Consistência da Alimentação Complementar do Bebê

A alimentação nos bebês é um factor muito importante do seu desenvolvimento, e nomeadamente a consistência da alimentação complementar do bebê.

Os hábitos alimentares logo desde muito jovens podem influenciar grandemente o desenvolvimento futuro das crianças.

Para além do leite materno, a alimentação complementar poderá também desempenhar um papel preponderante nos referidos hábitos alimentares.

Para além disso, há que ter em conta que o facto de em algumas idades jovens os bebês ainda não terem o seu sistema digestivo suficientemente desenvolvido e maduro. Isto faz com que a digestão de alguns tipos de alimentos possa ser um processo mais difícil e até causar complicações.

Um dos pontos chave na selecção de alimentos a ingerir deverá ser a sua consistência. Em fases mais tenras da idade do bebê, deverá optar-se pela ingestão de alimentos com uma consistência mais macia e alimentos mais moles em geral.

Para além disso, os alimentos devem ser escolhidos também tendo em conta a capacidade de deglutição do bebê.

Igualmente, a frequência de ingestão de alimentos complementares deverá ser adequada ao desenvolvimento da criança, nomeadamente ao seu desenvolvimento neurológico, muscular e fisiológico.

Numa fase mais inicial da vida (após os 6 meses), os bebés deverão comer alimentos complementares mais pastosos (papas, purés e alimentos triturados).

Com o aparecimento dos primeiros dentes, poderá passar-se a introduzir na alimentação do bebé alguns alimentos não tão pastosos mas com texturas macias.

Resumidamente, devemos seguir as seguintes consistências dos alimentos:

  • Consistência pastosa (sem pedaços) – entre os 6 e os 8 meses de idade;
  • Consistência mole (texturas macias) – entre os 9 e os 11 meses de idade;
  • Consistência normal (comidas caseiras normais) – entre os 12 e os 24 meses.

Inicialmente, as refeições complementares deverão ser introduzidas apenas uma vez por dia.

Gradualmente, estas deverão ser aumentadas para até três vezes por dia.