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Consistência da Alimentação Complementar do Bebê

Publicado em 28/08/2014. Revisado por Drª Gizele Cunha (Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541) a 16 dezembro 2018

A alimentação nos bebês é um factor muito importante do seu desenvolvimento, e nomeadamente a consistência da alimentação complementar do bebê.

Os hábitos alimentares logo desde muito jovens podem influenciar grandemente o desenvolvimento futuro das crianças.

Para além do leite materno, a alimentação complementar poderá também desempenhar um papel preponderante nos referidos hábitos alimentares.

Para além disso, há que ter em conta que o facto de em algumas idades jovens os bebês ainda não terem o seu sistema digestivo suficientemente desenvolvido e maduro. Isto faz com que a digestão de alguns tipos de alimentos possa ser um processo mais difícil e até causar complicações.

Um dos pontos chave na selecção de alimentos a ingerir deverá ser a sua consistência. Em fases mais tenras da idade do bebê, deverá optar-se pela ingestão de alimentos com uma consistência mais macia e alimentos mais moles em geral.

Para além disso, os alimentos devem ser escolhidos também tendo em conta a capacidade de deglutição do bebê.

Igualmente, a frequência de ingestão de alimentos complementares deverá ser adequada ao desenvolvimento da criança, nomeadamente ao seu desenvolvimento neurológico, muscular e fisiológico.

Numa fase mais inicial da vida (após os 6 meses), os bebés deverão comer alimentos complementares mais pastosos (papas, purés e alimentos triturados).

Com o aparecimento dos primeiros dentes, poderá passar-se a introduzir na alimentação do bebé alguns alimentos não tão pastosos mas com texturas macias.

Resumidamente, devemos seguir as seguintes consistências dos alimentos:

  • Consistência pastosa (sem pedaços) – entre os 6 e os 8 meses de idade;
  • Consistência mole (texturas macias) – entre os 9 e os 11 meses de idade;
  • Consistência normal (comidas caseiras normais) – entre os 12 e os 24 meses.

Inicialmente, as refeições complementares deverão ser introduzidas apenas uma vez por dia.

Gradualmente, estas deverão ser aumentadas para até três vezes por dia.

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Autores
Drª Gizele Cunha (Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541)

Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541

A Dra Gizele Ferreira Cunha é Graduada em Medicina pela Universidade de Ribeirão Preto - SP - 2004. Além disso possui:

- Especialização em Alergia e Imunologia Infantil pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP - FMRP - USP) – 2009.

- Especialização em Pneumologia Infantil pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP - FMRP - USP) – 2007.

- Especialização em Pediatria pela Universidade de Ribeirão Preto - 2006 .

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