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Amamentar bem

Publicado em 12/07/2010. Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Amamentar bem

Para que o aleitamento funcione bem, é muito importante que a postura seja confortável para ambos. O bebé tem a boca muito aberta e um grande pedaço de peito dentro. Os lábios estão dobrados para fora, não «chupados» para dentro da boca. As bochechas o queixo e o nariz tocam ou quase tocam o peito. É a postura ideal. Mas, e o resto do corpo? Se a boca e a língua estão bem colocadas, o resto do corpo poderia estar em qualquer posição. E acontece assim, às vezes, em crianças mais velhas, que mamam nas posturas mais inverosímeis. Sem dúvida, muitos bebés, sobretudo no princípio, terão dificuldades para chegar bem ao peito se para isso se vêem obrigados a voltar ou girar com a cabeça.

O bebé deve estar de frente para a sua mãe, a cabeça alinhada com o corpo, de forma que o mamilo fique à altura do nariz. Deste modo, quando abre a boca, o mamilo ficará na parte superior e terá espaço para colocar a boca por baixo. Caso contrário, se o bebé está de barriga para cima, tem que girar a cabeça para chegar ao peito. Se apoia a cabeça na curva do braço da mãe, longe do peito, tem que dobrar o pescoço para mamar. Algumas crianças conseguem mamar bem nestas posições, mas a maioria tem dificuldades, especialmente no início. A mãe sentir-se-á mais cómoda se cuidar de alguns detalhes. Convém que chegue o seu filho para mais perto do peito, em vez de se inclinar sobre ele. Um bom encosto, os pés um pouco elevados, almofadões que amparem o peso do braço… Não, não é por falta de cálcio que lhe dói a coluna.

Porque são as coisas tão difíceis?
Ao ver os contínuos problemas que causam uma má posição ao mamar, temos a tentação de pensar que se trata de um problema de desenho. Se o leite saísse a jorros por acção da oxitocina, em vez de ficar nos seios galactóforos para que o bebé o tire, não evitaríamos muitos problemas? Pois não. O mecanismo de sucção, por complicado que resulte, é imprescindível para que o aleitamento funcione. Deste modo, o bebé pode controlar a produção de leite: se tem mais fome, mama mais e sai mais; se tem menos fome, mama menos.

Assim, à medida que cresce, sai cada vez mais leite… até que toma outros alimentos e começa a mamar menos; estão sai menos leite. Desta forma, se em vez de um bebé, há gémeos, sai o dobro do leite; e se há trigémeos, sai o triplo. Se o leite saísse só, sem que fosse necessário o bebé fazer qualquer esforço, o peito não saberia quanto leite necessitaria a criança. A produção não aumentaria quando o bebé crescesse, nem diminuiria quando se estivesse processando o desmame e os gémeos teriam de se conformar com meia ração.

E como se arranjavam as nossas antepassadas, sem manuais nem fotografias para aprender?
Se tudo é tão complicado, como davam o peito as nossas bisavós e as mulheres das cavernas, às quais ninguém explicava nada nem tinham fotografias para verificar e corrigir as posições? Pois bem, tinham vários factores a seu favor. Em primeiro lugar, tinham visto amamentar outras mães. Dar o peito é perfeitamente instintivo em muitos animais, mas nos primatas superiores é em grande parte aprendido.

Em segundo lugar, por parte dos bebés, isso sim, é instintivo mamar. Uns investigadores suecos comprovaram que, quando se coloca um recém-nascido, no momento de nascer, nu entre os peitos nus da sua mãe, e se deixa tranquilo, ele sozinho arrasta-se até ao peito e põe-se a mamar, quase sempre na posição perfeita. Se o separamos da mãe, ainda que seja só por uns minutos, ou está sob os efeitos da anestesia, é fácil que mame em má posição ou nem sequer encontre o peito.

Quer dizer, a moderna atenção ao parto, interfere muitas vezes no instinto de sucção do bebé. Por isso, em muitos hospitais volta-se a colocar as crianças ao peito mal acabam de nascer, o que facilita muito o início do aleitamento.

Se dói, algo vai mal
Em terceiro lugar, estavam livres de prejuízos. Normalmente quando o bebé está mal colocado, o peito dói, e não é por acaso. A dor é um sinal de que há problemas. Há que ter cuidado por causa das gretas.

Guia da Gravidez

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