Candidíase: o que é, causas, sintomas, tratamento, transmissão, remédios, tem cura?

Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 14 dezembro 2018

O que é? Candidíase é o nome que se dá a todo tipo de infecção fúngica comum, provocada pela Candida — um gênero de fungo. Embora a Candida albicans seja a mais frequente entre os seres humanos, vale lembrar que existem mais de 20 espécies dessa variedade de fungo.

Candidíase Oral

Além da possibilidade de atingir diversas regiões corporais, como boca, epiderme e as áreas genitais, a infecção causada por esse fungo pode ainda se tornar sistêmica.

Todavia, a infecção mais presente é aquela que acomete a vagina — a cada 4 mulheres, 3 sofrerão esse tipo de infecção em algum momento da vida.

Apesar dessa elevada incidência, a doença tem cura e raramente é transmissível ou contagiosa, ou seja, não é uma DST (doença sexualmente transmissível), nem se trata de herpes ou HPV (vírus do papiloma humano), como muitos pensam.

As consequências da infecção variam, conforme a região do corpo atingida. Assim, se o fungo irrita a pele, na boca ele provoca manchas brancas.

Enquanto isso, as regiões genitais apresentam intumescimento, vermelhidão e coceira. O quadro mais preocupante decorre de uma infecção sistêmica, caracterizada por complicações causadas na imunidade do organismo.

Como a candidíase também pode se manifestar nas áreas íntimas, é comum o indivíduo acreditar que a doença seja sexualmente transmissível (DST). Mas isso é mesmo um equívoco.

Na hora de tratar o problema, é necessária a administração de antifúngicos (de via oral ou tópica). Em se tratando de prevenção ou dos cuidados necessários para evitar a reincidência da infecção, manter uma higiene pessoal impecável é fundamental.

Como há uma série de mitos que povoam os possíveis tratamentos da candidíase, é extremamente prudente se atentar aos sintomas e tratá-la da maneira adequada. Não se trata de uma situação normal, e muito menos um sintoma de gravidez, Ok! O tratamento precisa ser realizado com rapidez, a fim de se evitar que o fungo se espalhe.

A seguir, você conhecerá os principais detalhes relacionados à candidíase, acompanhado de algumas imagens. Boa leitura!

Índice da Matéria:

Tipos

Apesar da variedade de infecções ocasionadas pela ação da Candida, nós vamos considerar 7 delas, tratadas como as principais. Essas 6 infecções são originadas por fungos específicos, conforme será descrito na sequência.

Classificação segundo a manifestação

A classificação da infecção fúngica varia de acordo com o padrão de manifestação e a região corporal onde ela aparece e ataca.

Candidíase oral

Candidíase Oral

Nesse caso, a candidíase incide na língua, parte interna da boca e chega a alcançar o palato. Visualmente, a infecção é percebida pelo aparecimento de manchas brancas espessas.

Trata-se da candidíase popularmente chamada de “sapinho”. Esse tipo de infecção fúngica é bem comum em pessoas idosas e recém-nascidas.

Ele também pode ser visto em indivíduos que tenham AIDS ou que desenvolveram outras complicações que prejudicam o sistema imune do organismo.

Como se pode supor, há mais de uma vertente de candidíase oral, como será demonstrado a seguir.

Candidíase oral pseudomembranosa — normalmente indolor, esta é caracterizada pelo surgimento de marcas esbranquiçadas (semelhantes ao visual de uma coalhada), que são retiradas com certa facilidade;

Candidíase oral eritematosa aguda — nesse caso, aparecem erupções cutâneas na bochecha que provocam dores, principalmente na região da língua. Em geral, esse tipo de infecção costuma se desenvolver depois do consumo de antibióticos de via oral;

Candidíase oral hiperplásica crônica — já aqui a infecção é caracterizada pelo aparecimento de marcas mais densas na língua ou área interna das bochechas. Mais frequentes em homens com idade superior a 30 anos e em pessoas que fumam com assiduidade, essas manchas já não apresentam uma remoção tão simples.

Cabe ainda salientar que, na candidíase oral, é comum que o paladar seja parcialmente comprometido. Além disso, o indivíduo chega a sentir uma ardência.

Caso a infecção se propague e alcance o esôfago, a alimentação passa a ser prejudicada, já que o trânsito dos alimentos fica comprometido.

O especialista a procurar nestes casos é o Estomatologista.

Candidíase vaginal

Geralmente provocada pelo fungo Candida albicans, a candidíase vaginal (ver Imagem) é bem frequente nas mulheres que estão em idade fértil. Isso acontece porque a vagina reúne as condições ideias para a proliferação do fungo: trata-se de um local úmido e abafado.

Embora seja mais raro, é importante destacar que o problema também pode ocorrer na menopausa.

A candidíase vaginal tem outra variedade: a vulvovaginite (quando provocada por cândida), presente em mulheres que:

  • Ingeriram remédios antibióticos recentemente;
  • Apresentam oscilações nas concentrações de hormônios;
  • Apresentam comprometimento do funcionamento do sistema imunológico;
  • Apresentam predisposição genética para a manifestação desse tipo de infecção;
  • São diabéticas.

Quanto aos sintomas da candidíase vaginal, o sintoma mais relatado consiste em uma constante sensação de coceira na região.

Essa comichão é acompanhada de uma sensação de queimação ou ardência nas áreas adjacentes da vagina. Além disso, a sensação dolorosa costuma se acentuar durante a atividade sexual ou nas fases que antecedem a menstruação.

O corrimento vaginal é outro sintoma bem comum. Em geral, esse corrimento possui uma carga densa e branca. O volume costuma ser baixo e inodoro.

O médico que cuida destes casos é o Ginecologista.

Candidíase no pênis

Embora seja bem menos frequente do que a vaginal, a candidíase peniana também merece atenção (Ver Imagem).

Como se pega no homem? Na ampla maioria dos homens, as causas estão ligadas à utilização de fraldas geriátricas ou à falta de higiene apropriada na região peniana.

Os sintomas entre as candidíases feminina e masculina são muito similares entre si. Assim, o indivíduo afetado pode exibir um inchaço da glande do pênis, a qual também pode apresentar inchaço, além de ficar bem avermelhada.

Outros sintomas comuns são a coceira e a sensação de ardor durante o sexo. Some-se a isso o surgimento daquelas manchas brancas — as mesmas que aparecem nos casos clássicos de “sapinho”.

Nestes casos o médico a procurar será o Urologista ou Dermatologista.

Intestinal

O intestino é uma das partes mais importantes do nosso sistema imunológico. Sem o equilíbrio correto de microrganismos presentes na flora intestinal, o nosso sistema imunológico fica enfraquecido e refém desses fungos prejudiciais.

Este tipo de infecção é causada pela Candida albicans, normalmente presente nos intestinos, sangue e vagina. Os principais sintomas incluem:

Candidíase do esôfago

Esofagite Por Candida

Ao atingir o esôfago, essa infecção fúngica recebe o nome de candidíase esofagiana. Como mencionado anteriormente, o principal problema é a dor, que aparece como grande sintoma e recebe o nome de odinofagia.

Vale notar que, diferentemente da infecção oral, a qual pode se manifestar em qualquer pessoa saudável, a candidíase esofagiana representa uma clara evidência de comprometimento do sistema imunológico.

Por isso, esse tipo de infecção se mostra mais frequente em pessoas portadoras do vírus HIV ou que sejam vítimas de outros aspectos responsáveis por diminuir a imunossupressão.

Outros sintomas relevantes da candidíase esofagiana são dores na região peitoral, mais precisamente na parte anterior do osso esterno (situado na área central torácica). Por fim, a realização de uma endoscopia digestiva alta é fundamental para definir o diagnóstico.

