jesus / Ba ,tel 75 36312798. Zap da Otorrinos Clinic 75 8848-4369.

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Última atualização da página em 09/08/19