Difenciprona

Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 14 dezembro 2018

A difenciprona é um hipersensibilizante cutâneo usado como tratamento em imunoterapia tópica principalmente em alopecia areata universal, entre outras, e em verrugas reocorrentes de origem viral.

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A difenciprona tem sido usada em diversos tipos de alopécia incluindo aerata, totalis e universalis com diferentes resultados em adultos e crianças.

A indução de uma reação de hipersensibilidade tardia (tipo IV) após a aplicação da difenciprona parece ser a parte integral responsável pelo sucesso do tratamento, e a repilação do couro cabeludo.

A sensibilização é obtida, aplicando uma solução de difenciprona a 2% em acetona em uma pequena área do couro cabeludo.

Caso a sensibilização não seja adequada é necessário realizar nova aplicação com oclusão plástica.

Após sensibilização, a solução de DPCP deve ser aplicada semanalmente em concentrações gradualmente aumentadas de 0,01 até 2%, objetivando encontrar a concentração ideal (a menor possível) da solução suficiente para produzir eritema e pruridos por 36 horas pós-terapia.

Somente um lado do couro cabeludo deve ser tratado até que a concentração ótima da solução seja encontrada.

Em um estudo realizado por Van der Steen e col., 139 pacientes com alopecia areata severa foram tratados com DPCP durante um ano.

Os resultados em 50,4% dos pacientes tratados foi excelente (total recrescimento capilar nas áreas afetadas) ou satisfatória (somente poucos pontos calvos remanescentes).

Fotos de alopecia areata antes e depois

Na alopecia areata severa a resposta ao tratamento com DPCP está em torno de 50 a 60%. O principal fator que influencia os resultados é a extensão da perda capilar.

No tratamento da alopécia total e alopécia universal, a porcentagem de sucesso do tratamento foi somente de 25%. A taxa de resposta ao tratamento é baixa em pacientes com longa duração da doença antes da terapia.

Os Resultados podem ser observados em oito semanas e a duração do tratamento é de 14 semanas, podendo ser estendido a 24 semanas.

A difenciprona é considerada livre de efeitos adversos sérios, entretanto, alguns pacientes não toleram a reação de indução e há relatos de casos de urticária generalizada.

Em verrugas virais, a difenciprona tem sido usada com bastante sucesso. Em um trabalho de 1999 publicado no British Journal of Dermatology, os autores descreveram o tratamento de 60 pacientes com verrugas virais digitais ou plantares.

Nesse estudo 42 dos 60 pacientes – 2 – IT_Difenciprona_17/05/10 foram bem sucedidos no tratamento com difenciprona em solução a 2% inicialmente e depois com soluções de 0,01 – 6%.

Indicações da difenciprona: como imunoterapia, em alopécia aerata e verrugas virais.
Posologia da difenciprona: encontra-se na literatura o uso de soluções a 2% inicialmente.

Após a sensibilização inicial, continua-se o tratamento com aplicações de soluções mais baixas como 0,01%, aumentando-se essa porcentagem gradualmente até alcançar concentrações de 2% novamente. São realizadas aplicações semanais no local.

Precauções: os pacientes são aconselhados a evitar exposição à luz no couro cabeludo por 48 horas, já que a luz degrada a substância química.

Também se recomenda aos pacientes para não lavarem o couro cabeludo por 48 horas.

Reações adversas: poucos casos de reação adversa foram relatados em tratamentos com a difenciprona. Entretanto, alguns pacientes desenvolveram um quadro de urticária generalizado após aplicação da solução com difenciprona.

Deve-se alertar o paciente ou a pessoa que está aplicando a solução para o uso de luvas durante a aplicação. Desenvolvimento de possíveis coceiras (Leia: Coceira Vaginal).

Os efeitos adversos incluem linfadenopatia cervical e alterações pigmentares. Desenvolveu-se vitiligo no ponto de aplicação em 6,7% a 7,5% dos pacientes.

Relatou-se leucodermia transitória em uma área distante não tratada.

Dos pacientes que desenvolveram vitiligo, 31% (4 de 13) tinham história de vitiligo. Somente 0,75% dos pacientes desenvolveram hiperpigmentação.

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Foi descrita discromia em confete (hiperpigmentação, hipopigmentação) como efeito adverso da difenciprona e ocorreu em 1,6% de 243 pacientes tratados.

Efeitos adversos menos comuns incluem erupções como eritema multiforme e urticária, que foram relatadas em 3 pacientes.

Sugestão de fórmula:

Solução de Difenciprona a 2%
Difenciprona………………………………………….0,6g
Acetona………………………………………………qsp 30mL

Nome químico: 2,3 Difenil-2-ciclopropen-1-one; 1,2 difenilciclopropenone
Sinonímia: Difenilciclopropenona, DPC, DPCP.
Formula Molecular: C15H10O
Peso Molecular: 206.24
CAS Nº.: 886-38-4

Referências Bibliográficas

Martindale, The Extra Pharmacopeia. 33rd Edition. Pharmaceutical Press. London, 2002.
BUCKLEY, D.A. Recalcitrant Viral Warts treated by diphenylcyclopropenone immunotherapy. Br. J. Dermatol 1999.