Conheça 6 Causas da Enxaqueca Ocular (Oftálmica)

A enxaqueca ocular é uma enxaqueca indolor e caracterizada por distúrbios visuais, que são causados pelos mesmos fatores que provocam todos os demais tipos de enxaqueca.

Enxaqueca Ocular

Do estresse e alimentação às influências genética e hormonal, os causadores das enxaquecas são constantemente pesquisados.

Converse com seu médico para descartar qualquer condição médica inerente a esses fatores e acompanhar as pequenas mudanças de estilo de vida, a fim de gerenciar o problema.

Causas da enxaqueca ocular

  • Influência genética
  • Distúrbio no sistema nervoso central
  • Desequilíbrios químicos
  • Desequilíbrios hormonais
  • Estresse emocional ou físico

Uma enxaqueca oftálmica ou ocular é — acredite, se quiser — uma enxaqueca indolor! Contudo, ela está associada a distúrbios visuais em ambos os olhos.

Desse modo, você pode enxergar luzes, linhas ou estrelas piscando, ou ter a visão interrompida por pontos cegos. Cerca de 3% a 5% das pessoas que sofrem de enxaqueca apresentam esse tipo de aura visual ou alguma outra similar.

Uma enxaqueca indolor, como a ocular, é considerada uma enxaqueca equivalente.

Como identificar uma enxaqueca ocular?

Uma enxaqueca ocular começa com um ponto brilhante e cintilante (contém um formato semelhante ao de uma engrenagem) e que se espalha gradualmente.

Isso gera um pequeno ponto cego, que se amplia e bloqueia a visão temporariamente. O brilho começa na lateral do campo visual e se espalha gradativamente para a parte central da visão.

Linhas em zigue-zague ou estrelas também podem ser vistas — a sensação é parecida com a visualização de uma janela quebrada.

A escotoma é a área onde a visão fica interrompida, enquanto o fenômeno, em si, é chamado de aura positiva.

Os mais variados especialistas costumam se referir à enxaqueca ocular de forma diferente.

Enquanto muitos a chamam de enxaqueca visual ou uma dor de cabeça comum assintomática, a Sociedade Internacional de Cefaleia a classifica como uma enxaqueca silenciosa ou acefálgica.

Embora pareça grave, uma vez que provoca uma perda parcial da visão, a enxaqueca ocular é geralmente inofensiva e desaparece por conta própria dentro de 20 a 30 minutos, sem qualquer intervenção médica.

Contudo, uma escuridão visual total, ou uma aura escurecida, não é sintoma de uma enxaqueca ocular, e sim de alguma outra condição médica subjacente, a qual deve ser investigada.

Além dos distúrbios visuais, a enxaqueca ocular também pode interferir na fala.

Você também pode sentir formigamento, fraqueza ou dormência nas mãos e pernas, distorções relacionadas a tamanho ou espaço, ou ainda ficar atordoado.

Porém, todos esses sintomas são raros.

Apesar de ser um fenômeno comum no universo das enxaquecas, a causa exata da enxaqueca ocular continua sendo um mistério.

Existem algumas possíveis causas e vários fatores poderiam acarretar uma enxaqueca, independentemente do tipo — com ou sem aura, com ou sem dor.

Não há causas específicas que possam estar relacionadas exclusivamente à enxaqueca ocular. Os motivos são os mesmos, embora a enxaqueca se manifeste de forma distinta de uma pessoa para outra.

Influência genética

Atualmente, as pesquisas indicam que a influência genética é, possivelmente, uma das principais causas de enxaqueca.

Os estudos mostram que mutações genéticas no cérebro causam anormalidades neurológicas, que por sua vez levam à enxaqueca.

Distúrbio no sistema nervoso central

Devido a um distúrbio no sistema nervoso central, certos estímulos provocam uma cadeia de eventos bioquímicos e neurológicos. Alguns desses eventos afetam o sistema vascular cerebral, culminando em uma enxaqueca.

Depressão alastrante cortical

Trata-se de um evento complexo que afeta os impulsos elétricos do cérebro temporariamente, impactando as funções neurais e vasculares.

Desde a década de 1940, quando foi descrito pela primeira vez, esse fenômeno já era correlacionado à aura visual manifestada antes ou durante uma enxaqueca.

Desequilíbrios químicos

Acredita-se fortemente que deficiências de magnésio, desequilíbrios de serotonina (neurotransmissor responsável por manter o equilíbrio do humor) e problemas nos canais celulares que transportam íons elétricos, como os de cálcio, causam enxaquecas.

