-->Entenda como as infecções sexualmente transmissíveis podem afetar a gravidez e a fertilidade

Entenda como as doenças sexualmente transmissíveis afetam a gravidez e a fertilidade

Publicado em 06/05/2010. Revisado por Dr Wesley Timana (Ginecologista e Obstetra - CRM-PR -30998) a 10 dezembro 2018

Entenda de que forma as doenças sexualmente transmissíveis ( DST) podem afetar a gravidez, a fertilidade do homem e os planos para a mulher engravidar.

Recomenda-se a mulher a realizar exames ginecológicos na presença de uma infecção sexualmente transmissível não tratada, pois pode estar na causa da infertilidade.

Vale a pena realçar que um homem que sofra de uma infecção pode prejudicar a sua própria fertilidade futura, caso contraia uma prostatite (inflamação da glândula da próstata), por exemplo, como também a fertilidade da parceira caso a infecte. O mesmo se aplica se uma mulher infectar o parceiro.

As infecções sexualmente transmissíveis muitas vezes não causam sintomas. Daí a importância do diagnóstico e tratamento logo no seu inicio, já que a infecção pode afetar as hipóteses da mulher engravidar.

Durante a gravidez, o tratamento é mais difícil e a infecção pode afetar o bebê ou causar um parto prematuro. Os antibióticos são a forma mais comum de tratamento.

Doenças Sexualmente Transmissíveis Afetam A Gravidez E A Fertilidade

Clamídia e gonorreia

A clamídia é uma infecção sexualmente transmissível bem comum,mas por vezes não provoca sintomas, em especial nas mulheres. Estima-se que 10 a 40% das mulheres com clamídia não tratada possam contrair a doença inflamatória pélvica (DIP).

Nas mulheres, quando não é tratada de inicio, a infecção pode estender-se ás trompas de falópio e causar obstrução, provocando infertilidade ou, em alguns casos, gravidez ectópica.

No caso dos homens, a clamídia não tratada pode causar danos nos canais que transportam o esperma, e nos ductos localizados nos testículos, podendo ocasionar obstruções ou infertilidade.

A gonorreia é altamente contagiosa e as relações sem proteção com um indivíduo infectado provocam a transmissão em 90% dos casos. O numero de homens infectados é duas vezes superior ao das mulheres.

Esta infecção muitas vezes não causa sintomas, mas pode provocar corrimento vaginal desagradável e dores abdominais.

Quando não tratada a gonorreia pode originar a doença inflamatória pélvica e a obstrução das trompas de Falópio.

Nos homens os sintomas conhecidos incluem, corrimento no pênis, dor abdominal e febre alta.

Doença inflamatória pélvica (DIP)

A doença inflamatória pélvica ocorre quando uma DST (muitas vezes a clamídia) se dissemina pelo cérvix, chegando ao útero, as trompas de falópio e á pélvis.

A DIP muitas vezes causa dor durante a relação, mas pode não apresentar sintomas e algumas mulheres só identificam o problema quando tentam engravidar.

A infecção geralmente é tratada com antibióticos. No entanto, quando não for tratada pode originar cicatrizes ou até mesmo a obstrução das trompas de Falópio.

Nestes casos a fertilidade é afetada e a mulher corre também um maior risco de gravidez ectópica.

Herpes

O vírus do herpes simplex esta adormecido na maioria dos indivíduos, sendo que a maioria nem sabe que o transporta. Existem dois tipos de vírus do herpes: o tipo 1 (VHS-1) que provoca o herpes labial, e o tipo 2 (VHS- 2) que causa a herpes genital.

A infecção o vírus VHS- 2 apresenta sintomas semelhantes á gripe, sensação de ardor nos genitais, dores nas pernas, bolhas ou borbulhas genitais que se tornam incomodas com o tempo e prurido genital. Entenda mais sobre as causas e como tratar a Coceira Vaginal.

Durante um evento de VHS-1 a mulher não pode ter relações sem proteção, e não pode engravidar. Em outros aspectos, o herpes não compromete a fertilidade.

