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Derrame cerebral – Causas, Sintomas e Prevenção

Publicado em 24/01/2011. Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 14 dezembro 2018

As causas de derrame cerebral estão ligadas à má irrigação do cérebro (isquemia cerebral). Ocorre por estreitamento dos vasos por aterosclerose (a mais frequente), por fragmentos de trombos ou da placa aterosclerótica que migram para o cérebro e prejudicam ou impedem o sangue de chegar a determinada área.

Essa migração é conhecida como embolia. Cerca de 40% dos pacientes que sofrem um acidente vascular encefálico (AVE) podem ter as oclusões principais no sistema vascular situado fora do cérebro – elas ocorrem nas artérias carótidas (veja “Carótida, Estreitamento da”), localizadas no pescoço.

Mais de 25% dos pacientes que sofrem derrames cerebrais apresentam sintomas de alarme, como desvio da boca, queda palpebral, extremidades frias, perda da capacidade de movimentar um membro e falta de firmeza nas mãos.

O tratamento precoce do derrame cerebral poderia evitar danos como paralisia, perda de fala ou da consciência. O AVC ocupa o terceiro lugar como causa de morte nos Estados Unidos, ultrapassado apenas por doenças cardíacas e pelo câncer.

Calcula-se que 350 mil americanos sofram derrames a cada ano, e 200 mil morrem em conseqüência da doença. No Brasil, embora não haja dados atualizados, sabe-se que o índice dessa doença também é alto.

Sintomas de derrame cerebral

Os sintomas mais frequentes são adormecimento ou formigueiro, diminuição ou ausência de sensibilidade, paralisia ou fraqueza nos membros, cegueira unilateral.

Procedimentos | Prevenção

O paciente suspeito de ter isquemia cerebral deve ser inicialmente submetido a exame clínico geral, exame neurológico e exame vascular. Em seguida, deve fazer exames complementares específicos, tais como eletroencefalograma, tomografia computadorizada, ultra-sonografia das artérias carótidas e arteriografia.

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Após a confirmação diagnóstica, é possível aumentar o fluxo sanguíneo cerebral ou remover as placas ateroscleróticas, fontes de êmbolos, por meio de métodos cirúrgicos, de preferência antes que ocorra o derrame cerebral.

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A longo prazo, os resultados deste procedimento são bons, exercendo um papel fundamental na profilaxia do derrame cerebral e também evitando o pesado fardo que estes pacientes e as suas famílias poderiam carregar para o resto das suas vidas.

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Autores
Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692)

Enfermeiro - Coren nº 491692

O Reinaldo Rodrigues formou-se em agosto de 2016, pela Universidade Padre Anchieta, em Jundiai. Fez curso de especialização em APH (Atendimento Pré-Hospitalar), pela escola 22Brasil Treinamentos, em Barueri, curso de 200 horas práticas, com foco em acidentes de trânsito.

Trabalha como Cuidador de Idosos há 5 anos, e possui experiência em aspiração de vias aéreas, banho de aspersão, curativos, tratamento e prevenção de Lesão por Pressão, gerenciamento de Equipe de cuidadores com elaboração de escalas. Treinamento e acompanhamento de cuidadores nas casas dos pacientes.

Também pode encontrar o Reinaldo no Linkedin.

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