Candidíase na Pele (Intertrigo)

Candidíase Intertrigo Na Dobra Da Pele Do Pescoço

A candidíase cutânea, também chamada de intertrigo candidíasico, é caracterizada pelo aparecimento de manchas de tonalidade avermelhada na epiderme.

Essas marcas costumam surgir nas áreas em que a pele se dobra, como a região dos testículos, entre os dedos, a parte inferior dos seios e as axilas. Essas dobras são caracterizadas pelo encontro entre duas porções epidérmicas. Quando há inflamação nessas regiões, ela é denominada intertrigo.

(Clique para ver as Imagens (1) (2) (3) (4) (5) (6).

Essas inflamações podem ser dolorosas e provocar coceira.

As áreas mais vulneráveis aos intertrigos são quentes e úmidas, um tipo de ambiente bem propício ao desenvolvimento de diversos micro-organismos, como os fungos.

Candidíase disseminada

A candidíase disseminada recebe essa nomenclatura justamente pelo fato de ser uma infecção que se propaga para outras regiões do corpo. De acordo com o ritmo de multiplicação e difusão do fungo, existe o risco da infecção alcançar regiões importantes do organismo, como o coração, os rins, o fígado e os olhos.

Trata-se de uma variação da infecção bem grave, pois ao atingir o sistema nervoso, isso significa que o indivíduo já está com o sistema imune bem comprometido. Por conta disso, a pessoa fica suscetível a sofrer diversas complicações.

Classificação segundo a espécie

Outra maneira de se classificar a  infecção é por meio do tipo de fungo responsável pela infecção. Pensando nisso, nós preparamos uma lista, contendo os 6 tipos de fungos do gênero Candida.

Candida albicans

Essa espécie é a mais frequente entre os seres humanos, ao ponto de responder por cerca de 50% das infecções. O ataque dessa variedade fúngica é bem peculiar, pois o ataque ao corpo só acontece quando há uma queda do sistema imunológico.

Essa baixa da eficácia de defesa do organismo costuma estar ligada a um desequilíbrio da flora bacteriana, por sua vez ocasionada pelo consumo exagerado ricos em carboidratos, pelo acúmulo de estresse e pela ingestão de medicamentos antibióticos.

Outro fator preponderante para a queda da imunidade é a oscilação dos hormônios.

Os sintomas inerentes à Candida albicans variam conforme a região corporal atacada. Dentre eles, estão:

  • Flatulência;
  • Aumento da ansiedade;
  • Fadiga;
  • Coceira;
  • Vaginite;
  • Inchaço;
  • Comprometimento da memória;
  • Perda da capacidade de concentração;
  • Depressão.

Ao negligenciar o tratamento apropriado para essa candidíase, o indivíduo colabora para que a infecção se espalhe através da corrente sanguínea. Com isso, ele fica vulnerável ao desenvolvimento de outras patologias.

Candida tropicalis

Segundo tipo de candidíase mais frequente, a Candida tropicalis responde por cerca de 30% das infecções sanguíneas. Geralmente, essa candidíase se reproduz na cavidade intestinal antes de se deslocar para a região cutânea.

Ela é mais comum em pessoas que sejam portadoras de linfomas, que tenham leucemia ou sejam diabéticas. As complicações incluem urticária, dores estomacais, diarreia, irritação na pele, aparecimento de eczemas, flatulência e coceira.

Essa espécie de Candida também é responsável pela famosa candidíase vaginal. Nos quadros infecciosos em que o fungo se dissemina para outras áreas do organismo, também há o risco de o sistema nervoso ser atingido.

Nestes casos, o indivíduo pode manifestar cefaléia, dificuldade para se lembrar de certas coisas e depressão.

Embora não seja um tipo tão ameaçador quanto a Candida albicans, a espécie tropicalis tem se destacado por sua capacidade de resistir à ação dos medicamentos antifúngicos. Isso seria o suficiente para prejudicar a eficácia do tratamento.

O problema foi minimizado após a chegada de uma nova geração de medicamentos, que se mostrou bem eficaz, desde que o paciente adote hábitos mais saudáveis, principalmente relacionados a uma alimentação equilibrada.

Candida glabrata

Segundo um levantamento efetuado por institutos de saúde dos Estados Unidos, a incidência da Candida glabrata também tem se mostrado mais frequente. Uma prova disso é o aumento do número de infecções desse fungo nas mucosas. Além disso, essa infecção também pode se tornar sistêmica.

Após essa infecção, podem surgir aftas com uma tonalidade esbranquiçada e uma textura pastosa, além de algumas lesões no interior da cavidade bucal.

Além de oferecer um obstáculo à ingestão de alimentos, esses problemas também podem favorecer um quadro febril, consequência da chegada da infecção ao esôfago.

Embora a afta seja mais frequente em pessoas que apresentem um sistema imunológico vulnerável, como aquelas que estão na terceira idade e as crianças, ela também pode atingir organismos relativamente mais protegidos.

Em casos de não tratamento da afta, ela pode se direcionar a outras regiões do organismo, como o fígado e os pulmões.

Candida parapsilosis

Esse tipo de Candida está presente em aproximadamente 30% dos casos de candidíase que acometem tecidos e unhas. Além disso, essa espécie fúngica também marca presença nas infecções sanguíneas (chamadas de fungemia).

Apesar de provocar sintomas bem parecidos com os típicos de uma gripe, a Candida parapsilosis é mais intensa. Some-se a isso a ocorrência de fadiga e o risco de uma infecção sistêmica — essencialmente nos casos em que as pessoas atingidas já possuem um sistema imunológico enfraquecido.

Finalmente, é importante destacar que esse tipo de infecção fúngica é extremamente resistente aos compostos antimicrobianos. Por sinal, esse poder de reação da Candida parapsilosis gera certo pavor nos ambientes hospitalares de várias partes do mundo.

Candida krusei

A Candida krusei pertence a uma estirpe mais rara, razão pela qual ela responde por aproximadamente apenas 1% das infecções. Mais insólitos ainda são os casos relacionados à infecções sistêmicas — mas elas podem acontecer. Em geral, esse tipo de candidíase provoca diarreia nas crianças.

Candida lusitaniae

Assim como a Candida krusei, a vertente lusitaniae não possui uma população muito vasta, motivo pelo qual também aparece em apenas 1% dos casos registrados. Apesar disso, vale notar que essa espécie pode causar            candidemia, quando a Candida atinge o fluxo sanguíneo.

A Candida krusei também é capaz de ocasionar infecções sistêmicas e generalizadas, além da pielonefrite (inflamação renal resultante de infecção).

Vaginose bacteriana

As semelhanças existentes entre a vaginose bacteriana e a candidíase faz com que ambas sejam confundidas.

Na verdade, a primeira difere da segunda pelo desenvolvimento de um corrimento vaginal consistente, de coloração branca e cinzenta, e que gera um mal cheiro muito forte — bem parecido ao cheiro de peixe em fase avançada de decomposição.

Vale frisar que para ser considerada normal, a secreção vaginal deve ser líquida e exibir uma coloração transparente e branca, além de não exalar nenhum odor. Ao ser infectada por um fungo, a vagina passa a liberar um corrimento esbranquiçado e inodoro, mas ele se torna viscoso.

Enquanto isso, as infecções bacterianas deixam o fluxo vaginal viscoso, com uma aparência branca e acinzentada, além do cheiro de peixe podre.

Quais as Causas?

Ao todo, há mais de 20 espécies de fungos do gênero Candida. Todas elas podem infectar seres humanos, mas a variedade Candida albicans ainda permanece como a mais ativa.

Vale enfatizar que essa variedade fúngica já existe no corpo humano, coexistindo normalmente com o organismo.

