Doenças da mãe que podem afectar o futuro bebé

Doenças da mãe que podem afectar o futuro bebé – Enquanto se formam os órgãos do futuro bebé, é preciso tomar todas as precauções. Estes cuidados contam-se desde a fecundação até à oitava semana de gravidez – ou décima, se contar da data do último período.

A partir daí, o feto começa a crescer e a aperfeiçoar-se. As infecções não controladas pelos médicos, e que aparecem nestas primeiras semanas, podem afectar a formação dos órgãos e, por isso, ser muito graves (embora também possam ser perigosas depois da oitava semana).

Os especialistas insistem em que o ideal é planificar a gravidez e tratar de considerar-se já grávida desde o primeiro momento em que decide ter um bebé. No caso da mulher sofrer de alguma infecção, deverá esperar até estar completamente restabelecida. Também, antes de procurar ficar grávida, aconselha-se que se vacine contra a rubéola, e contra a gripe.

Outras recomendações básicas, são o comer de forma equilibrada sem deixar de fora nenhum tipo de alimento, tomar um suplemento de ácido fólico, não beber álcool, reduzir ou eliminar o consumo de tabaco e não se auto-medicar. Se o ginecologista vigiar a gravidez, não precisa de se preocupar.

Daí a importância de se dirigir ao especialista quando tiver a primeira falta. Uma das primeiras provas a fazer, é conhecer o estado imunológico da gestante, através de uma análise ao sangue. No caso de se detectar alguma infecção, prescreve-se o tratamento necessário para que a saúde da mãe e do filho esteja em boas condições.

RUBÉOLA CITOMEGALOVÍRUS HERPES SIMPLES TAXOPLASMOSE

A SUA ORIGEM:

 

É uma infecção viral que se transmite pelo ar através das secreções nasofaríngeas. Tem um período de incubação de 14 a 20 dias e contagia o feto através da placenta.  É um vírus que se aloja no colo do útero e é o causador desta doença. Pode contagiar-se através de transmissão sexual, mas também pode estar no organismo e não chegar a produzir sintomas nem contagiar o feto.  Trata-se de uma doença de transmissão sexual causada por um vírus que se aloja no colo do útero.  É causada pelo agente toxoplasma godii. A sua frequência varia de uns países para outros, segundo o nível social e higiénico. Adquire-se através do leite de cabra não pasteurizado, carne crua ou pouco cozinhada, ou por manipular materiais contaminados por fezes de felinos. Os gatos são os agentes transmissores, mas também pode ser transmitida através de outros animais contaminados. 

CONSEQUÊNCIAS:

 

Se a mãe tiver rubéola antes da décima primeira semana de gravidez, em cerca de 90% causa malformações no feto. Além destas alterações (cataratas, cardiopatias, atraso mental…), pode até provocar a morte fetal.  Pode provocar abortos repetidos, morte fetal e lesões no sistema nervoso do feto.  O maior risco para o feto está no momento do parto, pois pode causar cegueira.  Abortos repetidos, partos prematuros, fetos com baixo peso e alterações no feto (lesões cerebrais, como hidrocefalia e problemas de visão). As lesões são maiores se se produzirem no primeiro trimestre de gravidez. 

DIAGNÓSTICO:

 

Através de uma análise ao sangue. Os primeiros sintomas são os de uma constipação ou secreções na garganta e no nariz.
 
Através de uma análise de sangue pode comprovar-se a presença de anticorpos. Seguidamente, é preciso fazer uma cultura. Pode produzir uma infecção local e fluxo abundante de cor esbranquiçada. Também é possível que origine fadiga, mal-estar geral, febre e perda de apetite.  Normalmente detecta-se devido às vesículas que aparecem nos genitais.  Por análises de sangue. Não tem nenhum sintoma aparente. 

PREVENÇÃO:

 

A única arma é a vacinação. As mulheres que desejam ter um filho e não estão vacinadas, devem sê-lo o mais depressa possível. Como precaução, devem evitar ficar grávidas nos três a seis meses seguintes.  É difícil tomar medidas preventivas.  Ao descobrir a infecção, o ginecologista determina que o nascimento do bebé se faça através de cesariana.  Não se deve consumir carne crua ou mal passada – deve-se cozinhar acima dos 60 graus-, ou vegetais e frutas que não estejam bem lavados. Se se tiverem animais, tem de se evitar o contacto com os seus excrementos. Convém lavar bem as mãos antes de cada refeição, sobretudo se tiver manipulado carne crua. Cuidado ao utilizar talheres sem os lavar e que tenham estado em contacto com a carne crua. 

TRATAMENTO:

Tem de ser preventivo, para evitar repercussões. Existem produtos farmacêuticos para combater os sintomas.  Podem-se receitar medicamentos para combater o vírus, que não produzam efeitos secundários no feto.  Antibióticos e sulfamidas, assim como manter as medidas de higiene. Em Portugal, os casos que surgem, acontecem a maior parte das vezes em zonas rurais.