Egipto

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018 - Publicado a 16 de julho de 2010

Viajar para o Egipto – Quando o Egipto não é miragem!

Não será por acaso que o Egipto é um dos destinos mais procurados pelos portugueses para fazer turismo, mesmo que seja fora da época em que mais se viaja, o Verão. É que este país é um destino que dá para ser vivido durante todo o ano, seja Outono, Inverno ou Primavera, devido às suas temperaturas sempre quentes. O Verão é, aliás, o período do ano em que deve ser evitado devido ao calor que por lá faz.

Preparar uma viagem ao Egipto não é difícil, basta ultrapassar a indecisão quanto ao programa pretendido – dependendo do que se quer conhecer – e marcar passagens. Porque quando se fala de Egipto há muito mais para se ver e visitar do que nos é dado a pensar. Basta consultar um guia – peça fundamental para organizar o roteiro – e ver que existe de tudo Mediterrâneo, deserto, história e Nilo.

Cairo. A capital é um mundo que deixa o turista fascinado. Uma cidade gigantesca e que pode ser visitada a pé sem qualquer problema e que tem tanto para ver. Refira-se que o Egipto é um país muito seguro, onde o turista nunca se sente ameaçado, desde que se habitue às vozes altas, à pressão para negociar e saiba dizer não no momento certo. Designadamente quando entra nos mercados e inicia uma discussão sobre preços…

Passear no Cairo exige muito do visitante um passeio de feluca no rio Nilo ao entardecer; percorrer as movimentadas avenidas do centro; passar várias horas dentro do Museu do Cairo; admirar centenas monumentos e, principalmente, apreciar o seu cosmopolitismo. Imperdível é uma ida até ao planalto de Gisé e entrar numa das três pirâmides, ver a esfinge e olhar o deserto até Sakara.

Nilo. Outro programa indispensável é navegar no rio Nilo. Aí repousam milhares de anos de história e outros tantos milhares de monumentos que fascinam o turista. Três dias é o mínimo exigido para apreciar o verdadeiro espírito egípcio. Ao terminar a «excursão» em Luxor, a opção correcta – se tiver tempo – é conhecer os oásis de Bahariya, Dakla e Farafra. Se puder, vá mais longe e descubra o oásis de Siwa e a maravilhosa Alexandria.

Sabia que…
A ressurreição do rei como deus na vida depois da morte, foi um ponto de doutrina inabalável ao longo da história do Antigo Egipto. Não está ainda desvendado o que a morte significava para os egípcios, mas os indícios sugerem que os familiares e os servos do rei esperavam juntar-se a ele, bem como as restantes pessoas, que continuavam a ter a esperança de partirem também para a outra vida. Ao escavarem um conjunto de túmulos modestos no deserto a norte de Sakara, uma equipa de arqueólogos do Instituto Checo de Egiptologia em Praga, descobriu recipientes de cerâmica que se pensa tratarem-se de vasos. Deixadas como ofertas votivas, estão cheios de lama fértil negra, a promessa de ressureição depositada todas as primaveras pelas marés do Nilo. “Os pobres devem ter tido as mesmas sensações e expectativas que os ricos e poderosos,” revela Ladislav Bares, um membro da equipa checa. “É como um carpinteiro e um arcebispo hoje em dia. Adoram o mesmo deus, mas a sofisticação das suas crenças é diferente.”
– A. R. Williams