Consultar um Dermatologista

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Consultar um Dermatologista – “Consulte o dermatologista” é o lema

Numa época em que se multiplica a oferta de serviços, nem sempre praticados por médicos, é fundamental estar atento às habilitações dos profissionais que se procura, defende a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia.

É fundamental ter “sentido crítico” e estar atento às habilitações dos profissionais que se procura. “Uma bata branca nem sempre significa que se está a ser atendido por um médico”, alerta o presidente da SPDV.

A Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) lançou recentemente a campanha de informação “Consulte o dermatologista”. O objectivo passa por alertar o público para a necessidade de recorrer ao especialista adequado, quando se tratam de assuntos relacionados com a pele. No site www.consulteodermatologista.com está disponível informação sobre sinais de alerta, cuidados a ter e as patologias da pele mais frequentes.

Com uma componente interactiva, este permite aos visitantes colocarem as suas dúvidas relacionadas com o tema. As perguntas mais frequentes serão sistematizadas e as respostas, assinadas por dermatologistas, serão disponibilizadas online. “A acne nos adolescentes, o eczema atópico na criança e bebé e as dúvidas relativas aos sinais da pele e à necessidade de excisão cirúrgica, ou não, são algumas das situações frequentes que preocupam as pessoas”, explica o presidente da SPDV, Manuel Marques Gomes. “Para todas elas, o dermatologista tem resposta”, acrescenta.

Segundo um estudo da AC Nielsen, divulgado em Maio de 2009, mais de 70 por cento dos portugueses nunca recorreu a um dermatologista. No entanto, são raras as pessoas que, ao longo da vida, nunca tiveram um problema relacionado com a pele. “Há muitas situações relacionadas com a pele que só o dermatologista sabe reconhecer e tratar”, alerta o professor Marques Gomes. “O recurso a alternativas gera muitas vezes um desperdício de meios financeiros, por parte do utente, e o atraso no diagnóstico correcto da situação e respectivo tratamento”, acrescenta o presidente da SPDV.

São muitas as situações que podem ocorrer e que são da competência do dermatologista.
“A existência de pêlos em excesso pode, por exemplo, ser indicadora de uma disfunção hormonal. As pessoas não deviam recorrer à depilação a laser sem antes procurarem um diagnóstico especializado. Estão a tratar o sintoma e não a causa”, explica o médico. “Outra situação frequente é, por exemplo, a rosácea, muitas vezes interpretada como a ‘asa de borboleta’ característica do lúpus, levando a diagnósticos incorrectos que assustam os doentes desnecessariamente e que o ‘olho treinado’ do dermatologista saberia reconhecer”, afirma o especialista.

RAZÕES PARA CONSULTAR UM DERMATOLOGISTA

• Sinal que se modifica ou aparece de novo
• “Caroços” que surgem na pele
• Ferida que não cicatriza
• Queda de cabelo, localizada ou mais difusa
• Excesso de pêlos
• Alterações das unhas (cor, espessura ou “consistência”)
• Comichão na pele, com ou sem manchas visíveis
• Acne ou rosácea
• Psoríase
• Eczemas e urticárias (alergias na pele)
• Problemas de pele do seu bebé
• Intolerância a cosméticos ou a produtos do ambiente profissional
• Intolerância ao sol
• Herpes recidivante
• Verrugas
• Manchas castanhas, vermelhas ou brancas na pele
• Sinais de envelhecimento da pele
• Pé de atleta e outras micoses
• Pele muito seca ou muito oleosa
• Lesão genital (pénis ou vulva)