Escrever textos – Afinal o que é escrever?

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Afinal o que é escrever? Escrever textos é Transpor os nossos sentimentos e formas de encarar o mundo. É libertar o espírito e apaixonar-se. É pegar numa folha de papel e numa caneta e colocar tudo aquilo que nos vem à mente, sem a preocupação do sentido.

Escrever é como tocar o céu por breves instantes e poder perceber que se está vivo, poder gritar ao mundo o quanto o amamos. É perceber que nessa mancha branca não se encontram apenas palavras, é o espírito, é a dedicação e o amor de alguém. Diria que escrever é viajar no comboio da nossa imaginação, é poder voar mais além e conhecer novos mundos dentro de si mesmo.

Será que estamos dispostos a conhecer-nos?

Peguemos nas ideias, toquemos no lápis mais próximo e experimentemos por momentos soltar os nossos senti-mentos. Como se a nossa mão ganhasse “asas” e o espírito voasse para além dos céus. Sentiremos decerto essa paz única que o som das palavras ao cair podem explicar-nos.

Queremos voar, queremos ser livres? Podemos fazê-lo de tantas maneiras!

Não precisamos de lutar com os outros, nem de disputar nada com ninguém, basta que saibamos procurar aquilo que nos faz felizes. E por vezes, a felicidade consiste numa simples folha de papel com palavras escritas…

Será que conseguimos entender?

Naqueles momentos em que o pensamento for mais rápido que a mão, sentiremos a paixão de cada palavra e a brisa ligeira das frases.

Sentiremos que em nós existe somente amor, e que o ódio deixou solto o nosso grito, finalmente escutado por alguém.

Então perceberemos que a nossa «mensagem» foi transmitida e o nosso coração começará nessa busca constante por aquilo que nos torna felizes.

Muitas vezes não importa aquilo que escrevemos, nem se o fazemos da melhor maneira, importa sim aquilo que os outros leram em nós, porque é a escrita que nos lê.

Mesmo que ninguém possa escutar-nos , saberemos que estará numa folha de papel tudo aquilo que sentimos, aquilo em que acreditamos, aquilo que nos torna humanos. Entendem? Tudo não passa de um gesto de liberdade, de um grito profundo vindo do interior da nossa alma.

É por isso que dentro de vós deve existir essa vontade de aceitar o convite da caneta para tocar suavemente o papel. Nesse momento poderemos perceber o quanto são importantes para nós, esses breves instantes, de imaginação em viagem pelo nosso próprio coração.

Peço-vos, portanto, que deixem as janelas abertas para os sentimentos que caem levemente em cada folha de papel.