Anormalidades na serotonina contraem os vasos sanguíneos e, assim, reduzem o suprimento de sangue para o cérebro. A redução do sangue diminui a quantidade de oxigênio no cérebro, o que causa a enxaqueca.

Desequilíbrios hormonais

Oscilações de estrógeno e progesterona parecem aumentar o risco e a gravidade da enxaqueca em muitas mulheres.

As alterações hormonais no decorrer da gravidez, menstruação e menopausa, além das medicações anticoncepcionais, podem causar enxaquecas.

Até mesmo as terapias de reposição hormonal (TRH) podem desencadear o problema. É por isso que as enxaquecas oculares são mais comuns entre as mulheres e, geralmente, começam em uma fase mais tardia da vida.

Fatores que desencadeiam a enxaqueca

A química do cérebro pode ser afetada por uma variedade de eventos, que podem levar a uma enxaqueca. Dentre eles, estão:

  • Estresse emocional ou físico
  • Falta de sono
  • Refeições em períodos irregulares
  • Mudanças climáticas
  • Movimentos em viagens
  • Altitudes elevadas
  • Luzes brilhantes
  • Ruídos
  • Odores específicos
  • Alimentos específicos

Mais de 100 alimentos e bebidas podem desencadear uma enxaqueca. O hábito de tomar bebidas com cafeína é um exemplo.

Enquanto o excesso possa causar enxaqueca em algumas pessoas, outras se acostumam tanto com a cafeína que a falta dela também pode gerar o transtorno.

Chocolate, álcool, adoçantes artificiais, como o aspartame e o glutamato monossódico (GMS, o odioso conservante), a tiramina de queijos envelhecidos, peixes defumados, salsichas, produtos de soja, e nitritos (normalmente encontrados em carnes curadas, cachorros-quentes e alimentos processados) são alguns dos responsáveis ligados à enxaqueca.

Fatores de risco

Gênero: Quase 75% dos casos de enxaqueca atinge as mulheres. Durante a infância, meninos e meninas são igualmente afetados. Mas após a puberdade, as enxaquecas são mais comuns entre as meninas devido às diversas mudanças hormonais.

Idade: Embora a enxaqueca geralmente acometa pessoas com idade entre 15 e 55 anos, as crianças também podem apresentar o transtorno.

A maioria das crianças não tem mais enxaquecas após atingir a idade adulta, mas aquelas que tenham histórico familiar favorável tendem a continuar sofrendo com o problema.

Problemas de saúde: problemas de saúde não causam necessariamente enxaquecas, mas alguns dos primeiros estão associados às segundas.

Muitos pacientes com enxaqueca costumam ter um histórico de hipertensão arterial, acidente vascular cerebral, depressão, ansiedade, epilepsia, ou síndrome do intestino irritável.

O que mais deve saber

Mesmo que seja de curta duração e indolor, a enxaqueca ocular pode ser debilitante — você deve ter cuidado ao fazer as atividades diárias, como dirigir, ler ou escrever.

A chance de perda de visão permanente devido a uma enxaqueca ocular é rara, mas a redução do fluxo sanguíneo durante um tempo prolongado pode danificar sua retina.

Então, é recomendável marcar uma consulta com seu oftalmologista para verificar o seu estado de saúde.

Uma vez que os hormônios desempenham um importante papel no desenvolvimento de enxaquecas, a diminuição dos níveis de estrogênio, o que ocorre conforme as mulheres envelhecem e entram na menopausa, é uma razão por que a atividade da enxaqueca é consideravelmente menos acentuada em mulheres mais velhas.

Controlando a enxaqueca

Fazer algumas mudanças no estilo de vida é o primeiro passo para controlar a enxaqueca naturalmente.

Desde que esteja ciente dos fatores que desencadeiam a enxaqueca, você pode tomar medidas para evitar, na medida do possível, os fatores que desencadeiam o problema:

  • Identifique e anote os gatilhos comuns
  • Coma regularmente para evitar a queda de açúcar no sangue
  • Evite o álcool e pare de fumar
  • Durma o suficiente
  • Verifique se seus anticoncepcionais são um dos fatores e discuta outras opções com seu obstetra/ginecologista. Se você estiver submetida a alguma terapia de reposição hormonal, converse com seu médico sobre como alterar a dosagem ou fazer outros ajustes

Reduza o estresse por meio de uma respiração profunda, meditação e exercícios físicos.

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Referências