-->Diagnóstico do Cancro do Pulmão - Formas de Diagnostico

Diagnóstico do Cancro do Pulmão

Publicado em 27/11/2010. Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 12 dezembro 2018

Diagnóstico do Cancro do Pulmão – Formas de Diagnostico

Numa percentagem significativa de casos, o cancro do pulmão é clinicamente silencioso. Estima-se que 25 por cento dos doentes com cancro do pulmão não tem quaisquer sintomas na altura do diagnóstico. Muitas vezes trata-se de um achado incidental numa radiografia torácica de rotina, por exemplo para avaliação pré-operatória de outra patologia ou por obrigatoriedade laboral.

Uma alteração radiológica passível de ser neoplasia do pulmão em doente assintomático pode ser uma janela de oportunidade para uma abordagem curativa.

A larga maioria dos doentes com cancro do pulmão (75 por cento) tem sintomas à data do diagnóstico. Os sintomas podem surgir por crescimento local, extensão regional, metastização e efeito para-neoplásico.

O crescimento local de tumor do pulmão leva, habitualmente, a tosse, hemoptise, dor torácica e dispneia. A tosse é a manifestação inicial mais comum, estando presente em 50-75 por cento dos doentes, particularmente nos carcinomas de localização central. O aparecimento de tosse de novo ou a alteração das suas características habituais deve ser considerado um sinal de alarme e levantar a suspeita de cancro.

A expectoração hemoptóica ou hemoptise está presente em 25-50 por cento das neoplasias pulmonares, sobretudo nas de localização central. É alarmante para os doentes. O mais comum é ocorrerem episódios repetidos de hemoptise de pequeno volume do que uma hemoptise maciça.

A dor torácica ocorre na apresentação clínica de 25 por cento dos doentes com cancro do pulmão. O parênquima pulmonar não possui fibras nervosas sensitivas, por isso a presença de dor implica compressão, invasão ou metastização de outras estruturas ou órgãos.

A dor é mais frequente no hemitórax que contém o tumor e pode ter características muito variáveis. Dor intensa e persistente pode ser compatível com invasão da pleura parietal, parede torácica ou mediastino. Pode surgir dor também por metastização óssea (costelas, vértebras), pneumonia obstrutiva ou tromboembolia pulmonar relacionadas com a neoplasia.

A dispneia existe em 25 por cento dos doentes com neoplasia pulmonar na altura do diagnóstico. Pode surgir por obstrução extrínseca ou intrínseca das vias aéreas, pneumonia obstrutiva, atelectasia, derrame pleural, linfangite carcinomatosa, embolia pulmonar, pneumotórax ou derrame pericárdico.

A obstrução parcial de um brônquio pode provocar pieira ou sibilo localizado à área dependente do mesmo. A presença de estridor sugere obstrução das grandes vias aéreas (laringe, traqueia ou brônquios principais).

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Autores
Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692)

Enfermeiro - Coren nº 491692

O Reinaldo Rodrigues formou-se em agosto de 2016, pela Universidade Padre Anchieta, em Jundiai. Fez curso de especialização em APH (Atendimento Pré-Hospitalar), pela escola 22Brasil Treinamentos, em Barueri, curso de 200 horas práticas, com foco em acidentes de trânsito.

Trabalha como Cuidador de Idosos há 5 anos, e possui experiência em aspiração de vias aéreas, banho de aspersão, curativos, tratamento e prevenção de Lesão por Pressão, gerenciamento de Equipe de cuidadores com elaboração de escalas. Treinamento e acompanhamento de cuidadores nas casas dos pacientes.

Também pode encontrar o Reinaldo no Linkedin.