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As Primeiras papas do Bebe – O peso do bebé

Publicado em 12/07/2010. Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

As Primeiras papas do Bebe – O peso do bebé

No segundo trimestre de vida, a alimentação pode sofrer algumas alterações. Para começar, muitos dos bebés que são amamentados vivem o início do desmame coincidindo com a incorporação laboral da sua mamã (normalmente, entre o terceiro e o quarto mês).
Como qualquer outra alteração, isto deve fazer-se de forma lenta e pausada, já que um desmame brusco e radical pode gerar retaliações na criança (talvez porque se sente abandonado) causar estacionamento ou queda de peso.

No final do primeiro semestre, o número de tomas já se reduziu, e isto nota-se no peso do bebé. «Da aquisição de 1 quilo por mês, a criança passa a engordar cerca de metade. Isto, deve-se sobretudo, a que as cinco ou sei tomas diárias se tenham convertido em quatro», diz a pediatra Maria das Dores.

Outra novidade neste período é a incorporação de novos alimentos distintos do leite. Cerca dos cinco meses, começa-se com os cereais (sem glúten); segue-se, entre os cinco e os seis meses, a papa de frutas; e um pouco mais tarde, aos seis, o primeiro puré (de batata e legumes).

É normal que a criança resista um pouco a aceitar os novos sabores e texturas, e isto não deve inquietar os pais. Recomenda-se que enfrentemos este período com paciência, sem angústias pela oposição inicial da criança. Nem a sua saúde nem o seu peso se vão ressentir porque tarda um pouco a provar a fruta ou não acaba a papa de cereais.

No entanto, o pediatra estabelece que alimentos e quando se devem acrescentar à dieta do bebé, e as suas instruções devem ser totalmente respeitadas. Uma das coisas que está expressamente contra-indicada é iniciar muito cedo (antes do quarto mês) a alimentação complementar, por uma crença errada de que o bebé necessita algo mais do que o leite. «Um estudo americano, descobriu que entre as pessoas que haviam iniciado uma alimentação complementar precoce era maior a incidência de acidentes cardiovasculares e hipertensão, obesidade e hipercolestrolemia. Isto significa que os erros alimentares cometidos no início da vida influem nas doenças que sofrem na idade adulta», diz a mesma pediatra.

A partir de agora, o bebé continuará a engordar, mas a um ritmo cada vez mais lento e, provavelmente de forma intermitente, alternando fases de crescimento rápido e lento. Tem de continuar a pesá-lo uma vez por mês, salvo se o médico disser outra coisa. Além do mais, os cuidados físicos e as atenções afectivas repercutem-se favoravelmente no crescimento

Se anotarmos durante uns meses o peso e a altura do bebé, podemos elaborar a sua curva de crescimento. A curva da altura traça-se unindo os pontos em que as coordenadas: Longitude (acima ) e idade (abaixo) coincidem. Para a do peso, temos que desenhar a linha em que a coordenada vertical (peso) e a horizontal (idade) se juntam. A negro sobre as curvas, indicam-se as percentagens; o ideal é que ambas coincidam.

O peso controla-se mediante as curvas de peso e as chamadas percentagens, um conceito estatístico que reflecte a que distância da média se encontra o peso de uma criança em dado momento. Por exemplo, quando um bebé está no percentagem 75, significa que com a sua idade 75 por cento das crianças, atingem este limite; e só 25 por cento a superam. «Abaixo da percentagem 3 diz-se que é de magreza extrema, enquanto que acima da percentagem 97 têm o risco da obesidade», explica a doutora Maria das Dores.

As tabelas de peso recolhem médias estabelecidas a partir de dados de mil bebés. Como tal, tratam-se de números orientativos que não devem ser tomados como totalmente rigorosos. É normal que a criança se distancie um pouco para cima ou para baixo, sem que isto signifique uma anomalia. De igual forma, as percentagens não são uma regra estrita do peso e da altura que têm os bebés. Os pediatras é que devem interpretar estes números.

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