Como Ensinar a Criança a Prestar Atenção

Revisado por Equipe Editorial a 24 outubro 2018

A atenção e concentração são capacidades muito importantes durante toda a vida. Contudo, estas capacidades devem ser estimuladas e desenvolvidas logo a partir de tenra idade.

Nos primeiros anos, prestar atenção não é propriamente fácil para uma criança, pois ela está rodeada de muitos estímulos e novidades, que a impedem na maioria das vezes de se focar em algo, especialmente naquilo que os pais dizem.

Contudo, com as estratégias certas, é possível a criança aprender a prestar mais atenção. Confira de seguida como ensinar a criança a prestar atenção àquilo que os pais dizem.

Como ensinar a criança a prestar atenção

Ensinar uma criança, especialmente as mais novas, a prestar atenção, não é uma tarefa muito fácil. Como explicamos atrás, esta é uma fase da sua vida em que há muitos estímulos, e como tal, prestar atenção àquilo que os pais dizem, receber ordens e ouvir um “não”, não é propriamente o que uma criança quer realmente fazer. Conheça de seguida algumas estratégias que, seguidas e implementadas de uma forma sistemática, irão ajudá-lo a ensinar a criança a prestar atenção.

Quando falar com a criança, deve-se fazê-lo num local sem confusão e barulhos, de frente para ela, e com um tom de voz calmo e pausado, olhando-a sempre nos olhos. Dessa forma, ela conseguirá focar-se mais facilmente naquilo que tem para dizer.

Quando falar para a criança, é fundamental que o faça usando palavras simples em frases curtas. Por exemplo, em vez de dizer “Não corras no corredor porque podes fazer barulho e deixar cair o prato de porcelana”, deve-se dizer apenas “Não corras no corredor”. Outro ponto essencial é ser bem específico nas ordens, de modo que a criança perceba exatamente aquilo que se está a dizer. Assim, em vez de dizer “Não faças isso”, deve-se dizer “Não corras no corredor”. É ainda importante que os pais adaptem as suas ordens à idade da criança em questão.

Para que estas estratégias funcionem, a criança tem de perceber que existem consequências se ela infringir as ordens dos pais. Se castigar a criança, esse “castigo” deve ser curto e implementado logo de seguida. Por exemplo, ficar alguns minutos sentado sem poder brincar. Se a castigar algumas horas depois, não será eficaz, pois a criança não irá relacionar a sua infração com o “castigo”. É ainda essencial nunca prometer algo que não vai cumprir. Assim, se disser que vai castigar, deve mesmo castigar. Se não for para cumprir, é melhor não ameaçar.

Tal como o “castigo” é importante para a criança perceber que existem consequências negativas, também é fundamental o oposto quando a criança cumpre. Assim, sempre que a criança prestar atenção e realmente cumprir a ordem dos pais, ela deve ser elogiada logo de seguida, para perceber que existem também consequências positivas quando presta atenção e faz aquilo que os pais pediram.