Constipação

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

A constipação comum é uma infecção das vias aéreas superiores que incluem o nariz, a garganta, os ouvidos e os seios frontais. Também costuma ser designada como uma infecção respiratória superior (URS). Nas pessoas saudáveis, a constipação comum não costuma ser muito grave, não requerendo, por isso, qualquer tratamento especial. Os sintomas da constipação deverão desaparecer passados 7 a 10 dias.

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Causas da constipação:

A causa comum da constipação é um germe designado como vírus. Há centenas de vírus diferentes. Os vírus são contagiosos, o que significa que se podem disseminar facilmente de pessoa para pessoa através da tosse, dos espirros ou pelo simples contacto das mãos. Terá maiores probabilidades de contrair uma constipação durante o inverno e caso se esteja a sentir com bastante stress ou cansado(a). Poderá ser mais fácil ter uma constipação se for fumador(a) ou tiver alergias, como a febre do feno.

Sinais e sintomas de constipação:

Poderá ter alguns dos sintomas seguintes:

Dores de barriga;
Dores corporais e músculos doridos;
Arrepios;
Tosse;
Febre;
Dores de cabeça;
Congestão nasal que costuma caracterizar-se pelo entupimento do nariz;
Falta de apetite;
Olhos avermelhados, aguados e dolorosos;
Corrimento nasal e espirros;
Dor de garganta;
Fadiga.

Diagnóstico:

O diagnóstico é clínico, através da observação dos sintomas que se descreveram

Prevenção – Cuidados a ter:

Lave sempre as mãos depois de assoar o nariz. Evitará assim espalhar a constipação para outras pessoas. Tape a boca ou o nariz sempre que espirrar ou tossir. Não partilhe comida ou bebidas com outras pessoas. Tente manter-se afastado(a) de outras pessoas durante os primeiros 2 a 3 dias da doença. Para evitar ter mais constipações, mantenha-se afastado(a) de locais cheios de pessoas, particularmente no inverno. Faça uma alimentação saudável e nutritiva.

Riscos e Complicações da constipação:

Dificuldade de contenção da doença, com agravamento e eventual evolução para pneumonia.
Aparecimento de lesões de herpes nos lábios

Tratamento da contipação:

Não há cura para doenças virais como a constipação comum. Deverá descansar e beber líquidos. Os antibióticos não têm qualquer efeito no caso de doenças provocadas por vírus. Tome paracetamol para a febre, para as dores de garganta e para as dores corporais. Poderá necessitar de tomar medicamentos para a tosse e para a congestão nasal e eventualmente xaropes para expelir as secreções. Mantenha-se quente e durma o suficiente. Use um humidificador de brisa fresca ou um vaporizador para facilitar a respiração e para descongestionar o nariz. Beba 6 a 8 copos (de tamanho normal) de líquidos quentes ou frios por dia. Caso tenha alguma restrição relativa a líquidos, siga os conselhos do médico.

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Constipação em Crianças

As crianças saudáveis costumam sofrer 4 a 6 constipações por ano. A criança deverá começar a sentir-se melhor passados 3 a 7 dias. Mas poderá continuar a tossir durante mais 2 a 3 semanas.

Causas:
As crianças constipam-se mais facilmente durante o inverno.

Sinais e sintomas:
A criança poderá apresentar alguns ou bastantes dos sintomas seguintes. A forma como a criança se sentirá depende do vírus que provocou a infecção.

Dores de barriga.
Dores corporais e músculos doridos.
Arrepios.
Tosse.
Falta de apetite ou de sede.
Febre
Dores de cabeça.
Congestão nasal que costuma caracterizar-se pelo entupimento do nariz.
Olhos avermelhados
Corrimento nasal e espirros.
Dor de garganta.
Fadiga.

Como se Diagnostica:
O diagnóstico é clínico e não são necessários quaisquer exames

Cuidados a ter:
Ensine a criança a tapar a boca ou o nariz sempre que espirrar ou tossir. Não permita que a criança partilhe alimentos ou bebidas com ninguém. Tente manter a criança afastada das outras pessoas durante os primeiros 2 a 3 dias da doença. Para evitar que a criança apanhe mais constipações, mantenha-a afastada de locais muito povoados, particularmente no Inverno. Alimente a criança com alimentos saudáveis.

