Células Estaminais (células-tronco)

O que são as células estaminais?

As células estaminais também designadas no Brasil como células-tronco caracterizam-se por ainda não terem atingido a sua função definitiva, surgindo em várias fases do desenvolvimento humano. São células indiferenciadas, que podem dar origem a outras células especializadas. Ou seja, podem tornar-se nas células do coração, da pele, dos ossos, ou de outra parte do nosso corpo.

Sempre que um óvulo é fertilizado, nasce uma célula com capacidades de transformar qualquer parte do nosso organismo- as chamadas células totipotentes ou com potencial total. Nas primeiras horas do processo de fertilização, esta célula divide-se noutras, também elas com potencial total. Se colocadas no útero, podem dar origem a um feto.

Com o decorrer do processo de divisão celular, estas células totipotentes formam uma esfera de células. Coberta por uma camada externa de células que se transforma em placenta, fica no interior a massa celular que vai formar os tecidos do corpo humano.

Por sua vez a células totipotentes vão-se especializando em células estaminais, capazes de criar outras células com funções específicas- células sanguíneas para fabricar glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas – as células multipotentes. As células estaminais podem ser recolhidas, através do isolamento directo da massa celular de embriões humanos- obtidos por fertilização “in-vitro” ou geralmente inviáveis-, que depois de cultivadas tornam-se em células estaminais cultivadas.

Ou então, isolando a massa celular do tecido de um feto, obtida no final da gestação: da placenta ou do sangue do cordão umbilical.

As células estaminais pluripotentes ajudam assim a perceber as várias e complexas étapas do desenvolvimento humano. Algumas doenças como o cancro e mal-formações, devem-se a uma divisão ou especialização anormal das células, podendo ajudar a compreender as causas de algumas doenças mortais.

Os cientistas alegam que a substituição de células e tecidos doentes, (em pacientes com Alzheimer, Parkinson, com diabetes, artrite reumatóide ou trombose), podia ser útil, acreditando que estas doenças estão relacionadas com a destruição dos tecidos ou quebra na função celular. No futuro, e especializadas, estas células podem vir a ser uma terapia, para quem hoje espera por um transplante de orgãos vitais.