Alergias a animais

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Alergias a animais domésticos – Como lidar com as alergias:

A presença e o contacto com os animais é muito importante para o desenvolvimento psico-afectivo das crianças e constitui uma fonte de bem-estar para os adultos.  Todavia, ter animais em casa pode acarretar problemas, sobretudo na presença de doenças alérgicas.  É necessário fazer o controlo do ambiente em que o indivíduo alérgico (normalmente em idade pediátrica) vive, oferecendo-lhe as condições mais favoráveis, o que passa pela evicção dos factores de agressão no ambiente doméstico.

As proteínas do pêlo, saliva e urina dos animais domésticos podem estar na origem de reacções de hipersensibilidade alérgica, que se podem traduzir por sintomatologia asmática ou dermatite atópica. Estes alergénios em contacto com a pele, ou com as vias respiratórias, desencadeiam reacções alérgicas mediadas por mediadores inflamatórios (como por exemplo a histamina), que provocam broncospasmo ou erupção cutânea.

Os animais domésticos, como cães, gatos, hamsters e aves são potentes fontes alergénicas. O facto de não existir sensibilização do doente com predisposição alérgica, em dado momento, para determinado animal, não significa que possa viver com esse animal, porque o convívio continuado com ele conduzirá a eventual sensibilização, acabando mais tarde por desenvolver hipersensibilidade. Em indivíduos com asma brônquica, poder-se-á verificar o agravamento da sua situação clínica de base com aumento do número de crises e intensificação dos sintomas.

Um teste cutâneo negativo ao pêlo de um animal não significa ausência de alergia, porque a existência de várias raças da mesma espécie pode ser causa de falsos negativos com os testes cutâneos comerciais, preparados com pêlo de determinada raça. O teste da separação e nova exposição ao animal suspeito e as reacções do doente a estas mudanças, ainda constituem a melhor prova diagnóstica.

Não é raro o médico ser interrogado quanto à possibilidade de se adquirir este ou aquele animal para casa. A resposta, embora por vezes penosa, deverá ser sempre negativa, pois mesmo que nesse momento não haja alergia ao animal pretendido, o contacto que se irá estabelecer com ele levará, mais cedo ou mais tarde, a uma sensibilização com concomitante reacção alérgica.

Nos casos em que já existem animais em casa, quando o afastamento não for possível, evitar-se-á a sua presença na sala de estar e no quarto de dormir, sendo o ideal manter o animal fora de casa.