-->Saiba como é feito o tratamento da candidíase crônica

Candidíase Crônica: Por que razão ocorre e como tratar

Publicado em 29/01/2019. Revisado por Dr Wesley Timana (Ginecologista e Obstetra - CRM-PR -30998) a 29 janeiro 2019

Infecção fúngica muito comum nas mulheres, a candidíase pode causar profundos incômodos. O desconforto aumenta quando o problema se torna regular e, aparentemente, sem fim. Essas reincidências são os aspectos que determinam uma candidíase crônica.

Para adquirir esse status (crônico), a infecção precisa se manifestar 4 ou mais vezes ao longo do mesmo ano. Normalmente, essa alta frequência de episódios está relacionada ao não tratamento da origem exata do problema.

É importante ressaltar que essa candidíase recorrente pode afligir homens e mulheres. Também é preciso salientar que esse processo infeccioso é influenciado pelo enfraquecimento do sistema imunológico do indivíduo. Nessas condições, o corpo fica vulnerável ao ataque de vários micro-organismos. Um deles é a Candida albicans, fungo causador da candidíase. Saiba como reconhecer e tratar a candidíase nos homens.

No caso da variedade crônica, a candidíase pode manifestar indícios da sua presença na boca e na região da vagina.

Apesar de crônica, ela pode ser tratada e eliminada. Para isso, é imprescindível que o médico consiga identificar a causa da infecção, combatendo diretamente a raiz do problema.

Candidíase Crônica

Por que razão ocorre

Abaixo descrevemos as possíveis causas para as infecções fúngicas crônicas:

Quando a infecção inicial não é completamente curada: Por vezes a infecção não responde á primeira terapia. Nestes casos o ginecologista ou urologista pode receitar antifúngicos de longa duração, que podem incluir a administração de medicamentos orais ou vaginais durante seis meses.

Disseminação da infecção: A candidíase pode ocorrer em muitas regiões da pele e até mesmo na boca, podendo ser disseminada através do simples contato pele a pele. É mais comum em mulheres que amamentam os seus bebês.

Atividade sexual: Embora não seja uma doença sexualmente transmissível, é possível transmiti-la para o parceiro. O uso de preservativos ajuda, principalmente quando algum dos dois teve uma infecções recorrente.

Umidade: Este fungo prospera em locais úmidos e quentes. Viver em ambientes úmidos, transpirar frequentemente e usar roupas íntimas úmidas colabora para o crescimento de fungos. De preferência a vestuário íntimo de algodão e a tecidos respiráveis.

Fungos resistentes a medicamentos: Embora não seja muito comum, algumas espécies de fungos são capazes de resistir ao efeito de alguns medicamentos. Quando a fungo não responde bem tratamento, o médico além de prescrever outro antifúngico define outras abordagens que podem incluir mudanças na dieta ou a toma de suplementos.

Como é feito o tratamento

A identificação da origem da candidíase é vital para a cura. O diagnóstico precisa ser conduzido minuciosamente, já que é a partir da eficácia deste estudo que o tratamento será efetivo.

A abordagem terapêutica da candidíase crônica geralmente é realizada com a administração de medicamentos orais ou aplicação de pomadas. A eficácia do tratamento dependerá da resposta positiva ou negativa do organismo à terapia. Caso os remédios sejam usados sem a identificação exata da causa da candidíase, a chance de ela ressurgir no futuro é grande.

De forma geral, o tratamento deve compreender as seguintes medidas:

  • usar peças do vestuário que sejam mais confortáveis;
  • manter a regularidade da prática de exercícios físicos;
  • manter a região genital longe de umidade;
  • melhorar os hábitos alimentares, passando a consumir fontes mais saudáveis;
  • limpar a área genital corretamente;
  • reduzir a ingestão de alimentos açucarados, já que o carboidrato serve de alimento para os fungos.

Por vezes, a candidíase crônica exige o uso de antibióticos específicos que devem ser consumido durante 6 meses. A frequência de administração costuma ser de 1 comprimido a cada 7 dias. No entanto o médico pode alterar essa dosagem, de acordo com a avaliação e gravidade do quadro do paciente.