Para se ter uma ideia, esse fungos costumam habitar a própria pele, além das mucosas e do trato do intestino sem gerar qualquer tipo de complicação.

Os problemas começam a surgir em decorrência da proliferação descontrolada desses micro-organismos. A candidíase é resultado desse crescimento desgovernado.

Resta saber o que leva esse tipo de fungo a se multiplicarem dessa forma. Na sequência, serão abordados alguns dos fatores determinantes para essa reprodução fora de controle.

Desequilíbrios hormonais

Tanto a gravidez como a utilização de pílulas anticoncepcionais podem favorecer o desenvolvimento da candidíase. Em ambas as situações o organismo fica com uma concentração hormonal desequilibrada.

Consequentemente, surge um desequilíbrio dos compostos químicos presentes no sistema digestivo. Com isso, o ambiente se torna propício ao desenvolvimento pleno do fungo Candida, o que leva à sua reprodução exagerada.

Diabetes

As pessoas diabéticas possuem uma elevada taxa de açúcar no fluxo sanguíneo. Logo, a doença também favorece a multiplicação descontrolada dos fungos pelo organismo.

Uso de antibióticos

O grande problema por trás da utilização de antibióticos reside na ação desse tipo de medicamento: ele elimina tanto as bactérias nocivas quanto as benéficas ao organismo.

A perda de uma concentração importante de bactérias enfraquece o organismo, deixando-o vulnerável a inúmeras infecções, como a candidíase.

Isso acontece porque os fungos naturais do corpo, como a Candida, encontram campo fecundo para se multiplicarem e se espalharem pelo corpo.

Estresse

O estresse é um processo interno que culmina na liberação do hormônio cortisona e na ampliação da concentração de açúcar na corrente sanguínea.

O fungo se alimenta de açúcar, o que acelera o processo de multiplicação do micro-organismo. A cortisona também é uma facilitadora da proliferação fúngica porque ela debilita o sistema imune.

Como é Transmitida

Apesar de haver a possibilidade de transmissão da candidíase, geralmente ela não se pega, decorrendo quase sempre de uma má higienização, da fragilização do sistema imunológico, e de complicações intestinais.

A transmissão pode ser adquirida da mulher para o homem e vice-versa durante o ato sexual, através do atrito entre as peles e a troca fluídica. No entanto, vale ressaltar que a candidíase não costuma emitir sintomas quando acomete os homens.

Por conta disso, é bem comum que o parceiro infecte a parceira sem perceber que ele está com a doença. Para evitar esse risco, é altamente recomendado que o casal receba um tratamento simultâneo (por vezes Fluconazol, em que ambos tomam).

Fatores de risco

Como mencionado anteriormente, a cada 4 mulheres, ao menos 3 delas desenvolverão a candidíase em alguma fase ao longo da vida. Já a incidência nos homens é bem inferior, já que somente 2 a cada 10 indivíduos será infectado pela doença.

Além disso, há alguns aspectos e circunstâncias que aumentam as chances de as mulheres desenvolverem a infecção, como:

  • Ingestão de medicamentos antibióticos;
  • Existência do diabetes;
  • Período menstrual;
  • Ingestão de pílulas anticoncepcionais;
  • Caminhar com os pés descalços;
  • Compartilhar o uso de luvas;
  • Usar roupas úmidas ou muito justas;
  • Praticar sexo com parceiros contaminados;
  • Lavar a vagina mais de duas vezes no mesmo dia;
  • Utilizar absorvente por um período superior a 3 horas contínuas;
  • Gravidez;
  • Existência do vírus HIV ou qualquer outra patologia que também deixe o sistema imune vulnerável.

Quais os Sintomas – Nas partes íntimas, Em mulheres

Em geral, é a fraqueza do sistema imunológico que favorece o aparecimento de uma doença como a candidíase vaginal, caracterizada por:

  • Dores e ardor durante o sexo;
  • Inchaço e aspecto excessivamente avermelhado nas partes íntimas;
  • Forte coceira na região genital;
  • Fluxo vaginal branco e com uma textura parecida a de uma coalhada.

Ao perceber qualquer um desses sintomas, a mulher deve se consultar com um médico ginecologista. Esse profissional realizará o exame papanicolau, utilizado para definição do diagnóstico da infecção fúngica e de um tratamento apropriado, se necessário.

Em algumas mulheres, é possível que uma parcela da pele que circunda a região próxima à vagina sofra descamação.

Nesses casos (mais raros), é aconselhável que, além do ginecologista, a mulher também se consulte com um dermatologista.

Quais os Sintomas – em homens, nos genitais

No caso dos homens, os sintomas, quando aparecem, são bem semelhantes àqueles apresentados pela mulher — com exceção, evidentemente, do corrimento vaginal. A diferença é uma possível sensação de ardor durante a micção.

Nos casos mais severos, os homens podem exibir uma descamação cutânea na região da glande (do pénis), além de algumas bolhas no pénis. Ao serem estouradas, essas bolhas podem liberar um líquido similar àquele corrimento vaginal branco e acinzentado.

Sintomas de Candidíase oral

Essa variedade de infecção, os sintomas gerados são simples, o que facilita a identificação. Conhecida popularmente como “sapinho”, a candidíase oral também costuma provocar o aparecimento de placas brancas no interior da boca e na língua, além do mau hálito.

Em alguns casos, a infecção pode ser confundida com uma inflamação de garganta. Esse equívoco se deve à dificuldade em se engolir os alimentos, algo comum entre os dois problemas.

Porém, vale lembrar que essa dificuldade pode estar ligada a uma infecção mais avançada, quando ela atinge a região do esôfago.

Por fim, é importante dizer que também é possível que a candidíase oral cause erupções nos lábios.

Sintomas de Candidíase cutânea

Esta candidíase pode afetar diversas regiões do corpo, com destaque para as áreas mais úmidas, pois elas proporcionam um ambiente mais propício ao desenvolvimento de fungos.

As características mais comuns desse tipo de candidíase são as erupções cutâneas, a coceira, o aspecto avermelhado, a liberação de um líquido claro e o processo de descamação da pele.

Por mais insuportável que seja essa coceira, é extremamente importante não coçar a região afetada. Caso contrário, poderá haver novas infecções na área.

Em relação às regiões da pele que mais apresentam esse tipo de infecção fúngica, vale citar as:

  • Região do umbigo;
  • Região das axilas;
  • Região da virilha;
  • Região interior das coxas;
  • Região entre os dedos (de pés e mãos);
  • Região que circunda o ânus;
  • Região inferior às mamas.

Sintomas de Candidíase intestinal

Devido às complicações ocasionadas na região intestinal, a candidíase pode gerar:

  • Dores nos músculos;
  • Dores na região abdominal;
  • Cefaleias;
  • Falta de energia para realizar uma série de atividades;
  • Cansaço frequente;
  • Constantes oscilações do humor;
  • Crises de irritabilidade;
  • Constipação intestinal.

Sinais de Candidíase sistêmica

Por atingir vários órgãos, a candidíase sistêmica é considerada a versão mais perigosa da doença. Ao chegar ao órgão e liberar algumas toxinas, os fungos prejudicam o funcionamento e, consequentemente, podem comprometer a infraestrutura de diversas partes do corpo.

Esses são os sintomas mais recorrentes nos casos de candidíase sistêmica:

  • Complicações no fígado;
  • Oscilações constantes de humor;
  • Complicações gástricas e intestinais;
  • Indisposição;
  • Frequente sensação de mal-estar;
  • Oscilações de peso;
  • Infecções do trato urinário;
  • Dificuldade de concentração;
  • Distúrbios associados ao sono;
  • Distúrbios hormonais;
  • Incômodos intensos no abdômen;
  • Dores nos músculos;
  • Complicações nos rins;
  • Crises de tosse;
  • Perda de memória;
  • Crises incomuns de TPM ;
  • Depressão;
  • Problemas relacionados a gases;
  • Comportamento hiperativo;
  • Diarreia;
  • Crises alérgicas;
  • Aparecimento de acne;
  • Asma;
  • Desenvolvimento de úlceras.

