Complicações da abdominoplastia

Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 14 dezembro 2018

Seguindo a máxima de que todo procedimento cirúrgico agrega um determinado risco inerente ao processo, a cirurgia plástica denominada abdominoplastia não foge à regra. Desse modo, a remoção do tecido adiposo presente na região abdominal, principal objetivo do método, pode trazer algumas complicações, conforme será exposto a seguir.

fotos da abdominoplastia 12

Seromas

Um dos riscos mais comuns e preocupantes atrelados à abdominoplastia é o aparecimento de seromas, espécies de bolsas de líquido que se formam nas imediações das cicatrizes geradas pela cirurgia. Provocados em virtude da ausência de um curativo apropriado ao término da cirurgia, geralmente esses seromas culminam em processos inflamatórios.

Segundo os especialistas, as chances de surgimento dos seromas são minimizadas quando a abdominoplastia é realizada em conjunto com a lipoaspiração. Neste caso, os vasos sanguíneos presentes na área superior da região abdominal acabam sendo conservados com relação ao contato do cirurgião.

Infecções e necroses

A abdominoplastia também pode acarretar infecções e necroses nas cicatrizes pós-cirúrgicas. Contudo, essas complicações são mais comuns em pessoas que levam um ritmo de vida sedentário, são obesas, ou adeptas do tabagismo. Visando diminuir o índice de risco relacionado aos problemas citados, os indivíduos que se enquadram em alguma das três condições acima passam por um tratamento especial antes de se submeterem à cirurgia.

Abertura dos pontos

Como qualquer ato cirúrgico, a abdominoplastia também está sujeita à abertura dos pontos, o que expõe a região a possíveis infecções. Para evitar que isso aconteça, o paciente deve seguir rigorosamente as orientações médicas quanto ao período pós-cirúrgico.

Dentre as recomendações mais importantes estão o uso da cinta abdominal em período integral ao longo de um mês (deve ser retirada apenas para a realização de necessidades fisiológicas e durante o banho), além do repouso absoluto nos próximos 30 dias posteriores à cirurgia.

No que concerne à fase pós-cirúrgica, o paciente deve ter plena dedicação ao repouso. O processo de cicatrização é relativamente lento, podendo ser concluído apenas após um ano, aproximadamente. Tendo em vista que 70% desse processo é finalizado após cerca de 42 dias, o ideal é que os primeiros exercícios físicos sejam efetuados a partir do 45º dia depois da abdominoplastia.

Mesmo assim, essas atividades devem ser leves. Movimentos que requeiram uma grande dose de esforço, como a natação, devem ser realizados somente depois de quatro meses. Em contrapartida, cabe ressaltar que todos esses prazos são apenas especulações, podendo variar de acordo com a capacidade de recuperação de cada organismo.

Trombose venosa profunda

Dentre todas as complicações tipicamente correlacionadas à abdominoplastia, o risco de trombose venosa profunda é o mais preocupante, uma vez que ele possui um elevado potencial para provocar a morte do paciente.

O teor destrutivo e arrasador dessa complicação se deve à interferência causada por ela no funcionamento de órgãos vitais para a manutenção da vida, principalmente os pulmões e o coração. Como alternativa de prevenção do problema, os médicos costumam recorrer à administração de remédios com função anticoagulante.

Como minimizar os riscos de complicações da abdominoplastia

Para correr o menor risco possível, o paciente deve realizar uma consulta prévia quanto à reputação do cirurgião plástico incumbido de conduzir a cirurgia, bem como do local destinado à mesma. Além disso, um cirurgião experiente detém uma capacidade maior para lidar com complicações durante o procedimento. Afinal, problemas podem acontecer mesmo quando são tomadas todas as precauções.