Como Fazer Para A Vagina Ficar Mais Apertada: 5 Práticas que fortalecem o assoalho pélvico

Revisado por Drª Camille Rocha Risegato. Publicado em 14 de março de 2018

Com o avançar da idade, alguns problemas podem prejudicar o bem estar e a autoestima das mulheres.

Entre eles, podemos citar um problema bem recorrente a elas: o afrouxamento do assoalho pélvico, responsável pelo alargamento do canal vaginal.

Como Fazer Para A Vagina Ficar Mais Apertada

A falta de fortalecimento do assoalho pélvico pode trazer grande desconforto, afetando não só a saúde sexual da mulher, mas também sendo fator decisivo para transtornos maiores – como a incontinência urinária.

Abaixo, você entenderá como esse problema ocorre e conferir dicas de exercícios para deixar a vagina mais apertada.

Primeiramente: o que é o assoalho pélvico?

O assoalho pélvico é composto por 13 músculos, capazes de sustentar os órgãos localizados na cavidade pélvica – bexiga, reto, órgãos reprodutivos femininos e até mesmo a próstata.

A utilidade desses músculos não se restringe apenas às funções sexuais, mas também está fortemente ligada à regulação dos esfíncteres urinários e anal.

O que leva ao alargamento da vagina?

É importante ter em mente que os tecidos que compõe a vagina são constituídos de fibras de colágeno – justamente a estrutura capaz de permitir a elasticidade do aparelho sexual feminino.

Esses tecidos e estruturas começam a sofrer alterações contínuas a partir da puberdade, o que pode danificar as fibras de colágeno, resultando em um músculo flácido.

Confira abaixo os fatores que levam ao afrouxamento do assoalho pélvico:

Depois do Parto

O parto é de longe, o fator mais comum responsável por essa condição. Aproximadamente 70% das mulheres que são vítimas do afrouxamento do assoalho pélvico já passaram por um ou mais partos.

Com o esforço descomunal exercido no parto, as fibras de colágeno naturalmente sofrem um estiramento e não voltam para sua configuração original.

Envelhecimento

O envelhecimento é um processo natural do corpo humano e caminha lado a lado com a menopausa.

É muito comum a baixa de hormônios femininos nessa fase da vida. O estrogênio, responsável por manter a estrutura e a textura correta da pele e dos tecidos, é um deles. Logo, com a baixa na produção desse hormônio, os tecidos da vagina ficam mais flácidos.

Sedentarismo

Como você já sabe, o assoalho pélvico é um conjunto de músculos capaz de dar suporte à grande parte do peso corporal.

Consequentemente, as fibras de colágeno presentes no músculo vaginal acabam sofrendo alterações, resultando em um quadro de hipotrofia – conhecida como insuficiência nutricional.

Tabagismo

O hábito de fumar não afeta apenas os canais respiratórios. As substâncias tóxicas contidas no cigarro podem causar a desidratação das células presentes nesses tecidos. Com isso, a síntese de colágeno é prejudicada.

 Agora que você já está por dentro dos possíveis motivos que levam ao alargamento do canal vaginal, é importante entender as consequências que esse problema traz ao corpo da mulher:

Autoestima

Sabemos que, infelizmente, as mulheres vivem sob pressão de um padrão estético imposto pela sociedade – que não se limita apenas a peso, altura e beleza facial.

A flacidez dos músculos da vagina pode alterar a aparência da vagina e ser a precursora de outros problemas mais delicados.

Com a autoestima baixa, a mulher perde a confiança em si mesma e, assim, o sentimento de impotência fala mais alto.

Vida sexual

Para que o sexo seja agradável (ou prazeroso), é necessário não só dar prazer ao parceiro, mas também sentir prazer.

Entretanto, o prazer se torna algo quase inalcançável quando a mulher enfrenta uma situação delicada como essa.

O alargamento da vagina dificulta o atrito com o pênis na penetração, diminuindo a sensibilidade na hora da transa.

Com a falta de lubrificação e, consequentemente, sentindo dor, fica impossível que ela atinja o orgasmo.

Incontinência Urinária

Apesar das modificações no assoalho pélvico se iniciarem cedo – em torno dos 20 anos –, é a partir de uma certa idade que os problemas se agravam.