Caso haja alguma suspeita de candidíase sistêmica, o diagnóstico precisa ser concluído o quanto antes para que o tratamento seja iniciado. Afinal, esse tipo de candidíase pode gerar consequências bem graves.

Como saber se tenho a infecção? Veja abaixo como é diagnosticada a patologia.

Como é feito o diagnóstico da candidíase? 

A  infecção se manifesta de acordo com a posição do corpo onde ela se encontre. Isso interfere no tipo de diagnóstico, já que os sintomas podem variar de uma região do organismo para outra. Assim, o diagnóstico é feito conforme o tipo de infecção.

Vaginal

Os sintomas característicos da candidíase vaginal se confundem com os de outras infecções, como a vaginose bacteriana e a tricomoníase.

Com isso, dentre os exames de diagnóstico estão a análise microscópica (com o objetivo de confirmar a presença do fungo Candida), a recolhimento e análise de uma amostra da secreção vaginal e o próprio exame ginecológico.

Oral

Na candidíase oral, o diagnóstico é realizado sem grandes dificuldades. Isso acontece devido à fácil observação dos sinais da doença. Basta uma simples visita a um consultório odontológico para que a candidíase oral seja rapidamente detectada.

O próprio dentista pode se encarregar de orientar o paciente quanto ao tratamento adequado. No entanto, a gravidade dos sintomas pode sugerir a necessidade de se examinar atentamente o esôfago, a fim de encontrar traços da doença.

No esôfago

Nunca é demais ressaltar que a candidíase no esôfago indica que o sistema imunológico não está funcionando como deveria. Logo, os exames diagnósticos precisam ser efetuados o mais rapidamente possível.

Para esse fim, geralmente o médico recorre à endoscopia digestiva alta. Nela, o endoscópio é inserido até a garganta. Dali, é possível ter uma visão ampla do estado do sistema gastrointestinal.

A Candidíase tem cura?

Para o alívio de muitas pessoas, a candidíase tem cura. Em alguns casos, o tratamento da doença requer apenas o uso de medicamentos de baixo risco e, portanto, vendidos sem a necessidade de se apresentar uma receita médica.

Geralmente a candidíase é tratada de forma rápida, desaparecendo após 7 dias de tratamento. Mas se a infecção for consequência de alguma complicação no sistema imune, é necessário agendar uma consulta com um médico de confiança, de forma a prevenir uma infecção mais grave e perigosa.

Qual o melhor tratamento, ou o remédio mais eficaz?

Uma vez que existe mais de um tipo de candidíase (no homem e na mulher), o mesmo acontece em relação à forma de como a tratar ou aliviar os sintomas.

Os remédios usados em cada terapia podem ser os mesmos, mas vale destacar que o modo de uso é diferente em cada um dos casos. Isso será explicado na sequência. Acompanhe!

Tratamento da Candidíase vaginal

Geralmente, esse tipo de candidíase é tratado sem nenhuma dificuldade e envolve, inclusive, a adoção de medicamentos e pomadas que podem ser obtidos sem prescrição médica.

Os remédios indicados devem ser aplicados ao redor da vagina durante o intervalo de até uma semana — isso dependerá do medicamento específico usado.

Algumas dessas pomadas incluem: Fluconazol; Clotrimazol; Nistatina; Cetoconazol.

Se, porventura, a região que estiver em tratamento sofra alguma irritação, acompanhada de agravo sintomático, o processo deve ser suspenso.

Alguns medicamentos atuam como supositórios e, por isso, precisam ser introduzidos na vagina. Eles podem apresentar resultados mais rápidos, em comparação com o tempo de ação de medicamentos tópicos, como as pomadas.

Tratamento da Candidíase oral

O tratamento dessa variante de candidíase é bem simples e direto. Tudo o que o paciente precisa fazer é mesclar o uso dos antifúngicos determinados pelo médico com a manutenção de uma higiene bucal primorosa.

Caso o paciente use dentadura, a limpeza das arcadas deve ser igualmente impecável, cuidado que garantirá o sucesso do tratamento.

A utilização de antifúngicos elimina o agente infeccioso, evitando que ele se multiplique e evolua o quadro para uma candidíase no esôfago. Simultaneamente, uma escovação bem feita é fundamental para que o fungo não se prolifere no interior bucal.

Caso a criança seja diagnosticada com candidíase, uma das primeiras providências consiste em esterilizar os brinquedos que ela tem o hábito de levar à boca.

Se forem lactantes, as mulheres precisam se consultar com um especialista e, assim, confirmar se também possuem a doença.

Candidíase de esôfago

Nesse caso, a infecção assume uma forma mais crítica. O tratamento consiste na adoção de poderosos remédios de uso tópico.

Concomitantemente ao ataque contra o agente infeccioso, é necessário tratar os demais fatores (se houver) que estejam colaborando para a fragilização da imunidade do organismo.

O tempo de duração desse tratamento é de aproximadamente 20 dias.

Como tratar a Candidíase vaginal recorrente

Mesmo após a execução de um tratamento eficaz, a candidíase pode ressurgir. Se for esse o caso, será necessário prolongar a terapia. Existem algumas ações a serem seguidas, como:

  • Extermínio da infecção;
  • Controle pleno dos fatores causadores da infecção — cada fator encerrará um conjunto de medidas, como a troca do método contraceptivo;
  • Adoção de medidas preventivas.

Caso o indivíduo não queira ingerir nenhum remédio oral, pode-se recorrer a medicamentos  de uso tópico. Neste caso, a aplicação deve se manter até cerca de 2 semanas.

É fundamental manter máxima atenção aos sintomas da candidíase para que ela não se manifeste no organismo de novo.

Candidíase não-albicans

Caso a Candida responsável pela candidíase não seja a albicans, basta conduzir a terapia de acordo com a espécie fúngica em questão.

Cabe salientar que as infecções causadas pelas outras espécies de Candida são mais raras. Por isso, é comum que o fungo responsável pelos sintomas só seja desvendado devido à resistência dele à eliminação ou depois de causar uma série de infecções.

Tratamento durante a gravidez

Esse tipo de terapia deve ser executado antes do parto. Desse modo, evita-se o contato entre o fungo e o feto — o que ocorreria no decorrer do parto normal.

Como o sistema imunológico da gestante fica bem debilitado durante a gestação, o desenvolvimento de fungos e, consequentemente, da infecção nessa fase da vida é bem frequente. Assim, a mulher jamais deve se submeter a qualquer tipo de terapia sem o conhecimento prévio do seu médico.

Candidíase na pele

A candidíase cutânea deve ser tratada com pomadas destinadas à extinção desse tipo de infecção. Caso haja necessidade de utilizar outros medicamentos, o indivíduo deverá ter uma receita médica em mãos.

Antes de aplicar a pomada, a região atingida deve estar devidamente limpa e sem qualquer traço de umidade. Se o paciente for usuário de fraldas (crianças pequenas, ou adultos que usam fraldas geriátricas), elas devem ser substituídas mais rapidamente do que o normal. Além disso, cada troca deve ser seguida da aplicação de uma pomada, para agilizar o processo de recuperação.

Como tratar a Candidíase peniana

O tratamento da candidíase peniana segue os mesmos preceitos daquele aplicado à candidíase vaginal. Logo, basta aplicar um remédio de uso tópico, como algumas pomadas específicas. Outra alternativa consiste na ingestão de comprimidos.

