Catarata

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

A catarata é definida como uma opacidade (nuvem; névoa) do cristalino, que altera ou bloqueia a passagem dos raios de luz em direcção à retina, interferindo por conseguinte com a visão.

O cristalino do olho, é normalmente uma lente transparente, que se situa exatamente atrás da iris e da pupila. A catarata não é uma película que cresce em frente do cristalino, mas uma opacidade do próprio cristalino.

Quando se inicia a perda da transparência do cristalino, produzem-se alterações físicas e químicas que são a causa da catarata.

As cataratas não aumentam o seu volume, nem são contagiosas. Também não são causadas nem agravadas pela leitura, costura, ou por vêr filmes e televisão. Existem, no entanto, várias causas diferentes de cataratas.

Causas

Entre as causas conhecidas da catarata, há algumas doenças gerais, tal como a diabetes. Uma criança pode nascer com catarata de carácter hereditário ou congénito, ou por a mãe ter tido sarampo ou rubéola no primeiro trimestre da gravidez.

As radiações, e as deficiências alimentares, assim como agressões químicas ou mecânicas, também podem provocar catarata. Cada vez mais pessoas vivem o suficiente para desenvolver aquilo que se designa por “catarata senil”, causada pela degenerescência do cristalino.

À medida que a ciência médica aumenta a esperança de vida, a catarata tornar-se-à um problema para um número cada vez maior de pessoas até que, através da investigação, se descubra a maneira mais eficaz de prevenir este tipo de catarata.

Sintomas

O reconhecimento dos primeiros sintomas da catarata depende de alguns dados relativos ao paciente tais como, idade, profissão, e necessidades visuais.

Em geral, todos os tipos de catarata se podem considerar uma “névoa”, ou “opacidade” da visão. Isto poderá ser especialmente notório à noite, quando a visão parece tornar-se anormalmente obscura, e o brilho da luz causa uma incómoda reflexão ou distorção.

Os sintomas dependem sobretudo da localização da opacidade no cristalino. Algumas pessoas podem ver duas luzes, ou luzes desfocadas com auréola.

Por vezes, a leitura pode até tornar-se mais fácil para a pessoa que tem catarata em início, a qual pode verificar que consegue ler sem óculos. No entanto, a visão à distância começará a decrescer.

Se a catarata estiver muito avançada, a família ou os amigos da pessoa podem notar um reflexo esbranquiçado ou amarelado na pupila de um, ou de ambos os olhos.

Prevenção

A prevenção da catarata pode sêr delineada em termos gerais. Deve fazer um “check-up” junto do seu médico com regularidade. Depois dos 40, fazer um exame aos olhos e medir a tensão ocular, na consulta de Oftalmologia.

Evitar agressões aos olhos, usando uns óculos apropriados, quando necessário. Evitar situações perigosas para os olhos. Tomar todas as devidas precauções, se trabalha com materiais radioactivos.

A mulher grávida deve evitar o contacto com pessoas com doenças infecciosas, especialmente o sarampo e a rubéola. Se esse contacto ocorrer, deverá avisar o seu médico de imediato.

Tratamento não cirúrgico

Há duas gerações atrás, a catarata era um temível diagnóstico. Actualmente, e devido ao recente progresso tanto no tratamento médico, como na cirurgia, não há mais lugar para receios.

Além disso, nem todas as cataratas se tornam progressivamente piores. Muitas são estacionárias e nunca precisam de cirurgia.

Se a catarata estiver desviada do centro do cristalino, a visão não está sériamente comprometida, e uns óculos apropriados poderão ser prescritos, os quais darão uma acuidade visual adequada.

Ocasionalmente, quando a catarata é pequena e central, podem ser prescritas umas gotas, que vão manter a pupila dilatada, e permitir que a pessoa consiga ver pela períferia do cristalino, retardando assim a necessidade de cirurgia.

A presença da catarata não é, por si só, uma indicação para cirurgia. O tempo e a necessidade de melhorar a visão, deve ser correctamente ponderada.

O paciente deve encontrar-se em perfeito estado de saúde, tanto física como psíquica, e a operação não deve implicar nenhum estado de tensão no paciente ou na família.

Em alguns casos, ter uma visão clara num só olho é preferível, a fazer uma intervenção precoce, no olho afectado.

Esta eventual decisão, deve resultar do aconselhamento do Oftalmologista para com o paciente. Se pensa que pode vir a ter catarata , consulte o mais cedo que lhe seja possível o seu Oftalmologista, pois só ele é capaz de diagnosticar as doenças dos olhos, e estará apto para advertir quando, e se a cirurgia é necessária.

Paralelamente, poderá ter também glaucoma, ou algum outro problema sério, associado à catarata, e não relacionado intrínsecamente com ela, o qual poderá também ser diagnosticado e tratado.

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