Bebê Chiador

Revisado por Equipe Editorial a 28 outubro 2018

Existem muitas pessoas, e em muitos casos adultos, que têm um tipo de respiração que se assemelha ao som de chiar. Isto pode acontecer por muitos motivos, mas é geralmente derivado de problemas respiratórios.

Nos bebés a situação é ligeiramente diferente. Podem ocorrer problemas do género, mas neste caso o termo bebê chiador ou chiado no peito refere-se mais a um bebé que apresenta catarro frequente e tosse crónica, geralmente de difícil tratamento. Este catarro ou tosse são acompanhados, nestes casos, por um chiar na respiração.

Vulgarmente chama-se bebé chiador ou catarral nestes casos, sendo algumas vezes empregado ainda o termo bebé diatésico.

Aquilo que leva ao aparecimento desta situação é, geralmente, a produção excessiva de secreções ao nível respiratório.

Como a produção de secreções é muito elevada, as vias respiratórias ficam geralmente obstruídas, e daí surgir um ruído na respiração.

É também por este motivo que ocorre o catarro e a tosse frequente, pois isso é uma forma de desobstruir as vias respiratórias.

Fora esta produção excessiva de secreções, os bebés nesta condição não apresentam geralmente outro tipo colateral de problemas de saúde, tendo um bom estado geral ao nível de saúde.

Embora possa não ser um problema excessivamente preocupante, este excesso de produção de secreções deverá ser tratado, sendo que o tratamento a aplicar depende das causas. O tratamento poderá ser feito com antibióticos ou através de cirurgia, mas sempre com prescrição médica adequada.

A título de curiosidade, uma das potenciais causas deste problema é o chamado refluxo gastroesofágico.

Este refluxo faz com que o conteúdo do estômago siga para o esófago, o que faz com que este depois acabe por ir para as vias respiratórias. Este tipo de causa ocorre mais frequentemente durante o processo de digestão e quando o bebé está deitado.

Nestas idades é de todo evitar produtos para estimular a eliminação de secreções, por poderem inclusive provocar hemorragias. O ideal será mesmo consultar um médico especializado e procurar junto deste um aconselhamento profissional.