Candidíase disseminada

Ao se proliferar para outras partes do organismo, a infecção assume um caráter sistêmico. Nessas circunstâncias, convém considerar a possibilidade de uma terapia mais severa.

O tratamento deve ser embasado no uso de antifúngicos mais potentes, administrados através de via intravenosa. O medicamento deve ser ministrado até que o agente infeccioso seja totalmente eliminado.

Medicamentos indicados para candidíase

Os remédios a usar no tratamento da candidíase são antifúngicos tópicos ou orais. A escolha dependerá da região infeccionada e do fungo causador do problema.

Que remédio tomar, e que pomada usar? Abaixo indicamos os melhores medicamentos e as pomadas mais comuns:

  • Fluconazol (este normalmente é o remédio que o casal deve tomar, quando indicado pelo médico (a mulher toma um e o homem outro);
  • Colpatrin (antibiótico);
  • Canditrat;
  • Clocef (antibiótico);
  • Colpistatin;
  • Nitrato de miconazol;
  • Icaden (antimicótico, nitrato de isoconazol);
  • Gino-Canesten;
  • Nistatina (antibiótico antifúngico);
  • Clindamin-C;
  • Daktarin (antifúngico e antimicótico);
  • Itraconazol (antifúngico de uso oral);
  • Flogo-Rosa (anti-inflamatório, analgésico e anestésico);

Convivendo / Prognóstico

Após o devido tratamento, o primeiro passo do paciente é simplesmente se precaver para que a  infecção não ressurja. Assim, é recomendável seguir algumas medidas, como respeitar o tempo necessário para que o corpo se recupere.

Durante esse intervalo, é aconselhável suspender a atividade sexual e adotar algumas alterações em determinados hábitos.

Não coce

Em algum momento, o paciente ficará muito tentado a coçar a região infectada. Mas ele deve evitá-la a todo custo. Na verdade, não se deve sequer passar a mão, já que o mínimo contato é o suficiente para que outros micro-organismos (aderidos na mão) contaminem o local.

O resultado final pode ser a ocorrência de novas inflamações e infecções. Além de comprometer a qualidade do tratamento, a presença de novos agentes patogênicos pode piorar o estado da infecção inicial.

Evite as relações sexuais

O fato de a candidíase não ser classificada como uma DST (doença sexualmente transmissível), não significa que ela não possa ser transmitida por meio do contato entre duas genitais. O risco de contágio se justifica pela atividade sexual em si, caracterizada pelo máximo contato corporal e troca fluídica.

Vale lembrar que, nos homens, a candidíase costuma ser assintomática. Com isso, é aconselhável que a mulher portadora do fungo causador da candidíase evite o sexo após o tratamento.

Há o risco de o parceiro continuar com o fungo e, assim, contaminar novamente e mulher. Na dúvida, é melhor que o parceiro também se submeta a um exame.

Use camisinha

Caso não haja o menor interesse em interromper a atividade sexual após o diagnóstico da candidíase, é recomendável usar a camisinha ao longo de um determinado período — enquanto a terapia estiver em andamento e algumas semanas depois do término.

Mudanças no estilo de vida

Você pode tomar algumas precauções para não ser contaminado novamente com a candidíase ou evitar o agravo dos sintomas em questão:

  • Não utiliza roupas excessivamente justas;
  • Não utilize meia-calça enquanto estiver tratando a candidíase;
  • Prefira as calcinhas de algodão;
  • Não utilize roupas úmidas;
  • Deixe a região genital sempre limpa e seca.

Possíveis Complicações

Embora a infecção seja um transtorno que possa ser facilmente tratado, esse tratamento deve ser executado o mais rapidamente possível.

Caso contrário, pode surgir uma série de complicações, já que a doença pode se propagar para outras regiões do organismo e, assim, se tornar uma candidíase sistêmica. Confira as complicações mais comuns:

  • Aparecimento de acne;
  • Reações alérgicas;
  • Indisposição física;
  • Perda capilar;
  • Dificuldade de concentração;
  • Comprometimento da memória;
  • Perda de libido;
  • Constipação intestinal — a popular “prisão de ventre”;
  • Problemas com gases;
  • Dores nos músculos;
  • Insônia;
  • Cólicas;
  • Disfunção erétil;
  • Infecção urinária;
  • Problemas respiratórios;
  • Depressão.

Já entre as complicações consideradas mais severas estão ligadas ao:

  • Diabetes;
  • Comprometimento do sistema imunológico

Diabetes

Ocasionalmente, há o risco de a candidíase peniana indicar o início do desenvolvimento do diabetes. Caso não haja nenhum fator de risco diretamente correlacionado à candidíase, é recomendável efetuar uma consulta médica para verificar os índices de açúcar no sangue.

No sistema imunológico

A candidíase pode provocar uma desarmonia na flora intestinal, fadiga adrenal (decorrente de uma falha das funções das glândulas adrenais) e a síndrome do intestino solto.

Essa instabilidade da flora do intestino é consequência da multiplicação dos fungos dentro do órgão. Essa superpopulação fúngica dificulta o processo de absorção dos nutrientes essenciais ao organismo.

Sem eles, o organismo fica consideravelmente vulnerável ao desenvolvimento de patologias.

Com relação à fadiga adrenal, ao serem expostas a uma carga excessiva de estresse durante intervalos muito longos, as glândulas adrenais chegam ao esgotamento.

A infecção prejudica a rotina das funções executadas por essas glândulas. Sem o devido controle, algumas ações habituais, como exagerar no consumo de café ou ter uma noite mal dormida, são suficientes para desregular as glândulas adrenais.

Nessas circunstâncias, ocorre uma sobrecarga imposta sobre as glândulas suprarrenais (responsáveis pela metabolização da glicose na corrente sanguínea), que também ficam exaustas.

A consequência desse processo é um descontrole das concentrações de hormônios, o que coloca em xeque a eficácia do sistema imune. Com isso, o indivíduo sente uma fadiga insistente.

Já a síndrome do intestino também se deve ao acúmulo de fungos na região intestinal. Esse desequilíbrio interfere nas atividades efetuadas pelo intestino.

A síndrome provoca diarreia, que por sua vez acarreta uma perda nutricional (as substâncias são liberadas juntamente com as fezes antes de serem absorvidas pelo organismo). Com a escassez de nutrientes, a imunidade do corpo se torna ainda mais baixa.

Como prevenir a candidíase?

Felizmente, algumas medidas diárias ajudam a evitar a candidíase, como:

  • Dormir sem roupas íntimas;
  • Jamais dormir com a região íntima úmida;
  • Preferir o uso de roupas leves e de algodão;
  • Ingerir regularmente iogurtes e outros alimentos ricos em probióticos;
  • Lavar a vagina com um gel que apresente um pH entre 3,8 e 4,5, em vez de usar produtos com variados compostos químicos.

Uma vez que o fungo Candida que provoca a candidíase vaginal se alimenta de gordura e carboidratos, também é necessário se resguardar de alimentos gordurosos, e preparar refeições com baixos teores de carboidratos.

Fortalecer o sistema imunológico

Uma das melhores formas de evitar o desenvolvimento da candidíase reside no fortalecimento da imunidade do organismo. O tratamento também depende da recuperação das defesas do corpo.

Fazer uso de probióticos

Os probióticos são benéficos por diversos motivos. Em se tratando da candidíase, essas bactérias diminuem a concentração de fungos no estômago, além equilibrar a acidez do órgão — controle que se deve à liberação dos ácidos acético e lático.

Após uma pesquisa conduzida pela Universidade da Pensilvânia (EUA), ficou constatado que uma quantidade bem balanceada da flora bacteriana intestinal aprimora a qualidade da imunidade corporal.

Em equilíbrio, o corpo consegue eliminar substâncias nocivas e melhorar seu poder de absorção nutricional.

