Andropausa: mito ou realidade?

Revisado por Equipe Editorial a 21 outubro 2018

A Andropausa ou menopausa masculina é um nome dado a uma condição causada pelo envelhecimento.

A andropausa está relaciona com a redução lenta mas constante da produção da hormona sexual masculina, testosterona e dehidroepiandrosterona em homens de meia idade, e as consequências dessa redução, que estão associadas com uma diminuição na células de Leydig.

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Andropausa: mito ou realidade?

«Se a menopausa é uma realidade feminina marcada pela ausência da menstruação, nos homens a andropausa pode ou não existir», diz o presidente da SPA, referindo, contudo, que «é indiscutível que existe um défice parcial de androgénios no homem idoso».

Situação que leva ao enfraquecimento muscular, à diminuição da pilosidade e da actividade sexual, aparecimento de adiposidades, situações de taquicardia, irritabilidade, insónia e, ainda, rubores faciais.

Apesar dos níveis de testosterona baixarem com a idade, muitos idosos acumulam altos níveis prostáticos de di-hidrotestosterona (DHT), que não têm significativo efeito sobre a sexualidade, mas que é a principal responsável pelo desenvolvimento da próstata.

«A testosterona não provoca câncer da próstata, mas, na presença de cancro, o aumento do nível da hormona pode acelerar o seu desenvolvimento», frisa Nuno Monteiro Pereira.

Nesta fase da vida do homem «a influência dos mitos sobre a sexualidade, em que a idade é vista como sinónimo de perda de qualidade, poderá constituir um grave problema», alerta o presidente da SPA, sublinhando, no entanto, que «nem todos os homens são iguais. Se um homem for saudável aos 75 anos, quase de certeza que será sexualmente activo, já que não é a idade que determina a sexualidade, mas as doenças associadas à velhice», garante o andrologista.

Para justificar a sua afirmação, o especialista cita um estudo publicado na revista Sexology, de acordo com o qual se chegou à conclusão de que 95% dos homens são sexualmente activos aos 60 anos, 70% são-no aos 65 anos e 50% ainda o são aos 75 anos.

Em relação à qualidade sexual, reconhece o especialista, a erecção demora mais tempo a estabelecer–se e, quando obtida, o homem mantém-se mais tempo sem ejacular, a sensação ejaculatória diminui e após a ejaculação é mais difícil e demorado atingir nova erecção e nova ejaculação.

Mas, frisa, «estas alterações qualitativas não impedem que o idoso não possa ser um parceiro sexual muito eficaz, desde que pratique o coito segundo a sua própria frequência e desde que haja a participação da mulher».

Para além disso, explica, «hoje já se pode falar de reposição dos níveis de testosterona», o que permite uma «efectiva melhoria do estado geral e de humor e uma nova e inesperada qualidade de vida».