Alimentos Funcionais (Probióticos, Prebióticos, Enzimas e Lactobacilus)

Na atualidade, a alimentação não é somente uma questão de sobrevivência, tendo-se convertido numa necessidade de saúde e bem-estar, até porque as condições de vida são frequentemente muito exigentes.

Porém, devido a dispormos cada vez mais de alimentos mais elaborados e industrializados, os elementos potencialmente nocivos para o nosso organismo também são mais frequentes (conservantes, corantes, pesticidas, entre outros).

É por isso que os consumidores se preocupam mais sobre a sua própria saúde, uma dieta equilibrada e o meio ambiente, entre outros, e estão cansados de ingerir comidas com rótulos de alimentos vazios.

Os alimentos devem melhorar especificamente a função do sistema digestivo.

ENZIMAS

Um dos principais objectivos da função do tubo digestivo é a incorporação de substâncias simples no metabolismo celular. Isto consegue-se fundamentalmente através da digestão e absorção dos alimentos.

A digestão implica a fragmentação de moléculas complexas nos seus constituintes mais simples, que absorvemos posteriormente e utilizamos como energético ou incorporamos nos nossos próprios tecidos.

O elemento chave da digestão são as enzimas digestivas, cuja função é romper as ligações entre os componentes do alimento.

Qualquer tipo de transtorno, sobretudo a nível enzimático, produz em nós alterações da degradação dos alimentos e, como consequência, também da absorção dos alimentos.

Tudo isto se traduz numa sintomatologia variada, difícil de definir e interpretar e, por vezes, muito variável de pessoa para pessoa.

Entre os sintomas mais típicos destacam-se: sensação de enfartamento, flatulências, gases, arrotos, alteração da evacuação intestinal, anorexia, entre outros.

Saiba O que São e Para que Servem os Alimentos Funcionais

O INTESTINO GROSSO: ÓRGÃO CHAVE DOS ALIMENTOS FUNCIONAIS

O intestino grosso é um órgão muito complexo que apresenta uma grande actividade mas, apesar disso, é subvalorizado com frequência o papel que cumpre quanto à assimilação de alimentos e, consequentemente, não se lhe dá na dieta a importância que lhe é devida.

Existem centenas de espécies individuais de bactérias que são residentes no cólon humano.

Cada uma das bactérias presentes tem actividades variáveis dependendo do substrato (hidratos de carbono, proteínas, lípidos), pH, nível de oxigénio, entre outros, que possuem no intestino grosso.

Os movimentos peristálticos do cólon, defesas do indivíduo e a dieta jogam um papel importante na manutenção do ecossistema intestinal.

Os microorganismos residentes na parte direita têm um abastecimento abundante de nutrientes dietéticos e, por isso, crescem a uma velocidade relativamente rápida. Noutras regiões, a disponibilidade de substratos é menor e as bactérias crescem mais lentamente.

A microflora preferível é a responsável pela fermentação em que predomina o sentido benéfico, em oposição aos efeitos potencialmente prejudiciais que pode produzir a flora da putrefacção.

Saiba O que é a fermentação? Benefícios, Como Fazer, e os Melhores Alimentos Fermentados

Entre as espécies reconhecidas geralmente com efeitos benéficos, estão as bifidobactérias e lactobacilos, a que se atribuem diversas funções que promovem a saúde, como acidificação do conteúdo intestinal, efeitos imunoestimulantes e inibitórios do crescimento das bactérias prejudiciais.

Um alimento colono ou colonizador define-se como um ingrediente ou componente alimentar que, durante a sua evolução ao longo da parte superior do tracto gastrointestinal, não é modificado nem transformado e, consequentemente, chega ao cólon sem se alterar, exercendo efeitos fisiológicos e/ou bioquímicos benéficos para a saúde do hóspede.

Os alimentos colonizadores podem ser classificados em: probióticos, prebióticos e simbióticos.
Menção à parte merece o ácido láctico, o qual apesar de não poder ser considerado como um verdadeiro alimento do cólon, é uma substância procedente do metabolismo próprio das bactérias intestinais de tipo fermentativo, que impede a implantação de tipo de bactérias patogénicas.

PROBIÓTICOS

Sperti (1971) descreveu como alimentos probióticos aqueles organismos e substâncias que contribuem para o equilíbrio microbiano do intestino

PREBIÓTICO

Um alimento prebiótico é um ingrediente alimentar não digerível que estimula selectivamente o crescimento e/ou metabolismo de uma ou de um limitado número de bactérias no cólon que melhoram o equilíbrio intestinal e, assim, incrementam a saúde do hospedeiro.

Portanto, os ingredientes alimentares serão prebióticos quando se dirigem directamente ao cólon, sofrem uma fermentação selectiva e ajudam a manter a microflora em equilíbrio.

Devem ser utilizados para estimular o desenvolvimento de determinadas espécies de bactérias.

Outros efeitos sistémicos ocorrem só depois da absorção dos produtos fermentados dentro da corrente sanguínea.

Dentro dos alimentos prebióticos, destacamos os fructooligosacáridos (inulina e oligofructose), que se encontram como componentes naturais em várias plantas como a chicória, alcachofras, espargos e cebola (Gibson et al. 1994). A inulina e oligofructose têm também a característica importante de serem apropriadas para diabéticos.

» Conheça a Diferença entre Prebióticos, Probióticos e Simbióticos