Plantas medicinais e fitoterápicos

Existem determinados medicamentos fitoterápicos que podem colaborar na redução do estresse, que tanto prejudica as ações de defesa do corpo.

No entanto, vale enfatizar a importância de ouvir uma opinião médica antes de utilizar qualquer um desses medicamentos preparados à base de ervas.

Tomar vitaminas

Nesse ponto, convém destacar a relevância da vitamina C, que ajuda no tratamento por:

  • Aperfeiçoar o desempenho do sistema imune;
  • Aumentar a síntese de compostos anti-histamínicos e anti-inflamatórios;
  • Melhorar o funcionamento das glândulas suprarrenais;
  • Ampliar a carga ácida do estômago, o que cria um ambiente inóspito ao fungo da candidíase.

Outras vitaminas importantes são a A, E e B5 (ácido pantotênico). Enquanto a vitamina A estimula a renovação celular nas superfícies de determinadas mucosas, a E vem apresentando bons resultados na melhora do sistema imunológico.

Evitar o uso de cafeína

Considerada uma das grandes responsáveis pela fadiga adrenal, a cafeína debilita a imunidade. Largar o hábito de tomar café não é uma tarefa muito simples, principalmente para as pessoas acostumadas a despertar com a bebida — seja durante a manhã ou em alguns períodos da tarde.

Portanto, o ideal é reduzir a dose gradativamente.

O primeiro passo é evitar o café tomado à tarde. Em seguida, você precisa diminuir a quantidade da bebida consumida no café da manhã.

Após algum período será possível abandonar esse estimulante de vez. Alguns alimentos, como a chicória, ajudam a compensar a perda do café.

Além de possuir probióticos (que também influenciam a síntese de enzimas responsáveis pela digestão), a chicória apresenta um aroma parecido com aquele característico do café.

Exercício físico moderado

A prática regular de atividade física é benéfica por diversas razões, como a ampliação do fluxo sanguíneo, o que favorece a eficácia da imunidade do organismo.

Por outro lado, o excesso dessas atividades tende a resultar na sobrecarga de estresse. Como isso pode fragilizar as glândulas suprarrenais, o melhor sempre é encontrar um equilíbrio entre o sedentarismo e a exercitação do corpo.

Reduzir o estresse

Tanto o estresse físico quanto o emocional facilitam o processo de debilitação das defesas do organismo. Logo, a amenização de todas as formas de estresse deve ser tratada como uma das prioridades.

É recomendável observar o cotidiano, a fim de evitar episódios potencialmente estressantes. Some-se a isso a necessidade resguardar algum tempo para as atividades que sejam realmente prazerosas, como a prática de ioga, meditação e até mesmo uma leitura ou viagem.

Sauna

A sauna também é uma ótima prática, pois ela ajuda muito na eliminação de toxinas que estejam “poluindo” o corpo. Dessa forma, a atividade atua como uma aliada do fígado, órgão encarregado de descartar certas toxinas, e do próprio sistema imune de um modo geral.

Sono de qualidade

Além do cansaço inevitável devido à reposição inadequada de energia, o desequilíbrio do sono compromete a regulação hormonal. Logo, o sono precisa ser encarado como um dos momentos mais importantes do dia.

Assim, as pessoas que possuem uma rotina exaustiva devem prestar atenção à quantidade de horas dormidas. O ideal é dormir, no mínimo, 6 horas por dia. As noites de sono inferiores a isso geram estresse.

Alimentação para curar e prevenir

Como dito anteriormente, é vital evitar o consumo de um cardápio rico em açúcar. O fato é que uma alimentação bem balanceada, de um modo geral, contribui para a melhora do trato digestivo.

Nunca é demais lembrar que o fungo causador da candidíase se desenvolve na parte intestinal e, a depender do nível de fragilidade do sistema imunológico, pode se espalhar para outras regiões do organismo.

Ocorre que a manutenção de uma boa imunidade depende de uma alimentação regular e equilibrada. Desde que disponha de todos os nutrientes necessários, o organismo será capaz de se defender à altura dos ataques de substâncias danosas.

O equilíbrio nutricional garante que o intestino tenha um índice de pH ideal e bem controlado, condição básica para criar um ambiente nada agradável para diversos agentes infecciosos, incluindo o fungo causador da candidíase.

Se ainda não sabe que alimentos escolher, veja a nossa lista abaixo:

Legumes

Escolha vegetais com baixo teor de amido, como os aspargos, brócolis, berinjela, cebola e abobrinha. Deve comprar os legumes frescos e comê-los crus, cozidos a vapor ou grelhados.

Reduza ao máximo os vegetais ricos em amido, como batata doce, batata, inhame, milho, abóbora, beterraba, ervilha,e  feijão, especialmente no início do tratamento.

Quando se muda para uma dieta baixa em açúcar, muitas vezes há a tentação de comer vegetais ricos em amido como substituto. O nabo é uma exceção, e permitido na dieta, devido às suas propriedades antifúngicas.

Frutas

Os frutos geralmente devem ser evitados ou minimizados, mas existem algumas exceções. Os limões e as limas são frutas com baixo teor de açúcar e extremamente nutritivas que podem ser usadas para temperar pratos e servir de molho para saladas. Os abacates e as azeitonas também são boas opções..

Grãos e pseudo-grãos

Alguns grãos e pseudo-grãos como o trigo-sarraceno (trigo-mourisco), trigo, milho e a quinoa, contêm grandes quantidades de fibras, excelente para manter o sistema digestivo em movimento e eliminar as toxinas do fungo. São ótimos substitutos quando as receitas pedem trigo, centeio ou arroz.

Alguns produtos derivados desta lista também são aceitáveis ​​- por exemplo, as bolachas de quinoa, farinha de trigo sarraceno etc… Muitas vezes pode encontrá-los na seção “sem glúten” em lojas de alimentos saudáveis.

Carne, peixe e ovos

Coma apenas carne fresca e orgânica, sempre que possível, e sim, também pode comer ovo!

As carnes processadas (carnes pré-cozidas, bacon e Spam) estão carregadas de dextrose, nitratos, sulfatos e açúcares, e por vezes, propriedades carcinogênicas. Pelas mesmas razões, as carnes fumadas ou embaladas a vácuo também devem ser evitadas.

O salmão selvagem e a sardinha contêm contaminantes oceânicos, mas em quantidades muito menores do que outros frutos do mar. Compre estes peixes frescos ou embalados em azeite ou água.

Lacticínios

Os melhores produtos lácteos para comer são os fermentados, como o iogurte e o kefir. As culturas probióticas vivas ajudam o a repovoar o intestino com boas bactérias. As bactérias vivas presentes no iogurte ajudam a combater a Candida e restaurar o equilíbrio do sistema digestivo, especialmente útil após um ciclo de toma de antibióticos.

O iogurte e o kefir probióticos tendem a ser pobres em lactose e caseína, o açúcar natural e as proteínas responsáveis ​​por muitas das intolerâncias à lactose.

Nozes e sementes

Nozes como a amêndoa e avelã são saudáveis ​​e têm baixo teor de mofo. O coco também é sempre uma ótima opção na dieta para candidíase, seja na forma de óleo, leite de coco ou coco ralado. Também pode usar algumas sementes extremamente saudáveis ​​como as sementes de linhaça, chia e girassol. Para o cozimento, a farinha de amêndoa e a farinha de coco são outras 2 opções saudáveis.

Ervas, Especiarias e Condimentos

Existem algumas ervas e especiarias com propriedades antioxidantes e antifúngicas. Algumas delas ajudam também a melhorar a circulação e reduzir a inflamação.

Por exemplo, o aminos de coco é uma excelente alternativa ao molho de soja.

