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Drogas: um mal que atinge toda a família

Publicado em 08/06/2010. Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Caminho com volta – Drogas: um mal que atinge toda a família

A personagem vivida pela atriz Sandra Bullock no filme “28 dias” não via omo um problema o excesso de bebidas alcoólicas que ingeria. Após dirigir embriagada e bater o carro, em plena festa de casamento de sua irmã, ela percebeu o quanto era dependente do álcool e como sua vida havia tomado um caminho completamente diferente do planejado. Disposta a mudar, aceitou o tratamento de 28 dias em uma clínica, ensinando uma grande lição: a importância de pedir ajuda quando não é possível abandonar o vício sozinho.

Um dia para dizer não
No próximo dia 26, será comemorado o Dia Internacional de Combate às Drogas, data que estimula o debate sobre esse problema que afeta a sociedade. O uso desses tipos de substâncias, capazes de alterar as sensações, é antigo; acredita-se que desde a época dos homens das cavernas era recorrente as suas utilizações. Porém, com o passar dos anos, o número de usuários e a quantidade consumida só apresentam crescimento e a epidemia parece estar longe de ser sanada.

Segundo o psicólogo da Clínica Lema: Vida e Saúde, Marcos Antonio Man-fredini, existem três classificações de drogas: as estimulantes como cocaína, nicotina e cafeína; depressoras como o álcool e os calmantes; e deturpadoras como a maconha e o LSD. “No início, o usuário busca o prazer, depois que vicia recorre à droga para não sentir o desprazer”, explica.

Problema mundial
A ONU – Organização das Nações Unidas, afirma que o tráfico movimenta U$ 400 bilhões por ano e se tornou uma ameaça global. O relatório do Departamento Internacional de Controle de Narcóticos da ONU trilhou o mapa da droga e apontou que a maior parte vem da América Central e do Caribe.

Na América do Sul houve uma diminuição do nível de produção, mas a Venezuela se tornou uma grande exportadora, inclusive para o Brasil. De acordo com a Organização, mais de 5% dos estudantes brasileiros do Ensino Médio já fizeram uso de drogas.

Abismo crucial
De acordo com Manfredini, a dependência química ocorre em três esferas. Num primeiro momento, o usuário desenvolve uma tolerância ao consumo, fazendo com que precise aumentar sempre as doses. Após essa fase, seus pensamentos giram em torno da droga – ou do desejo de experimentar mais ou até de parar; e por fim, a destruição da vida social.

O vício pode ser estabelecido sob diversos aspectos, dentre eles estão o fator genético e os problemas psicológicos, ambientais e psiquiátricos. “A doença é caracterizada por ser multifatorial, ou seja, dois ou mais destes elementos”, ressalta.

No caso do fator genético, há uma predisposição para o desenvolvimento da doença. No psicológico, o indivíduo cresceu num lugar marcado por brigas ou até sofreu algum abuso. Já no am-biental, ele conviveu num lar em que era comum o uso, enquanto no psiquiátrico, a pessoa tem ou está desenvolvendo uma patologia como a Depressão e procura na droga a solução.

Convívio
O especialista afirma que a participação da família na trajetória é fundamental, aumentando, consideravelmente, as chances de sucesso no tratamento. É preciso ficar atento às mudanças de comportamento de entes queridos e, caso não saiba lidar com a situação, faça como a personagem da história e procure ajuda.

Clínica Lema: Vida e Saúde – R. Pe. Estevão Pernet, 160 – Cj. 408 – F: 2093.5233

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