Quantos quilos devo engordar para não prejudicar o bebê (1º, 2º e 3º Trimestre?)

Revisado por Drª Caroline Vallinhos (Nutricionista Clínica e Estética) a 9 novembro 2018 - Publicado a 12 de outubro de 2014

Durante a gravidez é frequente que o peso constitua um motivo de preocupação para a mulher. Alguns ginecologistas repreendem as futuras mães e vigiam-nas de tal forma, que elas não podem evitar de se sentirem desconcertadas perante a balança, quando não cumprem as indicações do médico.

Umas vezes porque não sabem, outras porque não ligam, ou ainda porque não conseguem controlar o apetite, muitas grávidas debatem-se entre o que devem engordar para não prejudicar o bebê, e os problemas que lhes pode trazer o excesso de peso.

Apesar de cada pessoa ser diferente, pode-se considerar correcto engordar entre 9 e 11 quilos até ao final da gestação. Rodando os 12 quilos acima do peso inicial, ainda se considera dentro da média.

Quantos Quilos Devo Engordar Para Não Prejudicar O Bebê No 1º, 2º E 3º Trimestre

Quando a mulher tem quilos a mais ou peso a menos

Segundo o Dr. Rafael Botín, ginecologista e diretor do Instituto Ginecológico Cinca de Madrid «ultrapassar um ou dois quilos em toda a gravidez não tem demasiada importância mas, no entanto, cada caso é distinto e depende do peso inicial da mulher antes de ficar grávida.

Não se pode comparar, uma mulher de constituição delgada, que acaba a sua gravidez com dois ou três quilos a mais, a uma mulher que antes de ficar gravida,possui dez quilos a mais do que o correspondente à sua altura».

Os últimos estudos americanos sobre o aumento de peso nesta altura Aumentam, em certa medida, a margem de quilos que pode ter uma gravida.

Neste sentido, pronuncia-se o Dr. José Mallafré, chefe de obstetrícia do Instituto Dexeus de Barcelona, quando explica que «se uma mulher inicia a sua gravidez com um peso inferior ao que corresponde a sua altura, pode, por isso suportar esses 12 quilos, sem problemas de maior ou até chegar aos 14,5 quilos. Acontece o contrário, se uma mulher está algo obesa. Poderá ter que engordar menos.

A posterior variação dependerá do peso que cada uma tiver ao princípio».

Como se distribui o peso no organismo da gravida?

Três primeiros meses de gravidez

Se não houve problemas com as náuseas, pode-se engordar, aproximadamente, entre um a dois quilos. Desse aumento, só umas 50 gramas correspondem ao bebé.

O resto se distribuirá entre a placenta, líquido amniótico, útero, desenvolvimento dos seios, aumento do volume do sangue e outras reservas maternas, constituídas por gorduras e proteínas.

Segundo trimestre de gravidez

Só se deve aumentar entre os seis quilos. Destes, um quilo corresponderá ao feto, os restantes ao sistema de apoio maternal atrás descrito.

Terceiro trimestre de gravidez

No terceiro trimestre só ganha peso o feto, que no fim da gravidez, pesará por volta de três quilos. Se a mãe supera o peso previsto, pode ser derivado a uma retenção de líquidos que deve ser observado.

Ainda que cada pessoa seja diferente, há que ter em conta as características de cada mulher, a sua constituição física, o seu ritmo de vida, etc., em termos gerais, a evolução do peso verifica-se como se indica neste esquema superior.

Há certas circunstâncias que são influentes no peso.

Os fetos grandes, e/ou a gravidez gemelar, por exemplo, implicam um desenvolvimento em quilos superior ao habitual noutras mulheres.

Não é estranho encontrar grávidas, que não engordam nada durante os três primeiros meses, como ainda perdem algum peso nesta altura. Geralmente deve-se o facto, às náuseas e a diminuição do apetite.

Os especialistas são de opinião que uma pequena perda de peso durante este período, não tem muita importância. Por vezes a mulher não tem fome, por isso é melhor não violentar o seu organismo, obrigando-a a comer.

Durante o primeiro trimestre á falta de peso, por esse motivo, não é preocupante, pois não afecta a saúde da criança.

Estes efeitos temporários não reflectem directamente nela. Mas a partir do segundo ou terceiro trimestre o organismo já poderá ser afectado.

Por isso, nos últimos seis meses, é importante que o ginecologista se assegure de que a mãe aumentou de peso corretamente.

A mãe deve assegurar-se que leva uma alimentação sã e equilibrada, para que o feto cresça e evolua sem carências nem excesso de nutrição.

Problemas por excesso de peso ou por defeito

Segundo o Dr. Botín, «o excesso de peso deverá ser vigiado, pois além de dificultar o parto, pode ter efeitos negativos sobre a tensão arterial da gravida. Pode prejudicar o aparelho respiratório, digestivo e de todos os demais órgãos fundamentais.

Tão pouco deverá cair no erro de comer pouco, com medo de aumentar de peso. O feto necessita desenvolver-se e a mulher tem que se alimentar de forma correcta.

A falta de peso na evolução fetal

Em certos casos, a falta de peso na grávida, pode ser um índice indirecto de má nutrição fetal e também pode estar a indicar um crescimento anómalo na criança.

Para crescer e evoluir bem, o feto necessita que a mãe se alimente de suficientes gorduras, proteínas e hidratos de carbono.

Á parte do aumento de peso do próprio bebé, o líquido amniótico, etc., é necessário que a mulher aumente um pouco de peso para ela mesma, pois quando chegar o dia do parto, necessitará de contar com forças necessárias para o enfrentar.

Vigiar o peso, mas sem obsessão

O ideal será não ter que pedir à grávida, que modifique os seus hábitos alimentares. No entanto por vezes será inevitável sugerir-lhe alguma mudança: umas vezes haverá necessidade de lhe diminuir calorias e outras vezes de aumentar.

Vigiar o peso é conveniente, mas sem obsessão. O médico é quem melhor pode aconselhar.

Já Ouviu falar de Colestase da Gravidez? Conheça os Sintomas, Causas e Tratamentos