Catarata senil

Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 14 dezembro 2018

A catarata senil é uma doença com elevada morbilidade e uma das principais causas da diminuição da AV. Sendo uma alteração também frequente no doente diabético (10 a 15% dos doentes com catarata têm diabetes) apresenta particularidades clínicas e cirurgicas próprias. Torna-se importante avaliar as técnicas cirurgicas e os resultados obtidos neste grupo de pacientes.

Facoemulsificação versus EEC no doente diabético perspectiva do serviço de oftlamologia do HSAC

FERNANDO FERNANDES, NUNO RAMOS, M. JOÃO SERRADO, FILOMENA RIBEIRO, F. FERREIRA PINTO, LUCÍLIA LOPES
Serviço de Oftalmologia do H. de S. António dos Capuchos , Lisboa

Materias e Métodos: No âmbito da Consulta de Diabetes Ocular do HSAC, os autores realizaram um estudo retrospectivo, envolvendo todos os doentes diabéticos operados ao longo do último ano a catarata com o intuito de comparar diferentes técnicas, tipo de lente e resultados finais obtidos.

Resultados: Não existiram diferenças significativas na progressão da retinopatia diabética, complicações ou AV final, verificando-se no entanto no caso da facoemulsificação menos complicações pós-operatórias mas mais edema transitório da córnea. A utilização de uma IOL de pequeno diâmetro embora não tivesse impedido, dificultou a fundoscopia adequada e sobretudo a fotocoagulação. Conclusão: O resultado da cirurgia de catarata em diabéticos é largamente determinada pelo grau de maculopatia. FACO e EEC deram resultados similares. A retinopatia diabética não deve ser uma contra-indicação para a cirurgia de pequena incisão e facoemulsificação.