Avis

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Alva e histórica, Avis tem a seus pés a barragem do Maranhão. Embora inúmeros vestígios comprovem a presença do Homem nos seus domínios desde a pré-história, do passado, Avis guarda, sobretudo, a glória da famosa Ordem Militar de Avis e o apelido que doou à mais surpreendente dinastia de reis portugueses, iniciada com D. João I. Conquistada aos mouros por D. Afonso II, o monarca entregou a terra a Fernando Eanes, mestre dos Freires de Évora, futura Ordem de Avis.

Localização Geografica do Concelho de Avis

Concelho de Avis, localiza-se no Alto Alentejo, na parte Oeste do distrito de Portalegre. Dista 180 Km de Lisboa. É limitado pelos concelhos de Ponte de Sôr, Alter do Chão, Fronteira e Sousel. Pertencem a este Concelho: a vila de Avis e as aldeias de Ervedal, Benavila, Figueira e Barros, Alcórrego, Maranhão, Aldeia Velha e Valongo. O Concelho possui estradas que o ligam a Lisboa, Caia, Évora e às sedes dos concelhos limítrofes.

Ervedal

O Ervedal é uma vila que pertence ao Concelho de Avis, distrito de Portalegre. A palavra “Ervedal” tem origem na palavra “ervedos” que são erva daninhas, isto é, ervas que nascem espontâneamente pelos campos. O Sítio onde hoje se encontra o Ervedal era um terreno abandonado onde existiram muitos ervedos. Actualmente o Ervedal é uma pequena vila onde existem alguns monumentos, por exemplo uma ponte de madeira que é uma réplica da ponte 25 de Abril, que liga a vila do Ervedal à vila de Figueira e Barros (os vizinhos mais próximos). Esta ponte fica sobre um braço da barragem do Maranhão.

À vila estão ligados nomes de figurass importantes, nomeadamente o Dr. António Bugalho – médico que salvou a vida de muitas pessoas e que tem a sua estátua num jardim perto da escola. Igualmente, Mário Sá – escritor e poeta que escreveu imensos livros. Poderá encontrar a sua estátua no largo com o seu nome. 

História de Avis

Segundo a inscrição da lápide que se encontra na Porta de São Roque (uma das da vila), Avis foi fundada em 1214 por Fernão Anes, que foi Mestre da Ordem de Avis de 1196 a 1219. Sede de uma das mais importantes ordens militares religiosas portuguesas, que tomou o seu nome da vila para onde mudou, no séc. XIII, a sua sede (A ordem militar de S. Bento de Avis foi transferida em 1214 de Évora para Avis). Teve forais concedidos por D. Afonso II ( 1218) , D. Dinis (1253)e D. Manuel (1512).

Avis teve ainda o singular destino de dar nome à mais emblemática dinastia portuguesa , sendo Mestre de Avis o rei D. João I , que só o foi após aclamação popular , num processo que a historiografia não tem cessado de valorizar. Do seu castelo , fundado em 1223 , com seis torres , restam três entre elas a de menagem , mandada edificar no séc. XV por D. Pedro , filho do regente ; as restantes foram demolidas no reinado de D. João IV .

O essencial das muralhas que cercavam a vila existe ainda hoje , embora grande parte delas estejam embebidas em habitações ou muros de separação de propriedades. Desafectadas estão as da entrada sul, parte das que circundam o convento a nascente e um troço recentemente restaurado a poente, entre as torres de S. António e S. Roque. Estas são duas das três torres sobreviventes, sendo a terceira a do Convento ou da Rainha, que dá para o adro do Convento através da seiscentista Porta do arco.

O castelo de Avis (ou mais propriamente, o castelejo com a Alcáçova) desapareceu totalmente, já que se erguia no canto sueste onde foi construído o Convento. Igual sorte, mas bem mais recente(já neste século teve a torre de Menagem, que se situaria no adro junto ao antigo palácio do Prior-Mor(edifício do séc. XVIII, hoje Câmara Municipal).

O convento e a igreja são construções do séc. XVIII, do arquitecto Baltasar Álvares. Esta região foi habitada desde épocas muito remotas. Aqui se encontram alguns exemplares da Cultura Megalítica, nomeadamente as antas da Herdade da Ordem. Foram encontrados achados soltos e calhaus, núcleos e lascas que remontam à época do neolítico.

Da época romana também existem numerosos vestígios, sendo de destacar a ponte romana junto à vila, que hoje se encontra submersa pela Barragem do Maranhão.