Estrias: Tratamentos, cremes, causas e prevenção

Concorrendo lado a lado com a celulite, as estrias aumentam a lista das vilãs da boa estética e acabam com o humor de muitas mulheres, e até mesmo de alguns homens.

Repudiadas principalmente no verão, onde a exposição é maior, as malditas estrias ainda não têm cura definitiva.

Apesar dos inúmeros tratamentos disponíveis, neste caso prevenir é bem melhor que remediar. Acompanhe as fotos antes e depois.

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Uma das técnicas que tem sido usada com sucesso é a lipoaspiração, a lipoescultura ou a liposucção, que permite eliminar a gordura superficial nas zonas onde não há estrias, estimulando a produção de colagénio da pele e melhorando a sua elasticidade.

Não é, contudo, indicada para peles já muito marcadas.

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A Mais moderna, a técnica a laser recupera a camada superficial da pele, actuando sobretudo sobre as estrias mais antigas em que outros tratamentos não resultam.

Para renovar a pele existem igualmente cremes à base de ácido retinóico (vitamina A), que acelera a renovação celular e estimula a produção de colagénio.

Um outro alívio disponível – a mesoterapia – passa pela injecção de vaso dilatadores e regeneradores celulares exactamente nas fibras afectadas. Mas o ideal é preveni-las.

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E isso faz-se com a aplicação regular de cosméticos que hidratam a pele, aumentando a sua elasticidade e favorecendo a consolidação da rede de fibras que a sustenta.

À base de ácidos gordos e extractos vegetais, são cremes e loções que têm já provas dadas na prevenção das estrias.

Aliás, no caso das grávidas, é comum ser o próprio médico a aconselhar a preparação da pele para as mudanças inerentes à gestação, o que passa pela aplicação diária de um desses produtos nas zonas de risco – seios e ventre.

Nove meses fazem tudo por uma vida, mas não passam sem deixar marcas. Por isso, prevenir nunca é demais.

Estrias: as inimigas das mulheres

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Seios, barriga, coxas, nádegas… Arroxeadas ou esbranquiçadas, as malditas estrias estão em toda parte. Aparecem com a ruptura de tecidos da pele, por isso a aparência de cicatriz.

Quando recentes, apresentam tonalidade lilás e quando antigas são pálidas, esbranquiçadas.

“Estas rupturas geralmente aparecem com o aumento de tensão nas fibras elásticas e colágenas, que podem resultar de alterações hormonais ou do ganho abrupto do volume corporal”, explica o dermatologista Jaime de Oliveira.

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Traduzindo: crescimento acelerado, tipo acordeão ( engorda-emagrece-engorda) e gravidez, podem desencadear as estrias. O alerta também serve para o uso de medicamentos hormonais a base de corticóide.

“Estes também são grandes desencadeadores de estrias”, explica o médico.

Quem está em risco de vir a ter estrias

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Adolescentes e grávidas continuam sendo as mais atingidas.

“E apesar das rupturas serem mais frequentes nas mulheres, durante a puberdade até alguns homens podem tornar-se vítimas, a região do dorso do tórax é crítica”, conta o dermatologista.

“ É também muito comum em obesos de qualquer idade”, complementa.

estrias da gravidez antes e depois

Mas as causas das estrias não são lei pra todo mundo. E nem significa que gravidez é sinónimo de estrias. Jaime de Oliveira explica:

“Nem todas as grávidas são vítimas de estrias, todavia mais de 50% dessas apresentam ao menos um número pequeno de lesões”.

Outro factor já comprovado é a predisposição genética, portanto, se a sua mãe tem estrias e a sua avó também, esteja atenta, pois a probabilidade nesse caso é maior.

Prevenir as estrias (às vezes) ajuda!

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Se pele ressecada é um prato cheio para as estrias, vale tudo na hora de hidratar: cremes, loções hidratantes, óleo de amêndoas…

Recomenda-se beber pelo menos 8 copos grandes de água por dia, o que corresponde a 2 litros; evitar o efeito acordeão de preferência tirando doces e gorduras da sua alimentação e praticar exercícios físicos regularmente.

Ufa! Mas com todos esses cuidados no inicio da puberdade e durante a gravidez, o resultado que deveria ser animador, pode não ser um dos mais agradáveis para todo mundo.

De acordo com o dermatologista, Roberto Lima, existe uma tendência que varia de pessoa para pessoa, uma predisposição genética que às vezes ignora qualquer cuidado.

estrias antes e depois da gravidez

“Há mulheres que vivem engordando/emagrecendo, não hidratam a pele e nunca tiveram estrias, em compensação, há muitos casos de grávidas prevenidas que não tiveram a mesma sorte, é muito relativo”, explica.

Mas em todo o caso, é bom não apostar na sorte,sempre é melhor prevenir do que remediar.

Apesar de consideradas irreversíveis, as estrias contam com tratamentos que visam ao menos melhorar o seu aspecto.

As técnicas neste caso são inúmeras, mas o objectivo é sempre o mesmo: estimular a formação de um tecido colágeno subjacente, que promete tornar a parte lesada ao menos semelhante à pele não atingida.

“E quanto mais recente a estria, melhores são os resultados”, explica o dermatologista. Segundo ele, bons resultados também costumam aparecer com a associação de mais de um método.

E os cremes anti-estrias, funcionam?

peeling quimico para estrias antes e depois

Dr. Roberto Lima

Depende do que significa ‘funcionam’. Os cremes não vão acabar com as estrias. Atenuar, quem sabe…

Mas, se os cremes com ácidos, como o ácido retinóico, que é o produto mais eficaz e só pode ser receitado por médicos, tem apenas um efeito de melhora a longo prazo, estes cremes comercializados, que não possuem substâncias tão eficazes em suas fórmulas, dificilmente obtêem algum resultado efectivo.

No entanto, podem melhorar o aspecto geral da pele e com isso, trazer uma sensação de melhoria a quem os usa.

Para as adeptas dos cremes correctivos, que apenas disfarçam e não eliminam, o médico não faz nenhuma contra-indicação: “ os correctivos podem ser bons aliados na hora de disfarçar”, explica.

No duelo contra as estrias o importante é estar ciente que a assistência de um médico dermatologista é indispensável.

“ Muitas clínicas de estética oferecem tratamentos anti-estrias, mas é importante saber se é feito por um especialista, que no caso, só pode ser um dermatologista.

A saúde deve vir em primeiro lugar”, finaliza Barbosa Lima.

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