Tricomoníase

A tricomoníase, causada pelo organismo trichomonas vaginalis, não desencadeia a doença inflamatória pélvica. No entanto, além de provocar coceira e sensação de ardor na vagina e uretra (e, no caso dos homens, dor ao urinar), ela também altera a consistência do muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides. Em resultado disso, a fertilidade pode ser afetada.

Vaginose bacteriana, Micoplasmose, Ureaplasma, Gardnerela

Ambas as infecções bacterianas indicadas acima são causadas por pequenos organismos – mycoplasma hominis, ureaplasma urealyticum e gardnerella vaginalis – que se encontram no trato urinário dos homens e das mulheres.

Geralmente são inofensivas, mas podem ser transmitidas de um parceiro para outro.

Estes organismos, que muitas vezes não apresentam sintomas, encontram-se em concentrações mais elevadas nos casais que têm problemas em conceber. Estando também associados á presença de outras DSTs.

Apesar de não desencadearem a doença inflamatória pélvica, pensa-se que aumentem a chance de aborto espontâneo.

Os homens com micoplasmose apresentam valores elevados de espermatozoides amorfos/anômalos.

O tratamento curto com antibióticos costuma eliminar qualquer uma destas infecções em poucos dias.

Candidíase

Embora seja uma DST, a candidíase é um problema que afeta principalmente as secreções vaginais.

Na presença de mau cheiro acompanhado de coceira e desconforto, deve consultar o ginecologista, pois pode-se tratar de uma candidíase, o que pode dificultar as chances da mulher conceber.

A candidíase ocorre quando um fungo natural que habita no organismo (Candida albicans), multiplica-se.

Quando não tratada, a candidíase pode por em causa não só a saúde reprodutiva da mulher, como impedir a absorção de nutrientes essenciais.

A Candida albicans prospera com uma alimentação rica em açúcares refinados, portanto, sabendo isso, além das pomadas antifúngicas, a mulher pode prevenir a recorrência da infecção ao incluir alimentos saudáveis na dieta e cortar nos açucares refinados.

A adição de iogurtes naturais, ricos em Lactobacillus acidophilus também pode ajudar a restabelecer a flora intestinal e vaginal. Para conhecer todos os benefícios destas super bactérias “boas” consulte o artigo 9 Benefícios do Lactobacillus Acidophilus para a Saúde.

Saiba mais sobre:
A informação foi útil? Sim / Não

O texto contém informações incorretas? Está faltando a informação que você está procurando? Se ficou com alguma dúvida ou encontrou algum erro escreva-nos para que possamos verificar e melhorar o conteúdo. Não lhe iremos responder diretamente. Se pretende uma resposta use a nossa página de Contato.


Nota: O Educar Saúde não é um prestador de cuidados de saúde. Não podemos responder a perguntas de saúde ou aconselhá-lo nesse sentido.
Autores
Dr Wesley Timana (Ginecologista e Obstetra - CRM-PR -30998)

Ginecologista e Obstetra - CRM-PR -30998

O Dr. Wesley Jose Timana Yovera é um médico jovem e carismático formado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná com especialização em ginecologia e obstetrícia pela Santa Casa de Misericórdia de Curitiba.

Consultar Currículo Lattes

Registro de Qualificação de Especialista (RQE nº 20428).

Desenvolveu já no início da sua carreira o Espaço Timana - uma clínica voltada ao atendimento de excelência. Sempre multiconectado e influente no Facebook e Instagram, possui mais de 3 milhões de visualizações no YouTube, com vídeos que trazem ao público informação de qualidade dentro do universo feminino.

Selecionado por diversos projetos como médico do futuro sempre assiste as mulheres com respeito, carinho e atenção. É adepto da Slow Medicine (Medicina Sem Pressa) - uma forma humanizada de fazer medicina que aproxima pacientes e profissionais da saúde.

Com registro no Conselho Regional de Medicina do Paraná n° 30.998, atende atualmente em consultório particular, Av. Visconde de Guarapuava, 2764 - Centro - Curitiba - Tel. (41) 3503-9333 / 9.9995-5117.

O Dr. Wesley também pode ser encontrado no Linkedin, Facebook, Intagram e YouTube como Dr. Wesley Timana.