Alergia ao Pólen

Revisado por Equipe Editorial a 1 outubro 2018 - Publicado a 16 de julho de 2014

A alergia ao pólen é uma reação respiratória que o organismo nos apresenta, para combater substancias estranhas e invasoras. Atua e tem maior incidência na Primavera mas também se manifesta no Outono.

Alergia ao Pólen

São inúmeras as pessoas afetadas e a sofrer desta patologia clinica, algumas desconhecendo por completo os sintomas e tratamentos. Pode-se levar uma vida normal embora com alguns incómodos e algumas limitações (no período em que a doença se manifesta, no seu auge por assim dizer).

Pólen

É uma substancia microscópica que se encontra nas plantas, Flores, relva e algumas arvores. Estas dispersam para o ar e soltam-se, com o vento, certo tipo de condições atmosféricas e uso ou manuseamento direto de pessoas ou animais. Este fenómeno dá-se de manhã e de tarde, com especial predominância da parte da manhã. É o agente principal destas alergias.

Especificidades da alergia ao pólen

A reação alérgica manifesta-se quando o nosso organismo tenta, sente e deteta a presença de substâncias e indivíduos estranhos no corpo e seus tecidos. Inicia-se então uma dura batalha de combate e auto defesa do nosso sistema imunológico.

Para combater os “intrusos estranhos ao corpo”, o organismo responde com a libertação de anticorpos, que não são mais do que, substancias que conseguem identificar certos organismos maliciosos, vírus e baterias nocivas.

O organismo dá ainda uma resposta positiva para a libertação de histamina, responsável por fabricar e desencadear um processo em cadeia para a libertação dos sintomas.

Para esta doença ainda não existe cura definitiva, mas existem no mercado medicamentos que aliviam substancialmente os sintomas. Os pacientes têm de adotar medidas e estilos de vida saudáveis. Os novos hábitos de vida têm de se interiorizar para se verificarem os resultados desejáveis.

Dias de sol, vento ou ligeira brisa são os mais perigosos, pois contaminam facilmente o ar. Os dias de chuva ajudam a limpar o meio ambiente e o ar que respiramos, tornando-o mais leve, limpo e respirável.

Comportamentos a evitar

– Evitar todo e qualquer contato com o pólen

– Evitar fumar

– Evitar ter as janelas abertas do carro e da casa (principalmente de manhã e ao final da tarde)

– Manter as roupas longe das entradas de portas e janelas

– Evitar o contato com ácaros e pó (principalmente de bebes e crianças pequenas)

– Não cheirar plantas e flores

– Evitar manusear e mexer com plantas e flores

– Evitar as fontes causadoras desta alergia

– Evitar usar roupa com vestígios de pólen

– Evitar tocar em pessoas ou objetos se estiver com vestígios de pólen

As pessoas com agregados familiares que tenham antecedentes de alergia ao pólen devem ter cuidados redobrados. O risco é maior em bebes e crianças recém nascidas. As gravidas devem ter cuidados básicos de higiene com elas próprias e com os bebes de tenra idade, para conseguirem minimizar os efeitos secundários da doença. Especial atenção para a fase de aleitamento.

Conselhos – O que fazer

– Usar óculos de sol como proteção

– Usar chapéu e roupas tapadas nos dias críticos

– Usar luvas ao mexer em plantas e flores

– Deve-se trocar regularmente de roupa se estiver com vestígios de pólen

– Usar sempre roupa limpa

– Lavar regularmente as mãos

– Manter as janelas de casa e do carro fechadas (em especial de manha e ao final da tarde)

Sintomas de alergia ao pólen

– Espirros

– Tosse seca e constante (principalmente de noite)

– Falta de ar

– Coceira da pele e vermelhidão

– Nariz sempre a pingar e avermelhado

– Olhos lacrimejantes, avermelhados e irritados

– Asma

– Dificuldades respiratórias

– Problemas de sono e concentração

– Pele do corpo e da face ligeiramente irritada e com vermelhidão

– Feridas causadas pela coceira e pelo ato de coçar

Tratamentos e medicamentos

– Anti-histamínicos (desloratadina é das mais conhecidas e receitadas pelos médicos no inico de cada Primavera)

– Descongestionantes

– Sprays e gotas nasais

– Gotas para os olhos

– Líquido para infeções

-Sabonetes

– Pomadas, cremes e hidratantes

– Compressas frias

– Chás e mezinhas caseiras

– Tratamentos não convencionais

Deve procurar sempre aconselhamento médico. É indispensável e aconselhável ser seguido por um especialista. A alergia ao pólen é sazonal.  Deve procurar todos os meios disponíveis para controlar e aliviar os sintomas. Esta alergia constitui uma das principais causas e problemas de faltas e absentismo laboral e escolar.

Mais do que desconforto provoca incómodo e ansiedade. Procure o médico de família, dermatologista ou um imunoalergologista. Só ele saberá despistar a doença e aconselhar devidamente.

Lembre-se é possível viver bem e harmoniosamente com a alergia ao pólen…só tem de aprender e reaprender…