Riscos e Complicações:
A constipação não provoca complicações graves.

Tratamentos:
O paracetamol ou o ibuprofeno são medicamentos de venda livre que poderão ajudar a baixar a febre e a diminuir as dores sentidas pela criança. Não dê aspirina à criança. A criança necessitará de estar confortável e de dormir o suficiente. Pergunte ao médico que quantidade de líquidos a criança deverá beber. Mantenha o nariz da criança desimpedido de secreções. Use um humidificador ou um vaporizador para ajudar a criança a respirar melhor.

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Evite as constipações aumentando as suas defesas

Dicas para pôr em prática

– Mantenha o ar dentro de casa com uma certa humidade, porque o ar muito seco provoca irritações das mucosas aéreas.

– Respire pelo nariz e não pela boca para que o ar receba o tratamento adequado, evitando as doenças respiratórias.

– Lave sempre as mãos depois de assoar o nariz.
– Prefira os lenços de papel aos de pano porque estes acumulam mais facilmente os microorganismos.
– Adopte um estilo de vida saudável, praticando exercício físico.

– Evite fumar, pois o fumo destrói a camada protectora das vias respiratórias e aumenta a possibilidade das sobreinfecções.

As constipações são provocadas por vírus – alguns altamente contagiantes – que «atacam» as vias aéreas superiores. Diferem da gripe por esta ser muito mais agressiva e com febres mais altas (39-40 graus). O reforço da imunidade de qualquer um de nós implica, assim, uma dieta equilibrada (alimentação que privilegie os cereais integrais, os legumes frescos e os lacticínios) e pelo exercício físico.

Passa também pela não ingestão de bebidas alcoólicas em excesso porque isto leva a que aumente a perda de calor e, claro, por estar bem agasalhado do frio na rua e até em casa quando esta não está preparada para enfrentar as baixas.

Segundo o António Alvim, clínico geral, uma constipação não implica o recurso ao médico. Contudo, muitos doentes fazem-no porque ficam ansiosos e porque se sentem mesmo mal, com dores no corpo, congestionamento nasal, tosse, etc.

«O papel do médico, nestes casos, é sobretudo assegurar ao doente que se trata de uma doença benigna, autolimitada e que se cura por si própria sem necessidade de medicamentos especiais, para além daqueles que aliviam os sintomas como, por exemplo, o paracetamol, e muito menos antibióticos», explica o nosso interlocutor.

«Os idosos, os doentes e as crianças carecem de uma vigilância maior, até numa constipação. Neste grupo de pessoas é preciso estar atento à possibilidade de poder ocorrer uma sobreinfecção bacteriana, ou seja, sobre a infecção viral vai instalar-se uma infecção bacteriana, como uma sinusite, bronquite ou pneumonia», concretiza António Alvim.

Refira-se que nas crianças as otites podem ser uma complicação frequente. António Alvim alerta ainda para o uso dos descongestionantes nasais: «Só devem ser usados durante dois ou três dias, sob pena de as mucosas ficarem muito secas».

Para além disso, podem «provocar excitação ou subida da tensão arterial», o que os torna desaconselháveis em pessoas já com a tensão alta. «Deve-se recorrer ao soro fisiológico», reforça. Se os sintomas se agravarem então pode estar a ocorrer uma complicação.

«Se o corrimento nasal passar a esverdeado, eventualmente com cheiro, e as dores de cabeça aumentarem é provável que a constipação tenha evoluído para uma sinusite», explica. Uma sinusite é uma infecção bacteriana das cavidades que temos na estrutura óssea da face.

«Quando a pessoa está constipada a ventilação dessas cavidades é impedida o que, a par com o estado inflamatório das mucosas, pode criar condições propícias às sobreinfecções bacterianas», acrescenta António Alvim, relembrando que nestes casos se recomenda a ida ao médico e talvez seja necessário um antibiótico. «Ter sempre o nariz limpo e descongestionado, assoando para fora e não para dentro» pode ajudar a prevenir as complicações.

O contágio da constipação acontece através da transmissão aérea de gotículas da saliva e do ar respirado. O melhor cuidado preventivo é evitar deixar-se arrefecer. E no que toca às sempre presentes receitas antigas – chá de limão, mel, etc. –, António Alvim acredita que «ajudam pela sensação de conforto afectivo que transmitem, mas nada mais do que isso».

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