O músculo vaginal se encontra tão flácido que uma simples crise de riso ou de tosse é capaz de propiciar o escape de urina.

Ainda que esse processo seja bem comum, muitas mulheres desconhecem o assunto e só percebem o problema tarde demais, quando suas vidas e relacionamentos já foram afetados.

Neste post já vimos que a flacidez vaginal é um processo natural do corpo feminino, mas que, ainda assim, pode causar grandes constrangimentos às mulheres.

É de extrema importância não sentir vergonha em falar sobre o assunto e procurar por ajuda. O ideal é se consultar com um ginecologista para mais informações.

Todavia existem procedimentos – que você mesma pode fazer em casa – que podem ajudar a amenizar o quadro.

Práticas e Tratamentos que pode Fazer Para A Vagina Ficar Mais Apertada

Os procedimentos que auxiliam no fortalecimento do assoalho pélvico podem variar dos mais simples remédios naturais aos mais complexos e trabalhosos – como cirurgias.

Confira a seguir uma lista com os métodos mais eficientes para deixar a sua vagina mais apertada:

Contração da vagina

Exercicio Para Contrair E Apertar A Vagina

Certamente você já contraiu a sua vagina ao tentar segurar a urina, não é mesmo? Bem, o exercício para fortalecimento do assoalho pélvico não é muito diferente disso.

A diferença é que esse exercício pode ser feito ao realizar as tarefas do dia a dia, em qualquer momento. O ideal é contrair a vagina e o ânus, segurar por alguns segundos e soltá-los.

É importante repetir essa sequência por, pelo menos, três vezes.

Pompoarismo

Nascida na Índia e aprimorada na Tailândia, a prática milenar do pompoarismo é uma das mais eficazez no fortalecimento dos músculos vaginais.

Para os exercícios, é necessária a utilização das bolas tailandesas ou benwa — que nada mais são do que um conjunto de bolas ou pêndulos.

Apesar de simples, é necessário ter cautela e ajuda profissional para realizar os exercícios, já que eles podem causar sérias lesões na vagina, se feitos erroneamente.

Gel redutor vaginal

Gel Redutor Vaginal

Facilmente encontrado em sex shops, o gel redutor vaginal é capaz de promover o fortalecimento do canal vaginal, deixando-o mais apertado devido à falta de lubrificação.

Por isso, é necessário que a penetração seja feita com muito cuidado para que a parede da vagina não seja lesionada. O produto não deve ser usado por mulheres que não apresentem alto grau de lubrificação natural.

Eletroestimulação na vagina

Prática utilizada por fisioterapeutas, a eletroestimulação é feita através da indução de impulsos elétricos de baixa frequência nos músculos.

Esses impulsos fazem o músculo se contrair de forma involuntária, simulando a contração natural efetuada pela mulher ao tentar segurar a urina.

Perineoplastia

Por último, mas não menos importante, a perineoplastia é um procedimento cirúrgico comumente utilizado em casos mais graves.

O processo é capaz de reconstruir os músculos do períneo e, consequentemente, reabilitar a elasticidade da vagina.

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Nota: O Educar Saúde não é um prestador de cuidados de saúde. Não podemos responder a perguntas de saúde ou aconselhá-lo nesse sentido.
Autores
Drª Camille Rocha Risegato

Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093

Dra Camille Vitoria Rocha Risegato - CRM SP nº 119093 é formada há 14 anos pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques, Rio de Janeiro.

> Consultar CRM (Fonte: https://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_medicos&Itemid=59)

Dra Camille mudou-se para São Paulo onde realizou e concluiu residência médica em Ginecologia e Obstetrícia (RQE nº 25978) no Centro de Referência de Saúde da Mulher no Hospital Pérola Byington em 2007.

Em 2008 se especializou em Patologia do Trato Genital Inferior nesse mesmo serviço. Ainda fez curso de ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia na Escola Cetrus.

Trabalha em setor público e privado, atendendo atualmente em seu consultório médico particular situado na Avenida Leoncio de Magalhães 1192, no bairro do jardim São Paulo, zona norte de São Paulo.

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Última atualização da página em 12/08/19