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Desenvolvimento do Bebê – 5 Semanas de Gestação

Publicado em 08/08/2014. Revisado por Drª Camille Rocha Risegato (Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093) a 16 dezembro 2018

Quando o feto atinge um mês de gestação, com 5 semanas, o bebê é ainda uma coisa minúscula e pouco definida.

O embrião começa a ganhar uma elevação nas costas que mais tarde se transformará na sua cabeça, e que é nesta altura mais pequena de uma cabeça de alfinete.

O feto ainda está nos primórdios do seu desenvolvimento, tendo ainda um longo caminho pela frente até ao seu nascimento. De seguida poderá conhecer o desenvolvimento do feto com 5 semanas de gestação, e ainda, as alterações sofridas pela gestante.

Desenvolvimento do feto com 5 semanas de gestação

Com 5 semanas de gestação, o feto é ainda um embrião, tendo um tamanho não maior que um grão de arroz. Existem já algumas formações, que irão dar origem aos vários órgãos vitais do bebê.

O coração, órgão essencial para a distribuição de sangue pelo organismo, começa a formar-se por esta altura, tendo ainda um tamanho de uma semente de papoila. Alguns vasos sanguíneos, microscópicos, começam a formar-se, e o sangue já circula entre a mãe e o bebê.

Nesta altura o saco amniótico está já formado, e o embrião já recebe oxigénio através da placenta.

Alterações na grávida com 5 semanas de gravidez

Nesta fase da gravidez, a gestante sente grandes alterações no seu organismo, começando a ter enjoos matinais e muita sonolência. Contudo, estas não são as únicas alterações sofridas pela grávida às 5 semanas de gestação.

As alterações na gestante com 5 semanas de gravidez incluem:

– Por esta altura, é normal a gestante ter enjoos matinais de forma frequente, podendo tornar-se bastante desagradável. Existem remédios específicos que podem ser tomados pelas grávidas, mediante prescrição médica, ou então, pode mascar alguns pedaços pequenos de gengibre logo que acorda para aliviar a sensação de enjoo.

– A gestante começa a sentir-se muito sonolenta e excessivamente cansada, o que torna essencial o descanso frequente para recuperar. Este cansaço é explicando pelo aumento do ritmo respiratório e cardíaco da grávida, de modo a enviar oxigénio para o bebê em formação.

O volume de sangue aumenta, de modo a encher os novos vasos sanguíneos do bebê e da placenta.

– Também o metabolismo da gestante aumenta, pois além do organismo trabalhar para se manter em funcionamento, tem agora também de trabalhar para formar um novo ser.

– Com o aumento do metabolismo, é normal que a grávida sinta mais fome. Contudo, nesta fase são necessários alguns cuidados de modo a não ter uma alimentação desregrada, que leve a um aumento excessivo de peso e ao possível aparecimento mais tarde da diabetes gestacional.

Deve assim ter uma alimentação nutritiva e equilibrada, onde sejam evitados alimentos ricos em gorduras e açúcares, mas também alimentos processados e bebidas alcoólicas. A alimentação da grávida deve ser cuidada e balanceada, pois tudo o que a mãe come irá acabar por chegar ao feto em desenvolvimento.

Dessa forma, prefira uma alimentação baseada em frutas, cereais integrais, peixe e carnes pouco gordas, legumes cozidos e lacticínios desnatados. Deve também beber muita água, de modo a manter-se hidratada.

– É por esta altura que a grávida começa a sentir repugnância a cheiros e a determinados alimentos, podendo ocorrer a qualquer altura, especialmente ao acordar. Juntamente com os chamados “desejos” por alimentos e sabores estranhos, estas alterações de sabor e de cheiro estão ligadas às alterações hormonais.

– Apesar de nesta fase ainda não se notar muito, o útero da grávida começa a expandir-se.

– Quanto às alterações emocionais sofridas pela grávida nesta fase da gestação, podem destacar-se o nervosismo, a ansiedade e a sensibilidade. Estas alterações explicam-se pelas alterações hormonais.

É por isso fundamental conversar com o seu parceiro a explicar estas alterações e o porquê de elas acontecerem, de modo a compreender e a ajudá-la a ultrapassar da melhor maneira esta fase da gravidez.

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Autores
Drª Camille Rocha Risegato (Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093)

Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093

Dra Camille Vitoria Rocha Risegato - CRM SP nº 119093 é formada há 14 anos pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques, Rio de Janeiro.

Dra Camille mudou se para São Paulo onde realizou e concluiu residência médica em Ginecologia e Obstetrícia (RQE nº 25978) no Centro de Referência de Saúde da Mulher no Hospital Pérola Byington em 2007.

Em 2008 se especializou em Patologia do Trato Genital Inferior nesse mesmo serviço. Ainda fez curso de ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia na Escola Cetrus.

Trabalha em setor público e privado, atendendo atualmente em seu consultório médico particular situado na Avenida Leoncio de Magalhães 1192, no bairro do jardim São Paulo, zona norte de São Paulo.

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