Crato

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

A vila do Crato foi arrasada pelos espanhóis nas guerras da Restauração mas do seu esplendor real (aqui casaram D. Manuel e D. João III) ainda restam alguns sinais. Na Praça do Município está a varanda do João Prior, a Igreja Matriz tem um bom conjunto de azulejos, um edifício barroco alberga um modesto museu municipal.

O castelo do Crato está razoavelmente conservado. Ao sair para Nisa (com bem conservado centro histórico, importantes tradições no artesanato e um soberbo miradouro, Nossa Senhora da Graça) passe no Mosteiro da Flor da Rosa, parcialmente transformado em pousada, segundo projecto do arq. Carrilho da Graça. A igreja, despida de tudo, está a ser recuperada.

Pode ainda dar uma volta por Aldeia da Mata, ou a Monte da Pedra mais as suas termas, a Gáfete com com boa arquitectura religiosa, e a Vale do Peso (famosa pelas suas carpas).

A cerca de uma dezena de quilómetros está Alter do Chão, onde persiste o barroco regional, de que que é expoente o Palácio do Álamo. Aí funciona o posto de turismo que lhe dá indicações para situar o Palácio dos Condes de Alter, a Igreja do Senhor Jesus do Outeiro e outro património. Se gosta de cavalos visite a Coudelaria, onde ao longo de séculos se tem apurado a raça do cavalo lusitano. Se gosta de pequenas jóias rurais vá à aldeia de Alter Pedroso. Pode ainda andar 20 km para ver uma das maiores pontes romanas do país, a de Vila Formosa.