Dilma Rousseff

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

Dilma Vana Rousseff nasceu em Belo Horizonte, a 14 de Dezembro de 1947. Filha de um advogado e empresário búlgaro, Pétar Rússeve e uma professora, Dilma Jane Coimbra Silva. Rússev e Dilma tiveram três filhos, Dilma Vana, Zana Lúcia e Igor. Contudo, Zana Lúcia acabaria por falecer cedo, em 1976. O pai de Dilma prosperou no mercado da construção e da venda de imóveis e quando faleceu, em 1962, deixou de herança cerca de 15 imóveis.

Dilma Rousseff Antes e Depois

Em 1967, então com 17 anos, Dilma Rousseff ingressou no Colégio Estadual Central. Foi nessa escola, que Dilma iniciou a sua educação política, incentivada pelo fervoroso movimento estudantil que se vivia na altura. No mesmo ano, juntou-se à Política Operária (POLOP). Na POLOP, Dilma acabou por integrar a ala mais radical, que defendia a luta armada contra o regime militar. Este grupo formou depois o Comando de Libertação Nacional (COLINA). Segundo Apolo Heringer, professor de Dilma no secundário e dirigente da COLINA, foi o livro Revolução na Revolução, do revolucionário de origem francesa Régis Debray, que a levou a optar pela via da luta armada.

Foi no contexto revolucionário, que Dilma conheceu Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, com quem se casou, em 1967. Cláudio Galeno era jornalista, cinco anos mais velho e também integrava a POLOP. Contudo, o casamento durou pouco tempo. Em 1969, Dilma e Galeano eram figuras destacadas do COLINA de Minas Gerais e a perseguição policial obrigava a que dormissem todas as noites em locais diferentes. A persistência da perseguição, fez com que ambos tivessem que se mudar para o Rio de Janeiro. Apesar de nessa altura, Dilma ter somente 21 anos, as suas capacidades de liderança e a sua capacidade de se impor já eram notadas. No seu período de clandestinidade no Rio de Janeiro, ela participou sobretudo em reuniões, ajudando também no transporte de armas e dinheiro.

Foi no período de clandestinidade, que Dilma Rousseff conheceu Carlos Franklin Paixão de Araújo, um advogado por quem se acabaria por apaixonar. Galeano aceitou a separação, e Dilma iniciou uma relação de longa duração com Carlos Araújo. Em 1969, o COLINA fundiu-se com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), encabeçada por Carlos Lamarca. A nova organização, intitulada VAR-Palmares, tinha como premissa fundamental a tomada do poder e a construção de uma sociedade socialista no Brasil. Apesar de várias fontes indicarem que Dilma era o grande cérebro pode detrás da VAR-Palmares, outros destacados dirigentes da organização afirmam, que ela não tinha um papel de grande relevância.

Em 1970, após uma série de detenções de militantes da VPR, Dilma Rousseff também acabou por ser capturada. Foi então encaminhada para a Operação Bandeirante, a famigerada Oban. Ali foi torturada durante 22 e dois dias consecutivos. Outras prisioneiras relataram posteriormente algumas das torturas que foram infligidas a Dilma, como choques elétricos, socos e pau-de-arara. Apesar de condenada inicialmente a seis anos, viu a sua pena reduzida, cumprindo apenas três.

Depois de sair da prisão, Dilma viu-se impedida de prosseguir os estudos na Universidade Federal de Minas Gerais, o que a levou a matricular-se na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Conseguiu terminar a sua licenciatura em Economia em 1977, tendo nascido um ano antes a sua única filha, Paula Rousseff Araújo.

Entre 1985 e 1989, Dilma Rousseff foi acumulando cargos públicos. Sendo de destacar o cargo de Diretora-Geral da Câmara Municipal de Porto Alegre, que ocupou em 1989. Todavia, foi despedida do cargo, por chegar atrasada de forma continuada. Em 1990 foi eleita Presidente daFundação de Economia e Estatística (FEE), função que ocupou até 1993, altura em que foi nomeada Secretária de Energia, Minas e Comunicações. A sua nomeação para esse cargo deveu-se à forte influência do seu marido e do seulobby político. Em 1994, Dilma descobriu uma traição do marido, que iria ter um filho de outra mulher e abandonou o cargo, separando-me também de Carlos Araújo. Os dois reconciliaram-se em 1996, mas em 2000 acabaram por divorciar-se definitivamente, pondo fim a uma relação que durou mais de trinta anos.

Perto do final de 2001, Lula da Silva conheceu Dilma Rousseff e a primeira impressão foi tão boa, que ponderou de imediato escolhê-la para Ministra de Minas e Energia caso ganhasse as eleições. Com a vitória de Lula da Silva, este desígnio viria a cumprir-se. Enquanto ocupou o cargo, Dilma foi várias vezes notícia pelo seu feitio difícil e pelas discussões constantes com membros da sua equipa governamental.

Após a saída de José Dirceu, devido ao escândalo do “Mensalão”, Dilma Rousseff foi escolhida como Chefe da Casa Civil. A coragem e os conhecimentos técnicos que demonstrou como ministra, impressionaram Lula da Silva, que resolveu conceder-lhe um cargo de maior importância. No seu novo cargo, Dilma Rousseff teve a responsabilidade de desenvolver o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), considerado essencial para o desenvolvimento económico do Brasil.

A partir de 2007, Dilma começou a ser apontada pela imprensa internacional como potencial sucessora de Lula da Silva. Este, resolveu testar a popularidade de Dilma, tornando-a a sua super-ministra e aumentando a sua exposição mediática. Em 2009, vários setores da sociedade brasileira acusaram Lula e Dilma de estarem a fazer uma campanha eleitoral prolongada. A sua ascensão foi ensombrada em 2009, quando lhe foi diagnosticado um linfoma (cancro no sistema linfático). Após vários meses de tratamento, com sessões de radioterapia e de quimioterapia, foi declarada curada em Setembro do mesmo ano.

Foi sem surpresa, que a candidatura de Dilma à Presidência foi oficializada a 13 de Junho de 2010. A campanha eleitoral foi marcada pela polémica do suposto dossier, criado pelos coordenadores da campanha de Dilma, contra o seu principal opositor José Serra. As eleições realizaram-se a 31 de Outubro de 2010, e Dilma Rousseff tornou-se a primeira mulher a ser eleita presidente do Brasil. A sua vitória não deixou margem para dúvidas, tendo obtido mais de 56% dos votos válidos. No primeiro dia de 2011, Dilma tomou oficialmente posse. No seu discurso, fez questão de demonstrar o seu desejo de eliminar a pobreza e conseguir com que todos os brasileiros tenham oportunidades.

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