7 Principais sintomas e como curar o câncer de próstata

Publicado em 05/02/2019. Revisado por Dr Nilo Jorge Leão Barretto (Urologista - CRM-BA 22237) a 6 fevereiro 2019

Assim como o câncer de mama acomete a esmagadora maioria das mulheres, o câncer de próstata é quase que uma exclusividade masculina. “Quase” porque, conforme indicam algumas pesquisas, as mulheres também podem desenvolver o órgão – que nestes casos recebe o nome de glândula de Skene ou glândula parauretral. No entanto, a possibilidade é bem superior nos homens, principalmente depois dos 50 anos.

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O fato de ser um tumor de desenvolvimento lento e inicialmente não apresentar sintomas, isso reforça a importância do homem consultar um proctologista à mínima manifestação, pois o melhor método de confirmar o estado da próstata é o exame retal.

A necessidade deste exame leva-nos a outro problema, já que, grande parte dos homens não se sente preparado para realizar tal exame. Aqui, a participação e o apoio proporcionados pela mulher podem ser decisivos no diagnóstico precoce do câncer de próstata.

Este guia foi desenvolvido com esse mesmo objetivo. Apoiar, educar e alertar a população para a realização de rastreios sempre que ocorram manifestações estranhas no organismo sem motivo aparente.

Principais Sintomas E Como Curar O Câncer De Próstata

Principais sintomas

Geralmente a manifestação mais comum que leva o paciente ao urologista tem a ver com possíveis problemas ao urinar. Os principais sintomas de câncer de próstata em estágios mais avançados incluem:

  • escurecimento da urina — consequência da presença de traços sanguíneos;
  • sensação de ardência ao urinar;
  • impotência, isto é, dificuldade em obter uma ereção;
  • dores durante a ejaculação;
  • ejaculação de esperma com uma tonalidade escura;
  • problemas para realizar uma micção completa — nesses casos, o paciente só consegue liberar pequenos volumes de urina, ocasionalmente apenas algumas gotas;
  • impressão de que, mesmo depois da liberação de uma grande quantidade de urina, a bexiga ainda não se esvaziou totalmente;
  • necessidade de urinar muitas vezes — ao ponto de se levantar algumas vezes durante a noite.

Conforme o grau de evolução do tumor, o paciente pode ainda manifestar dores nas massas ósseas e desenvolver processos infecciosos. No entanto, entenda que nem sempre se trata de uma situação maligna, já que, muitas destas manifestações também estão presentes na hiperplasia benigna da próstata. Para mais informações consulte o Guia O que é Hiperplasia Prostática Benigna e Como tratar.

A semelhança do conjunto sintomático das duas doenças é um desafio para os médicos no momento de realizar o diagnóstico.

Como confirmar o diagnóstico

A orientação é simples: ao cruzar a faixa etária dos 50 anos, todos os homens devem começar a realizar exames regulares até o fim da vida. Alguns desses exames são o PSA (análise sanguínea comum) e o toque retal, que permitem a confirmação do câncer.

O toque retal é feito com o objetivo de verificar a existência de algum nódulo na próstata. Se houver, o paciente deve realizar:

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  • exame de urina;
  • biópsia guiada por ultrassom.

Estágios Do Câncer De Próstata

Principais estágios do câncer de próstata

Tão importante quanto o diagnóstico da existência de um tumor maligno na próstata é a descoberta do seu estágio. Afinal, a progresso da doença será determinante para medir as espectativas de cura. O câncer de próstata apresenta 4 estágios:

  • Estágio A — aqui, o câncer é imperceptível tanto no aspecto visual quanto ao tato;
  • Estágio B — nesta fase, já é possível visualizar o câncer por meio de exames de imagem, além de o tumor ser identificado via toque retal;
  • Estágio C — nesse estágio, o câncer já alcançou as vesículas seminais, situadas em uma área adjacente à próstata;
  • Estágio D — estágio extremamente perigoso, quando o tumor se dissemina para outros órgãos, como a bexiga e a uretra.

Tipos

95 por cento dos casos ocorre no tecido glandular, o que é chamado de adenocarcinoma. Os cinco por cento restantes são do tipo neuroendócrino, originando-se nas pequenas células da próstata.

Este tumor maligno pode crescer de três maneiras:

Crescimento local: É produzido pelo crescimento do tumor e invasão da cápsula prostática. Neste tipo, o tumor pode se romper e crescer, invadindo os tecidos e os órgãos periprostáticos.

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Disseminação linfática: Nestes casos, há uma relação clara entre o tamanho do tumor primitivo e a probabilidade de afetar os linfonodos.

Disseminação hematogênica: Esta disseminação é realizada através dos vasos sanguíneos, preferencialmente em direção ao osso.

Como conseguir curar o câncer

Desde que descoberto a tempo, o câncer de próstata exibe boas taxas de cura. Para isso, são usadas as seguintes abordagens terapêuticas:

  • cirurgia — o procedimento cirúrgico visa remover a próstata.
  • radioterapia — esse recurso é adotado nos casos em que ainda não houve metástase do tumor. Ocasionalmente, a radioterapia também é usada quando a abrangência do espalhamento das células cancerígenas ainda for baixa;
  • quimioterapia — os medicamentos quimioterápicos podem ser administrados por via venosa ou oral.

A maioria dos tratamentos pode provocar consequências indesejáveis aos pacientes, como:

  • infertilidade;
  • disfunção erétil;
  • disfunções no intestino;
  • linfedema;
  • fadiga;
  • infecções;
  • constipação intestinal;
  • perda capilar.

A lista de efeitos colaterais não termina aqui, já que o paciente pode vivenciar outras reações desagradáveis. No entanto, a única escolha importante a ser feita é a preferência pela vida. Já que, sem o tratamento adequado, o indivíduo ficará exposto a um elevado risco de morte, principalmente quando o tumor já desenvolveu a metástase.

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Nessas circunstâncias, os tratamentos conseguem, na maioria dos casos, apenas amenizar os efeitos do avanço da doença.

O que causa o câncer de próstata

Assim como as demais variantes de displasia maligna, não existe apenas uma única causa para o desenvolvimento da doença. Entre alguns dos fatores de risco ligados ao problema, é possível destacar:

  • herança de mutações genéticas;
  • dieta muito concentrada em gordura;
  • exposição a ambientes nocivos, como os locais excesso de poluição;
  • presença de doses excessivas de agrotóxicos nos alimentos.

Todos esses fatores são responsáveis por provocar mutações genéticas nas células. São essas alterações que originam a doença, pois levam as células a se multiplicar de forma descontrolada.

Como prevenir

A prevenção depende de uma mudança radical no estilo de vida. Algumas ações que podemos tomar incluem:

  • diminuir o consumo de tomate;
  • priorizar uma alimentação com quantidades generosas de legumes, cereais, vegetais folhosos e frutas;
  • reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas;
  • eliminar a prática do tabagismo;
  • praticar alguma atividade física regularmente.

Some-se a isso a necessidade dos exames anuais de rotina recomendados para os homens com idade acima dos 50 anos.

Por fim, é importante lembrar que a probabilidade de desenvolvimento do tumor é maior em famílias com histórico da doença.

Quando não tratado corretamente, o tumor maligno da próstata é uma das doenças mais fatais entre os homens. Para que a cura aconteça, o diagnóstico precisa ser precoce. Levando-nos novamente a reforçar a importância de todos os homens realizarem os exames de rotina para esse fim. Já que, esta é a única forma de identificar o tumor com a antecedência necessária.

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