Estatuto social

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

A classe social pode ser um assunto melindroso, mas abundam as provas de que as pessoas com um estatuto social mais elevado ou com um cargo mais categorizado vivem mais tempo. Chama-se Síndrome do Estatuto e, segundo o epidemiologista Sir Michael Marmot, o padrão repete-se em todos os grupos sociais, em todo o mundo, desde os mais despojados aos dirigentes dos nossos países. É difícil explicar os motivos pelos quais o estatuto nos incentiva. Os elos de ligação entre a classe social – que contribui para o estatuto – e a esperança de vida são fortes, cada vez mais fortes. No final do século xx, profissionais como os médicos e os advogados podiam esperar viver, em média, mais cerca de 1.500 dias do que os trabalhadores manuais não especializados.

Entre os principais factores, conta-se a sensação de controlar a sua própria vida, a capacidade de participar a 100% na sociedade e a ligação entre ser rico e sentir-se rico. Seja qual for o mecanismo, os cientistas descobriram que as pessoas com um baixo estatuto social são biologicamente mais velhas do que os seus pares mais afortunados, visto que o seu material genético, ou ADN, é reduzido ou desgasta-se mais.Contudo ter um bom estatuto social vai acrescentar-lhe mais 4 anos de vida.