Câncer do Intestino ou Colo Retal

Revisado por Equipe Editorial a 23 outubro 2018

O câncer do intestino ou (colorretal) começa como um tumor no cólon e/ou no recto.

As células normais dividem-se de forma planeada produzindo mais células apenas quando é necessário.

O câncer acontece quando as células se dividem sem qualquer controlo ou ordem, produzindo tecido em excesso (tumor).

As células do cãncer colorrectal podem invadir o tecido adjacente saudável. Por outro lado, as células cancerosas podem libertar-se do tumor.

Essas células viajam pela corrente sanguínea ou através do sistema linfático até outras partes do corpo, fixando-se aí.

Quando as células cancerosas se espalham por outras áreas do organismo, designam-se por metástases (veja cancro em geral). É bastante comum que este câncer se espalhe (dê metástases) para o fígado.

O cólon e o reto também se designam por intestino grosso.

Fazem parte do sistema digestivo que se encontra na parte inferior do abdómen (barriga). O cólon é o primeiro metro e meio a metro e oitenta do intestino grosso.

É aqui que as fezes se formam. O recto corresponde aos derradeiros 15 a 20 centímetros do intestino grosso.

É na última parte do cólon que as fezes permanecem antes de serem expelidas para o recto e deste para o exterior.

Causas do câncer do intestino grosso

Não há nenhuma causa conhecida para o cancro colorretal. Sabe-se que não há qualquer possibilidade de haver transmissão interpessoal por contágio.

Há, no entanto, situações que o podem colocar perante o risco acrescido de vir a desenvolver câncer colorretal:

Dietas com alimentos ricos em gorduras e baixa percentagem de fibras. Os alimentos ricos em fibras são os cereais, os frutos e os vegetais.

Ter pólipos, que são pequenas massas de tecido no cólon.

Ter uma doença intestinal tal como a colite ulcerosa.

Ter um parente, irmã ou irmão com câncer do cólon.

Sinais e sintomas de câncer do intestino grosso

Durante as primeiras fases do cancro colorretal não costumam surgir quaisquer sintomas.

Mas pode ser diagnosticado numa fase precoce durante um exame rectal ou uma endoscopia.

Posteriormente poderá fazer fezes com sangue ou escuras, ter dores abdominais fortes ou a sensação de estar cheio (enfartado).

Poderá sofrer de diarreia, ficar obstipado, expelir fezes bastante finas ou sangue vivo nas fezes.

A perda de peso sem qualquer razão aparente, dores retais ou a sensação prolongada de cansaço podem ser outros sinais de câncer.

Diagnóstico

Poderá ser necessário executar um ou mais dos testes seguintes para ajudar os médicos a planearem o tratamento:

Clister opaco: Um clister opaco é um raio x ao cólon. É introduzida uma sonda no ânus. Um líquido designado por bário é introduzido na sonda. O bário é utilizado para ajudar a visualizar melhor o cólon

 

Colonoscopia: É um teste utilizado para observar uma parte do cólon. É inserida cuidadosamente uma sonda com luz na extremidade no ânus e de seguida guiada até ao cólon.

O médico poderá então observar o interior do cólon para descobrir a causa do problema. Pode ser feita uma biópsia juntamente com a colonoscopia.

É retirada uma pequena porção de tecido e enviado para o laboratório para serem executados testes.

Análises sanguíneas: Poderá ser necessário tirar-lhe sangue para serem realizados testes. O sangue pode ser retirado de uma veia na mão, no braço ou na dobra do cotovelo.

O sangue é examinado para verificar de que modo o seu corpo está a lidar com a doença. Estas análises ao sangue não são utilizadas isoladamente para decidir se uma pessoa tem um cancro. Podem no entanto ajudar a decidir se serão necessários outros exames.

Estas análises podem ainda ajudar o médico a monitorizar o câncer, pelo que poderá ser necessário retirar sangue mais do que uma vez.

Poderá ser necessário efectuar uma análise ao sangue para detectar uma substância química designada por CEA. Esta substância é chamada “marcador tumoral” porque pode ser encontrado em pessoas com cancro colorrectal.

Cintigrafia óssea: Este teste utiliza uma máquina de raios x especial ligada a um computador para tirar imagens dos ossos.

Os médicos observam as fotografias para verificar se o cancro se espalhou para os ossos. Este teste poderá ser efectuado caso sinta dores ósseas.

Radiografia ao tórax: Esta radiografia dá uma imagem dos pulmões e do coração.

Os médicos utilizam-na, por exemplo, para ver de que forma os pulmões e o coração estão a lidar com a doença ou para procurar sinais de infecção como a pneumonia.

As radiografias torácicas podem ainda mostrar tumores, costelas fracturadas ou liquido rodeando o coração ou os pulmões.

Tomografia computorizada (TAC): Este exame também é designado por TAC. Uma máquina de raios x especial utiliza um computador para obter imagens de grande clareza, por exemplo do abdómen.

