Episiotomia: incisão realizada no períneo

Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 12 dezembro 2018

A episiotomia é uma incisão realizada no períneo (com uma tesoura cirúrgica), durante a fase final do trabalho de parto, com o objetivo de evitar lacerações (provocadas pela passagem da cabeça do bebê pelo canal de nascimento), facilitando o parto.

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Pensa-se que, uma incisão artificial, por ser mais exata é de posterior cicatrização mais fácil, além de que o médico ou parteira podem direcionar a incisão no sentido lateral contrário À direcção do ânus.

Mulheres que não são sujeitas a uma episiotomia correm o risco de ficar com lesões mais extensas, mais irregulares ( logo de mais difícil cicatrização), e a localização da lesão pode não ser a mais conveniente, por exemplo, se for na direcção do ânus.

Recorre-se à episiotomia quando um bebê se apresenta de nádegas ou se for prematuro ou se estiver a entrar em sofrimento ou quando tem a cabeça grande.

Pode também ser necessária se a pele em volta da abertura vaginal não for suficientemente elástica.

Uma episiotomia não envolve dor, poderá eventualmente ser administrada uma anestesia local, mas na maior parte dos casos não há tempo para esse procedimento.

De qualquer forma, é completamente indolor, uma vez que a tensão a que os tecidos estão sujeitos é de tal maneira grande que inibe a sensibilidade.

Durante o pico de uma contracção é-lhe feito um pequeno corte a partir da base da vagina, inclinado ligeiramente para um dos lados. Os pontos podem ser bastantes e demorar algum tempo uma vez que é necessário coser várias camadas de pele e de músculos.

Essa parte pode ser dolorosa, pelo que, caso comece a sentir qualquer dor, diga-o ao médico, que (teoricamente) lhe administrará uma pequena dose de anestesia local.

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