Árvore de Natal: Origem, Lendas e História da Árvore de Natal

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

Origem, Lendas e História da Árvore de Natal:

Na antiguidade, os egípcios tinham por hábito colocar folhas de palmeira, no interior das suas habitações, durante os festejos do solstício de Inverno, simbolizando a antecipação da chegada da Primavera e consequentemente do sol. Na civilização egípcia, a palmeira era considerada como um símbolo da ressurreição, isto é, o triunfo da vida sobre a morte.

Árvore de Natal da Trafalgar Square, em Londres.

Por sua vez os gregos, também tinham o costume de decorar árvores de folha persistente, como forma de adoração ao deus Adonia, que alegadamente fora ressuscitado por uma serpente.

Já a civilização romana, decorava árvores de folha persistente, com pequenos pedaços de metais e imagens de deuses, durante o solstício de Inverno, nas festividades em honra a Saturno (deus da agricultura).

Trocavam ainda, presentes entre si, tais como moedas que simbolizavam a prosperidade, doces que simbolizavam a felicidade e lamparinas para iluminar a viagem da vida.

Árvore de Natal do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, Brasil.

Os celtas, especialmente os druidas, usavam espécies de folha persistente durante os seus misteriosos rituais do solstício de Inverno. Empregavam azevinho (Ilex aquifolium) e visco branco (Viscum album) como símbolos de vida eterna.

Colocavam ainda, ramos de espécies também de folha persistente sobre as portas, com o intuito de manter afastados os maus espíritos.

Estocolmo, Suécia.

É durante a Idade Média, em solo Germânico, que a tradição de levar para dentro das habitações, durante as festividades do solstício de Inverno, árvores de folha persistente floresceu, para séculos mais tarde se difundir pelo mundo inteiro.

Nesta altura, as árvores, consideradas como símbolo de vida eterna, eram decoradas com frutos e velas, em honra ao deus Woden/Odin (deus dos deuses germânicos), que foi venerado até ao século VII ou VIII, altura em que os pagãos germânicos foram gradualmente convertidos para o cristianismo.

Estrasburgo, França.

Reza a história que S. Bonifácio, Apóstolo dos Germanos, ao encontrar pagãos a venerar um carvalho sagrado dedicado ao deus Thor (deus do trovão), o derrubou.

O carvalho, partindo-se em quatro partes, revelou no seu interior uma pequena árvore de folha persistente. Este acontecimento é considerado o início formal da cristianização da Germânia.

Como S. Bonifácio tinha o hábito de explicar a Santíssima Trindade aos pagãos, através do exemplo de um pequeno abeto (árvore resinosa de folha persistente e de forma triangular), este foi considerado uma árvore sagrada pelos primeiros cristãos germânicos, logo após o evento do derrube do carvalho.

Natal, Brasil. Altura – 126m.

Estando, ainda muito ligados a velhas tradições, continuaram a enfeitar árvores de folha persistente, em particular abetos, durante o Solstício de Inverno.

Outra lenda, refere-se a Martinho Lutero que numa noite muito fria de Inverno, ao atravessar uma densa floresta a caminho de casa, reparou num grupo de pequenos abetos cobertos de neve, que cintilavam à luz do luar.

Decidiu cortar um e levou-o para casa onde o enfeitou com velas, tentando simular o brilho da Estrela de Belém que guiou os Reis Magos até à presença do menino Jesus, símbolo de Cristo, Luz do Mundo.

Árvore de Natal em Paris, França.

A árvore de natal teve origem na Alemanha, (é de origem germânica). Foi a partir de 1700, que a árvore de natal se consolidou como tradição na Alemanha, difundindo-se por todo o mundo, sendo ainda acarinhada em várias religiões.

Hoje em dia, as festividades do Natal não dispensam a presença da árvore de natal, como símbolo do espírito natalício, trazendo consigo o agradável imaginário do aroma da floresta às nossas vidas.

Rovaniemi, Finlândia.

Árvore de Natal em Salerno, Itália.

Árvore de Natal no Porto, Portugal.

Rockfeller Center em Nova Iorque.

Maior Árvore de Natal da Europa em Lisboa, Portugal.

Tenha um Feliz Natal