Nota: Para quem não conhece o aminos de como, trata-se de um molho é feito da seiva, ou o néctar da flor do coco. Esse nectar é depois fermentado e misturado com sal marinho.

Outros dos condimentos que pode usar é o vinagre de maçã, limão, e lima.

Gorduras e óleos

Óleo De Coco

Há uma série de óleos saudáveis ​​e excelentes opções para uma dieta Anti Candida. O coco e o azeite de oliva duas são opções particularmente boas porque também possuem propriedades antifúngicas.

Use sempre óleos prensados ​​a frio, uma vez que o superaquecimento destrói muitos dos nutrientes presentes nesses óleos. Tenha também algum cuidado quando compra azeite, pois existem muitos azeites falsos que na realidade vêm misturados com óleo de canola.

Adoçantes

Planta Da Stevia

A Stévia, o eritritol e o xilitol podem ser usados ​​em vez do açúcar comum.

Alimentos Fermentados

Existem muitos alimentos fermentados para usar em casos de candida. O kefir e o iogurte são os mais usados, mas não esqueça algumas alternativas não lácteas, como a azeitona e o chucrute.

Bebidas

Raiz De Chicória Torrada Para Fazer Café

Existem alguns chás de ervas maravilhosos, com propriedades antifúngicas. Certifique-se apenas de escolher os que não contêm cafeína.

Depois temos também a raiz de chicória, um prebiótico maravilhoso (contém 20% de inulina), que pode ajudar a aumentar o número de bactérias boas​ do intestino. O café feito com raiz de chicória é uma boa opção para aqueles que sentem a falta do sabor amargo do café.

Basicamente é uma bebida feita com a raiz de chicória assada, em vez dos tradicionais grãos de café.

Cuidados com a higiene

A manutenção de uma higiene impecável é um dos modos mais simples de se evitar tanto o desenvolvimento quanto a reincidência da candidíase. Esse cuidado redobrado não se limita à candidíase vaginal, devendo se estender para as variações oral e cutânea. Contudo, cada parte do corpo compreender hábitos de profilaxia específicos.

Em se tratando da candidíase oral, basta iniciar e permanecer com uma boa limpeza oral. Com o tempo, os resquícios de fungo serão eliminados. A manutenção da saúde bucal é pré-requisito para que o fungo não volte a atacar a região.

Com relação à candidíase vaginal, é necessário adotar o uso de sabonetes íntimos, que são desenvolvidos especificamente para promover a higienização dessa área. Já o sabonete antisséptico deve ser usado na pele, ajudando na prevenção da candidíase cutânea. Como cada tipo de sabonete atende a um objetivo diferente, convém não aplicá-los nas partes indevidas.

Outra recomendação importante está ligada à evacuação das fezes. Após defecar, as mulheres devem, invariavelmente, passar o papel higiênico da vagina para o ânus. Esse detalhe é fundamental para que agentes patogênicos (sejam fungos, ou bactérias causadoras de infecção urinária), presentes nas fezes, não contaminem a vagina.

Dúvidas frequentes

A candidíase é uma DST?

Apesar de a candidíase ser transmitida durante a atividade sexual, essa não é a única via de transmissão da doença. É por isso que ela não entra no grupo das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Vale lembrar que a Candida, fungo responsável pela candidíase já existe no organismo humano. O problema surge mediante o enfraquecimento do sistema imunológico.

Caso um dos parceiros apresente sinais ligados à doença, é recomendável que ambos realizem o diagnóstico. Desse modo, é possível detectar a doença com antecedência e evitar complicações mais graves.

Existem tratamentos caseiros para a candidíase?

Embora existam terapias caseiras para a candidíase, elas são desaconselháveis. Muitas pessoas realmente acreditam que o uso de vinagre, alho, ácido bórico e óleo de coco é o suficiente para tratar a doença.

Até o momento, não há evidências científicas sólidas que atestem a efetividade desses tratamentos alternativos.

Eles podem apenas amenizar os sintomas da candidíase. Mesmo assim, é importante frisar que a utilização dessas alternativas pode agravar o quadro do paciente, ao invés de resolvê-lo.

Isso acontece porque essas medidas são incapazes de excluir os fungos problemáticos do organismo.

Sexo oral causa candidíase?

O sexo oral pode, de fato, causar candidíase. Mas há ressalvas. Como a boca é uma região com alta concentração de Candida, existe a possibilidade de o fungo migrar para a genitália de outra pessoa durante o sexo oral. Além disso, os riscos de transmissão do fungo aumentam, caso a pessoa receptora do sexo oral esteja com o sistema imunológico fragilizado.

Por fim, as mulheres têm mais probabilidade de serem infectadas via sexo oral porque:

  • A epiderme da vagina é extremamente fina, além de apresentar um elevado grau de sensibilidade. Essas características facilitam o acesso do fungo da candidíase à corrente sanguínea. Conforme o atrito típico entre o pênis a vagina, surgem fissuras (microscópicas). Na hora do sexo oral, essas vias de entrada dos fungos;
  • A negligência da higiene bucal faz com que a boca do parceiro se transforme em uma região fecunda para o surgimento de fungos;
  • A vagina é uma área úmida e quente, ou seja, reúne as condições ideias para a reprodução de fungos.

Mulher virgem também pode ter candidíase?

Como a candidíase decorre da reprodução descontrolada do fungo Candida em determinas partes do corpo, qualquer pessoa pode desenvolver a doença — inclusive aquelas que ainda não tenham iniciado a vida sexual.

A falta de higiene causa candidíase?

A falta de uma boa rotina de profilaxia não chega a causar a candidíase. Contudo, os maus hábitos de higiene na região genital criam um ambiente propício para a reprodução dos fungos responsáveis pelo problema. Logo, a higiene do local precisa receber mais atenção.

Quem tem a infecção pode usar Sabonete Íntimo?

A verdade é que alguns sabonetes íntimos podem, na verdade, piorar as coisas ou até mesmo desencadear a infecção, enquanto outros, embora poucos, ajudem a acalmar a região afetada e restabelecer o equilíbrio de pH vaginal para aumentar as defesas no local.

Grande parte dos produtos de higiene íntimos contém produtos químicos que podem piorar a infecção ou aumentar o risco de contrai-la.

Dê preferência a produtos livres de fragrâncias, sem parabenos e sem glicerina, à base de ingredientes naturais com ação antifúngica comprovada, como o exemplo da aloe vera, sorbato de potássio, óleo de coco, vinagre de maçã e óleo essencial de lavanda. De preferência com o pH balanceado para proteger a microflora vaginal de ataques de leveduras ou bactérias patogênicas.

Ingredientes a evitar ao escolher um produto de higiene íntima:

Estudos mostram que alguns ingredientes encontrados em produtos de higiene feminina podem desencadear a infecção, bem como outras, como a vaginose bacteriana por exemplo. Tente evitar os seguintes compostos:

Glicerina – é um álcool de açúcar que alimenta o fungo causador, e por isso deve ser evitado.

Sorbitol – álcool de açúcar.

Manitol – álcool de açúcar.

Xilitol – álcool de açúcar.

Maltitol – álcool de açúcar.

Acetato – é um álcool e pode perturbar o equilíbrio bacteriano na vagina.

Propilenoglicol – pode irritar a pele, tornando-a mais propensa a infecções.

Parabenos – ingrediente carcinogênico.

Candidíase pode causar problemas na ovulação e evitar que a pessoa engravide?

Não há uma interferência tão relevante da candidíase nos casos de infertilidade, pois na maioria das vezes a doença não compromete totalmente a ovulação. Por outro lado, há o risco de uma modificação do pH na região interna da vagina, tornando-a inóspita para os espermatozóides.