Os médicos observam as imagens para verificar se há cancro do cólon e se houve disseminação para o fígado. Antes de se obterem as imagens, ser-lhe-á administrado um contraste por via intravenosa.

Este contraste ajuda a identificar melhor as imagens sugestivas de cancro.

As pessoas que apresentam alergias, nomeadamente a marisco (lagosta, santolas ou camarões) poderão ser alérgicas a este contraste. Se for esse, o seu caso comunique imediatamente ao médico.

Ecografia: É um teste indolor e inócuo que utiliza ondas sonoras (ultra sons) para observar diferentes partes do corpo.

Os médicos poderão observar o fígado, as vias biliares, o pâncreas, o baço, os rins, o útero ou outros órgãos para verificar se o câncer se espalhou.

Através da utilização de uma sonda, as imagens desses órgãos surgem num monitor.

Cuidados a ter

– Actividade:

Após a cirurgia: Após a cirurgia poderá ser necessário ficar inicialmente deitado na cama. Até lhe ser permitido levantar-se, pode exercitar as pernas na cama.

Comece por elevar uma das pernas para fora da cama e desenhe círculos grandes com o seu tornozelo.

Depois repita o exercício com a outra perna. Outro excelente exercício é ficar deitado de lado e fingir que pedala uma bicicleta.

Isto tornará as suas pernas mais robustas e evitará a formação de coágulos sanguíneos. Pare se ficar cansado.

O seu médico dirá então se é possível levantar-se da cama. Contacte o médico antes de sair da cama pela primeira vez.

Se alguma vez se sentir atordoado/a ou fraco/a, sente-se ou deite-se imediatamente.

De seguida chame o médico.

Dieta: Se a sua dieta não estiver limitada por causa dos exames ou da cirurgia, coma alimentos saudáveis de todos os cinco grupos da cadeia alimentar: frutos, vegetais, massas, produtos lácteos, carne e peixe.

A alimentação com produtos saudáveis pode fazê-lo/a sentir-se melhor e com mais energia.

Também o/a ajudará a curar-se mais rapidamente. Se tiver dificuldades em engolir, coma alimentos macios ou sob a forma de líquidos.

Se não tiver vontade de comer, diga ao médico. Se tiver sido submetido/a a uma cirurgia ao cólon, evite comer alimentos que possam produzir gases.

Entre esses alimentos incluem-se feijões, bróculos e couves.

Ingestão de líquidos: Tente beber entre seis a oito copos (tamanho normal) de líquidos por dia. É especialmente importante fazê-lo se vomitar devido à quimioterapia.

Os melhores líquidos para beber são a água, sumos e leite. Limite a quantidade de cafeína cortando no café, no chá ou nas bebidas gasosas.

Mantenha uma lista escrita dos medicamentos que está a tomar. Leve sempre consigo a lista dos medicamentos ou os frascos dos medicamentos quando tiver consultas com os seus médicos.

Tome sempre os medicamentos da forma prescrita pelo médico.

Contacte o seu médico se achar que os medicamentos não o estão a ajudar ou se sentir efeitos secundários. Não deixe de tomar os medicamentos antes de falar com o seu médico.

Se estiver a tomar medicamentos que o façam sentir sonolento, não conduza nem utilize equipamentos pesados.

Se estiver a fazer quimioterapia, é importante tomar o medicamento exactamente como lhe for indicado.

Peça ao seu médico que lhe ensine quais os cuidados a ter com a colostomia. Se tiver quaisquer questões relativas aos cuidados a ter, coloque-as ao seu médico.

Familiarize-se com a influência dos diferentes alimentos nas suas fezes.

Não coma nem beba alimentos ou líquidos que façam gases, tais como couves, feijões, cebolas ou bebidas gasosas.

Poderá sentir necessidade de descansar mais. Faça as suas actividades de acordo com a sua energia. Durma um pouco várias vezes ao dia.

Riscos e Complicações

CONTACTE O SEU MÉDICO SE:

Tiver temperatura superior a 37.5 º C

Tiver vómitos e não conseguir reter alimentos ou líquidos.

Não conseguir estar presente numa sessão de radioterapia ou de quimioterapia.

Estiver deprimido/a e achar que não consegue lidar com a sua doença.

As dores aumentarem ou não passarem depois de ter tomado o medicamento.

Sair sangue juntamente com as fezes.

PROCURE IMEDIATAMENTE AJUDA SE:

Sentir dores torácicas.

Tiver dificuldades respiratórias.

Não conseguir raciocinar em condições.

Estiver a fazer sessões de quimioterapia e tiver uma temperatura superior a 37.5º C.

Uma das suas pernas inchar e ficar dolorida.

Tratamento

O seu médico começará por efectuar exames para descobrir em que fase se encontra a doença. As diligências a tomar incluem a avaliação do tumor e a execução de exames para verificar se houve disseminação do câncer.

Os testes poderão incluir um exame rectal, ecografia, TAC, análises sanguíneas ou outros raios x.