Para conhecer mais opções terapêuticas consulte o guia: tratamento para candidíase na mulher.

Tratamento natural

Existem alguns recursos naturais que podem ajudar a impulsionar o tratamento da candidíase. Um dos remédios caseiros que costuma surtir efeito positivo é o chamado banho de assento, que pode ser preparado com o uso de bicarbonato de sódio, substância que promove o equilíbrio da taxa de pH vaginal. Esse reequilíbrio do pH é fundamental para impossibilitar que os fungos se reproduzam descontroladamente.

Outra ação natural que oferece bons resultados é a ingestão de fontes alimentares que contenham probióticos. O iogurte natural e sem a adição de açúcares é um desses alimentos, sendo responsável por favorecer a reconfiguração da microbiota vaginal.

Esse equilíbrio provoca o aumento das concentrações de micro-organismos benéficos ao organismo, complementando e maximizando o tratamento médico.

Sintomas da candidíase crônica

O paciente que esteja sofrendo de candidíase crônica costuma repetir a manifestação dos sintomas clássicos da doença, como:

  • corrimento esbranquiçado — nas mulheres;
  • sensação de queimação na genitália seguida de uma coceira acentuada;
  • formação de placas brancas na glande — nos homens;
  • dores no decorrer do ato sexual.

Os sintomas indicados acometem o órgão sexual de homens e mulheres. Na boca, a candidíase apresenta os seguintes indícios:

  • dores ou ardor após engolir os alimentos;
  • formação de placas brancas na boca e língua, com a possibilidade de se estender até a região mais posterior da cavidade oral.

A que especialista devo recorrer? O diagnóstico do problema pode ser efetuado com 3 diferentes especialistas:

  • pediatra — no caso de crianças;
  • urologista — especialista que atende os homens;
  • ginecologista — profissional voltado às mulheres.

Candidíase crônica na gravidez

Durante a gestação, a mulher está sujeita a manifestar um ou mais episódios de candidíase. Isso demonstra que a versão crônica não é assim tão incomum. Quando grávida, a mulher fica predisposta a sofrer algumas doenças que ocorrem devido à fragilidade natural do sistema imunológico.

Essa baixa da imunidade também pode ser acompanhada de um desequilíbrio do pH vaginal. Dessa forma, cria-se um campo fértil para o aumento reprodutivo de diversos micro-organismos, incluindo o fungo Candida albicans.

Como a gravidez é um momento tão delicado, é importante que a mulher com candidíase seja tratada o mais rapidamente possível, objetivando sempre em preservar a saúde do feto, que pode ser contaminado pela doença após a mãe dar à luz, durante o parto vaginal.

Para se precaver contra a candidíase crônica, a mulher grávida precisa usar somente roupas soltas e confeccionadas em algodão, especialmente a roupa íntima. Naturalmente, ela também deve, mais do que nunca, manter bons hábitos higiênicos, seja em relação à vagina ou à boca.

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Autores
Dr Wesley Timana (Ginecologista e Obstetra - CRM-PR -30998)

Ginecologista e Obstetra - CRM-PR -30998

O Dr. Wesley Jose Timana Yovera é um médico jovem e carismático formado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná com especialização em ginecologia e obstetrícia pela Santa Casa de Misericórdia de Curitiba.

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Registro de Qualificação de Especialista (RQE nº 20428).

Desenvolveu já no início da sua carreira o Espaço Timana - uma clínica voltada ao atendimento de excelência. Sempre multiconectado e influente no Facebook e Instagram, possui mais de 3 milhões de visualizações no YouTube, com vídeos que trazem ao público informação de qualidade dentro do universo feminino.

Selecionado por diversos projetos como médico do futuro sempre assiste as mulheres com respeito, carinho e atenção. É adepto da Slow Medicine (Medicina Sem Pressa) - uma forma humanizada de fazer medicina que aproxima pacientes e profissionais da saúde.

Com registro no Conselho Regional de Medicina do Paraná n° 30.998, atende atualmente em consultório particular, Av. Visconde de Guarapuava, 2764 - Centro - Curitiba - Tel. (41) 3503-9333 / 9.9995-5117.

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