Bebê com febre? Saiba o que fazer

Atualizado e Revisado por Drª Gizele Cunha (Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541) a 28/10/2019. Publicado originalmente em 17 de setembro de 2019

A primeira reação de uma mãe que verifica que o seu filhote está com febre é quase sempre a mesma: ligar imediatamente para o pediatra ou correr para o hospital. Mas a verdade é que, na maior parte dos casos, não há razão para entrar em pânico.

Mais tarde ou mais cedo, todos os pais são confrontados com esta situação. Saiba o que fazer nestes casos.

A febre é um sinal de que nem tudo está bem com o seu filho. Mas não só. A febre é também a forma que o organismo encontra para combater algumas infecções. Por essa razão, é mais importante tomar uma atitude de vigilância do que de pânico.

Bebê Com Febre

Defender de invasões

A temperatura normal do corpo situa-se perto dos 37º graus mas a de uma criança pode variar entre os 36 e os 37,5º. A nossa temperatura é regulada através do nosso cérebro, mais exatamente do hipotálamo.

É este “termóstato” que assegura o nosso equilíbrio térmico que deve rondar os 36,4 e os 37º de manhã e os 37 e os 37,9º à noite.

Isto porque fatores exteriores ao nosso organismo, como por exemplo a atmosfera, podem influenciar a temperatura do corpo.

Além destes estímulos, o corpo está também preparado para enfrentar algumas invasões. Através da febre, o organismo tenta defender-se de vírus, bactérias ou qualquer outro invasor do corpo.

A febre não é mais do que a plano de ataque que o organismo põe em prática para combater o “inimigo”.

Este é o processo normal num adulto, mas numa criança o sistema de regulação da temperatura ainda não está desenvolvido e por isso pode pregar alguns sustos aos pais.

No caso dos recém-nascidos, uma pequena alteração pode ser suficiente para provocar uma mudança de temperatura. Vestir-lhe mais roupa que a necessária, deixá-lo num espaço mais quente que o habitual podem ser motivos para que o corpo reaja fazendo subir a temperatura do corpo.

Na maior parte dos casos, esta ligeira subida de temperatura não significa absolutamente nada e num esfregar de olhos volta tudo ao normal.

Por todas estas razões, e por estranho que pareça, podemos mesmo falar das vantagens da febre. Além de ser um meio natural de defesa do organismo que elimina algumas toxinas através da respiração, alerta-a para o estado de saúde do seu bebê.

Uma questão de temperatura

Se a temperatura não for muito elevada (entre os 38 e os 38,5º) e a febre não for acompanhada de nenhum outro sintoma (vômitos, diarreia, etc.) não haverá razão para alarmismos.

Fique atenta e se a situação se mantiver por mais de 24 horas é aconselhável procurar um médico. Se a febre for alta deve tentar baixá-la para diminuir o desconforto do bebê e reduzir o risco de hipertermia e desidratação. Pode-se considerar que a criança tem febre quando apresenta valores superiores a:

  • 37,8º de temperatura oral;
  • 38º de temperatura retal;
  • 37,2º de temperatura axilar.

Sempre que o bebê tiver febre deve tomar bastantes líquidos (água, sumo ou leite) para evitar uma desidratação. No entanto, no caso de a febre ser acompanhada por qualquer outro sintoma ou ser muito alta deve consultar o médico de imediato.

Em casos em que a temperatura corporal ultrapasse os 41º, passa a considerar-se que existe uma hipertermia ou hiperpirexia. Resulta do desequilíbrio entre a produção e a perda de calor e atinge com mais frequência crianças com menos de dois anos de idade porque ainda têm os mecanismos de regulação da temperatura um pouco imaturos.

A hiperpirexia é bastante grave e pode causar alterações neurológicas, por isso deve dirigir-se de imediato ao hospital.

Como baixar a febre?

– retire a roupa do bebê e deixe-o apenas com uma camisola de manga curta. Pode parecer pouco, mas não é;

– coloque a criança num ambiente pouco aquecido;

– se tiver em casa algum remédio com paracetamol (receitado pelo médico e indicado para a criança) pode dar-lho para que baixe a febre. O paracetamol é o medicamento mais usado para baixar a febre e existe em forma de supositórios (lactente: 125 mg; infantil 250 mg e júnior 500 mg), xarope (200 mg por 5 ml) e comprimidos (500 mg);

– dê-lhe um banho morno (nunca de água fria) ou passe um pano com água morna pelo corpo.

Dúvidas Frequentes

Quando me devo preocupar com a febre do bebê?

Há momentos em que é importante consultar o pediatra. Caso a criança tenha menos de 2 ou 3 meses de idade, é importante consultar um pediatra, mesmo que a temperatura corporal não exceda os 38 graus. (Fonte)

Por que os bebês ficam com febre?

Embora sejam menos comuns em bebês (pneumonia, infecção do trato urinário, infecção no ouvido ou uma infecção mais grave, como infecção bacteriana no sangue ou meningite), qualquer uma destas patologias pode na origem da febre. Outra causa comum para a febre em bebês inclui uma reação à vacinação. (Fonte)

Quanto tempo duram as febres nos bebês?

O tipo de infecção que causa a febre geralmente determina a frequência e duração do sintoma. Uma febre causada por um vírus pode durar dois a três dias ou persistir durante semanas. A febre desencadeada por uma infecção bacteriana pode continuar até que a criança seja tratada com antibióticos. (Fonte)

Devo deixar o bebê dormir com febre?

Se ele estiver dormindo, deixe -o dormir. Se ele estiver com sede, dê-lhe algo para beber. Se conseguir mantê-lo confortável durante a noite, ligue para o pediatra na manhã seguinte para obter conselhos ou marcar uma consulta. (Fonte)

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Autores
Drª Gizele Cunha (Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541)

Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541

A Dra Gizele Ferreira Cunha é Graduada em Medicina pela Universidade de Ribeirão Preto - SP - 2004. Além disso possui:

- Especialização em Alergia e Imunologia Infantil pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP - FMRP - USP) – 2009.

- Especialização em Pneumologia Infantil pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP - FMRP - USP) – 2007.

- Especialização em Pediatria pela Universidade de Ribeirão Preto - 2006 .

Endereço: Avenida Senador César Vergueiro, 571 - Ribeirão Preto - SP - Email: cviver@bol.com.br - Telefone: (16) 33291337

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Última atualização da página em 28/10/19