Bento Gonçalves

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

Bento Gonçalves

Brasil não rima com vinho. Rima com cerveja, pinga, aguardente de cana, caipirinha, até com guaraná (por aqui chamado o “champanhe dos trópicos”), mas vinho produzido no Brasil é coisa que não é para ser levada a sério. Certo? Nem por isso. Há uma nova geração de produtores de vinho no Brasil dispostos a aproveitar o micro-clima da serra gaúcha para lançar uma nova e rentável indústria. O consumo de vinho nacional tem subido exponencialmente na classe média-alta brasileira, e a cidadezinha de Bento Gonçalves é quem mais tem lucrado com esta moda recente. Da Europa e do Chile importaram-se porta-enxertos e castas, técnicas e gente. O resultado ainda não é famoso mas já não envergonha ninguém.

Entra-se em Bento Gonçalves por um pórtico em forma de pipa gigante, depois de se atravessar o Vale dos Vinhedos. Maior produtor de uvas do Brasil, Bento Gonçalves é também o endereço da única escola do país que forma técnicos de enologia.

A construção de móveis é a alternativa industrial de Bento Gonçalves, mas é o vinho que deu fama à terra. Reza a lenda que foram os portugueses que plantaram as primeiras vinhas, mas são os descendentes dos colonos italianos quem está à frente das principais “cantinas” (o equivalente às caves portuguesas). Algumas já ganharam fama dentro e fora do país, como a Vinícola Miolo ou a Don Giovanni, ambas situadas no Vale dos Vinhedos. A indústria ainda está numa fase tão incipiente que há cantinas onde o trabalho de engarrafamento e rotulagem é feito exclusivamente à mão.

Nos tintos, o Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Fran são as castas que melhores resultados apresentam. Já os melhores brancos são feitos com as castas Chardonay e Riesling. O vinho é baratísssimo quando comprado nas cantinas (à volta de três euros), que oferecem visitas guiadas às adegas e aos vinhedos. Quem quiser saber mais sobre os vinhos de Bento Gonçalves pode consultar o site www.abs-sp.com.br.