Além disso, a mobilidade dos espermatozóides também fica prejudicada devido ao uso dos cremes antifúngicos aplicados na vagina. Com isso, a probabilidade de fecundação do óvulo tende a diminuir. De qualquer forma, uma vez que a candidíase seja devidamente tratada os obstáculos que poderiam impedir a fecundação do óvulo são eliminados.

Quem tem Candidíase pode Engravidar?

Sim, pode ter filhos! Normalmente, o período da gestação do feto é caracterizado por uma queda momentânea da resistência do sistema imunológico — consequência das oscilações hormonais típicas dessa fase. Por essa mesma razão, a candidíase é bem frequente na gravidez.

Prova disso é que a doença se desenvolve com uma periodicidade 10 vezes superior a de outras etapas da vida da mulher.

Felizmente, a candidíase só causa um incômodo. Ela não chega a prejudicar o progresso da gestação, e tampouco atrapalha o desenvolvimento normal do feto. De qualquer modo, a mulher ainda deve comunicar o médico quando houver alterações no fluxo vaginal ou desconfortos na região.

Bem informado, o médico poderá providenciar o tratamento mais adequado, considerando todas as peculiaridades que envolvem o período gestacional.

Mesmo após um tratamento bem sucedido, convém salientar que existe o risco de reincidência da candidíase. Para diminuir essa probabilidade, é recomendável que as gestantes utilizem somente calcinhas de algodão durante o dia.

À noite, a dica é nem usar calcinha na hora de dormir, possibilitando uma melhora do arejamento da região vaginal.

Quem tem a infecção pode ter Parto Normal / Vaginal?

Sim, a mulher pode definitivamente ter um parto vaginal (parto normal)! A única desvantagem é que o bebê pode ficar com sapinho.

Durante a gravidez, os médicos recomendam apenas cremes vaginais e supositórios. A medicação oral, Diflucan (um medicamento de dose única), mostrou não ser seguro durante a gravidez e lactação.

Nem todos os cremes vaginais e supositórios podem ser usados ​​durante a gravidez, sendo melhor consultar o médico ou farmacêutico para obter o melhor para o seu caso.

Se não for tratada, a infecção pode passar para a boca do bebê durante o parto. A esta infecção dá-se o nome de “sapinho” e é tratada geralmente com nistatina.

A infecção pode demorar de 10 a 14 dias até encontrar alívio ou eliminar completamente a infecção nesta fase. Após a infecção ter desaparecido completamente e as feridas terem cicatrizado, pode ser útil usar um pó de secagem isento de amido ou pó de Nistatina, para evitar a recorrência da infecção.

Quem tem pode doar sangue?

Infecção na Vagina: Neste caso a mulher pode doar sangue se estiver a realizar um tratamento local/tópico, ou seja, aplicando pomadas ou qualquer medicação que não seja necessário engolir. No caso se tomar comprimidos, apenas pode doar sangue uma semana depois de tomar o último comprimido.

Infecção na Boca: Este tipo de infecção pode ser um problema, dependendo da causa. Por favor, entre em contato com o Banco de Sangue neste caso.

No Ânus: Nestes casos recomenda-se igualmente entrar em contato com o Banco de Sangue.

Fungo cutâneo: Na maioria dos casos, este tipo de medicação não é um problema.

Nas Unhas: Mais uma vez, nestes casos a medicação também não costuma ser um problema.

Sapinhos na boca é um sintoma de candidíase?

Na verdade, os populares “sapinhos” (a monolíase) são um dos possíveis sinais da candidíase oral. Comum em pessoas com AIDS, esses “sapinhos” também são frequentes em quaisquer pessoas (geralmente, idosos ou crianças) que estejam com algum problema de baixa imunidade.

Quem tem o fungo pode comer carne de porco?

Não deve! A carne de porco contém retrovírus e parasitas capazes de sobreviver ao cozimento, sendo extremamente prejudiciais em pessoas com um sistema digestivo mais enfraquecido.

Também não deve comer:

ALIMENTOS A EVITAR
Frutos Ricos em Açúcar Bananas
Tâmaras
Sucos de frutas
Uvas Passas
Manga
Grãos Glutinosos Cevada
Centeio
trigo
Carnes e Peixes Tóxicos Carnes processadas
Atum
Espadarte
Marisco
Alguns Produtos Lácteos Queijo
Leite
Proteína Whey Isolada
Nozes e Sementes Manteigas de frutos secos e nozes que abrigam mofo, como o exemplo do amendoim, pistache e castanha de caju.
Condimentos Molhos de churrasco
Ketchup
Raiz-forte (rábano-bastardo)
Maionese
Molho de Soja
Vinagre branco
Óleos e Gorduras Refinadas / Processadas Óleo de canola
Óleo de girassol
Margarina
Óleo de soja
Açucares e Substitutos do açúcar Agave
Aspartame
Açúcar de cana
Xarope de milho
Mel
Xarope de ácer
Molasso
Bebidas com cafeína ou açucaradas Chá preto
Café
Bebidas energéticas
Sucos de frutas
Bebidas alcoólicas Cerveja 
Cidra 
Licores Espirituosos 
Vinho

Quem tem a infecção pode ter relaçőes sexuais?

Os sintomas podem tornar desconfortável o ato sexual.

Para além disso, ter relações sexuais durante uma infecção por levedura pode acarretar riscos, mesmo quando a mulher não apresenta sintomas.

A atividade sexual pode prolongar a infecção, e permitir que os sintomas retornem, e, em alguns casos, transmitir a infecção para o seu parceiro.

Quem está infectado pode entrar na piscina?

Sim! A natação não está associada a um aumento do risco de infecções fúngicas, e não é contagiosa, portanto não a obterá através da piscina – nem a vai transmitir a outros nadadores.

No entanto, embora que frequentar a piscina não cause a infecção, usar um maiô (fato de banho) molhado durante longos períodos, aumenta consideravelmente o risco de crescimento desses fungos. 

As roupas apertadas ou úmidas criam o ambiente ideal para a reprodução desses fungos, devendo pelo menos, evitar a atividade enquanto não estiver totalmente curada.

É possível estar infetado mesmo sem os sintomas comuns?

A candidíase não é assintomática, mesmo que seja mais difícil (sem a realização de exames) de ser detectada em homens. Diante disso, toda e qualquer suspeita deve ser seguida de uma visita ao médico, que avaliará a situação e solicitará os exames necessários.

A infecção recorrente pode causar mioma?

Embora a mulher possa sentir dores ao urinar ou durante as relações sexuais, esse quadro não evolui para o aparecimento de miomas, que são tumores benignos uterinos. Na verdade, as origens desses tumores ainda não foram plenamente esclarecidas. O mais importante, nesse caso, é que não há uma ligação entre eles e a candidíase.

A presença do fungo pode atrasar a menstruação?

A candidíase não é conhecida por interferir no ciclo menstrual, mas sim, pode estar relacionada. Qualquer estressor, físico ou emocional (até mesmo uma infecção por fungos) pode alterar o ciclo menstrual.

A questão é, o que causou a infecção? As alterações hormonais e a toma de antibióticos, ambos podem causar a infecção, e com isso, desregular a menstruação.

Normalmente não é um motivo de preocupação. No entanto, se passar dois meses sem menstruação, faça um teste de gravidez sem receita e marque uma consulta com o ginecologista.

Quem teve uma vez pode voltar a ter no futuro?

A candidíase pode, sim, manifestar-se mais de uma vez na mesma pessoa. Geralmente, os aspectos predisponentes a essa reincidência do problema estão vinculados a má higienização da região genital e bucal.

Como demonstrado, a infecção não deve ser confundida com uma doença sexualmente transmissível. Mas isso não significa que ela não deva receber a mesma atenção de uma DST. Afinal, a falta de tratamento pode resultar em complicações graves.