Catarata Congênita

Revisado por Equipe Editorial a 1 outubro 2018

A catarata congênita é causada por alterações no cristalino de olho, surgindo durante o desenvolvimento fetal. Esta malformação é a causa mais comum de cegueira durante a infância.

Foto de Catarata Congênita

 

Se após o nascimento, o recém-nascido mostrar opacidade do cristalino, esse é um indicador fiável de catarata congênita. Quando o grau de opacidade for elevado, pode condicionar a passagem da luz pela retina do bebé.

Sendo uma das principais causas de cegueira, esta malformação exige ação imediata. Através do diagnóstico atempado e de uma intervenção cirúrgica célere, é possível evitar que a catarata congênita dê origem a problemas irrecuperáveis.

Devido à complexidade desta malformação e à idade precoce em que, geralmente, o problema é detetado, é aconselhável que o tratamento seja acompanhado por uma equipa multidisciplinar, que deve incluir obstetras, pediatras e neonatalogistas.

Causas da Catarata congênita

A nível global, a catarata congênita afeta 1 em cada 250 recém-nascidos. Isto significa, que este problema é a principal causa de cegueira infantil.

As principais causas para o desenvolvimento deste tipo de catarata são:

  • Fatores Hereditários;
  • Desenvolvimento anómalo;
  • Infeções durante a gestação (por exemplo, rubéola, herpes, sífilis, toxoplasmose ou citomegalovírus);
  • Problemas metabólicos durante a gestação.

A catarata congênita surge por vezes de forma isolada, não sendo despoletada por qualquer outra doença. Por vezes, esta malformação está associada a outros problemas oculares.

Hoje, sabe-se que a catarata congênita tem muitas vezes origem genética. A existência de casos semelhantes na família, aumenta consideravelmente as probabilidades de um bebé ter catarata congénita.

Sintomas da Catarata Congênita

A catarata congênita é facilmente identificável, uma vez que o cristalino do olho fica opaco. Em casos mais graves, o bebé pode não conseguir ver de todo.

Tratamento da Catarata Congênita

Fatores como o nível da gravidade da doença, a idade do paciente ou o grau de visão podem condicionar o tratamento para a catarata congênita.

Na maioria dos casos, o tratamento inclui a realização de uma cirurgia na qual é feita a substituição do cristalino.

Quando a catarata congênita é bilateral (afeta ambos os olhos), a cirurgia é normalmente realizada primeiro num dos olhos e cerca de um mês mais tarde no outro.

Para a realização da cirurgia para catarata congênita é aplicada anestesia local. Durante o período pós-recuperação, os pacientes devem colocar os colírios recomendados pelo seu oftalmologista.

Quando a catarata congênita é parcial e de pouca gravidade, o tratamento pode dispensar a cirurgia e focar-se apenas na utilização de colírios ou remédios.