Os resultados destes exames ajudá-lo-ão a si e ao seu médico a decidir um plano de tratamento.

Há inúmeras formas de tratar o cancro colo rectal. Poderá necessitar de ser submetido a cirurgia ou radiações, ou de tomar medicamentos anti-cancerosos.

Poderão ser utilizados simultaneamente, ou em sequência, dois ou mais tipos de tratamentos, como a cirurgia e os medicamentos, ou os medicamentos e a radiação.

Lidar com a situação:

É muito complicado aceitar que se tem um câncer. Poderá, assim como os seus familiares, sentir-se assustado/a, deprimido/a, furioso/a ou triste.

São sentimentos normais. Fale com os seus médicos, com a família ou amigos sobre os seus sentimentos

Compreender o seu problema é um direito que lhe assiste. Deverá ser informado, em palavras acessíveis, sobre os exames, tratamentos ou procedimentos passíveis de serem adoptados para resolver o seu problema.

O seu médico também o/a deverá informar sobre os riscos e vantagens de cada tratamento. Poderão, eventualmente, pedir-lhe que assine um termo de responsabilidade.

Se não está em condições de o fazer, alguém, com o seu consentimento, poderá assinar este formulário em seu nome.

Um termo de responsabilidade ou de consentimento informado é um documento legal que autoriza o seu médico a levar a cabo determinados exames, tratamentos ou procedimentos.

Este termo de responsabilidade deverá informá-lo/a de forma precisa sobre o que lhe será feito.

O seu médico deverá dizer-lhe quais os riscos e os benefícios de cada tratamento antes de assinar o formulário.

Antes de dar o seu consentimento, certifique-se de que obteve resposta a todas as suas questões a fim de estar perfeitamente ciente do que poderá acontecer.

Opções de tratamento:

O tratamento poderá variar, se o cancro não estiver a ser controlado. Isto só é decidido depois de lhe serem feitos exames.

Poderão estar indicados alguns dos tratamentos seguintes, individualmente ou em conjunto.

Cirurgia: Poderá necessitar de ser submetido a uma cirurgia dependendo da fase em que se encontrar o cancro. Poderão ser retiradas partes ou a totalidade do cólon e do reto (veja colostomia).

Poderá ainda ser necessário extrair alguns gânglios linfáticos.

Este procedimento evitará que o cancro se espalhe a outras partes do corpo. A cirurgia é muitas vezes o único tratamento necessário se o câncer for descoberto nas suas fases iniciais. A

pós a remoção da porção de intestino afectado, o cirurgião poderá conseguir unir as partes saudáveis do cólon e do recto. Se tal não puder ser feito, poderá necessitar de uma colostomia.

Quimioterapia: São medicamentos utilizados para tratar o cancro, que funcionam matando as células cancerosas.

A quimioterapia poderá ainda eliminar ou impedir que as células cancerosas se desenvolvam noutras áreas do corpo para onde se possam ter espalhado.

Isto inclui os gânglios linfáticos. Por vezes utiliza-se quimioterapia para que o tumor fique mais pequeno, sendo depois mais fácil extraí-lo por meio de cirurgia.

São utilizados diversos medicamentos de quimioterapia para tratar o cancro. A quimioterapia pode ser administrada por via oral ou por meio de injecção, habitualmente através de via intravenosa (administração por uma veia).

De cada vez que efectuar quimioterapia é necessário efetuar análises ao sangue. As análises ao sangue mostram a forma como o corpo se encontra a lidar com o cancro e a quantidade de quimioterapia necessária.

A quimioterapia pode ter vários efeitos secundários.

Os seus médicos observarão atentamente e trabalharão consigo para diminuir os efeitos secundários. A quimioterapia consegue curar alguns cancros.

Mesmo nos casos de câncer em que não é possível uma cura com a quimioterapia, esta poderá ajudá-lo a sentir-se melhor ou a ter uma vida mais prolongada.

Radioterapia: É a utilização de raios X ou raios gama para tratar o cancro. A radiação mata o cancro e impede que este se dissemine.

Impede ainda que as células cancerosas se dividam em novas células que é uma das maneiras do cancro se disseminar.

Os gânglios linfáticos com células cancerosas também serão tratados por radiação. Em alguns cancros, a radiação pode ser feita após a cirurgia, para matar as células que não tenham sido retiradas.

Poderá ainda ser feita juntamente com a quimioterapia. A radioterapia pode ajudar a diminuir as dores, a controlar a hemorragia e a reduzir o tumor.

A radiação é ainda utilizada para matar as células cancerosas noutras partes do corpo se o câncer já estiver disseminado.

Terapia biológica: Também designada por bioterapia ou imunoterapia.

Consiste na utilização de medicamentos especiais para ajudar o corpo a combater as células cancerosas em expansão.

Poderá também enfraquecer as células cancerosas e facilitar a sua eliminação.

Conheça 8 Remédios Caseiros para o Câncer de Cólon