Experiências – Asa Delta e Parapente

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Se gosta de emoções fortes, que fazem disparar os níveis de adrenalina, deixamos-lhe duas propostas refrescantes para o Verão: a prática de asa delta e de parapente.

Saiba o que são e onde pode praticá-las.

Liberdade e suavidade, contrariamente ao que é comum pensar-se, dado o epíteto de “radical” que lhes está associado, são as palavras-chaves quando se fala de asa delta e parapente.

Ambas modalidades de voo livre com um processo de aprendizagem rápido, recorrem a forças naturais e também à do piloto, sobretudo na descolagem e aterragem.

Asa delta

Actualmente fabricada em alumínio, fibra de carbono e tecido, a asa delta deve a sua origem a Otto Lilienthal, um engenheiro alemão do século XIX.

Na década de 60 do século seguinte, uma nova asa, projectada pelo norte-americano Rogallo, foi a grande impulsionadora da modalidade.

De concepção simples, esta asa tornava-se acessível a todos os que sonhavam voar.

Para iniciar o voo, o piloto deve procurar uma encosta virada ao vento e correr por esta abaixo, descolando quando a velocidade do vento for de 25 a 30 km/hora.

É também possível fazer o arranque numa área plana, mediante recurso a ajuda mecânica.

A aterragem pode ser efectuada em qualquer zona o mais livre possível de obstáculos com uma área mínima de 15 por 65 metros.

Parapente

De aprendizagem mais fácil e mais portátil (transporta-se numa mochila) é o parapente, apesar de os princípios serem semelhantes.

Os primeiros parapentes foram, aliás, usados como complemento do alpinismo, para facilitar a descida de alpinistas fatigados com a escalada – daí o reduzido grau de preparação física requerido.

Quem pretenda planar com um parapente terá de se lançar de um ponto elevado.

O controlo da direcção do voo e da descida para a aterragem é feito através de dois comandos chamados manobradores.

Regra geral, esta modalidade é praticada em montanhas e falésias junto ao mar.

Nascido na década de 1960, embora só na seguinte se tenha afirmado como desporto, o parapente tem sido alvo de aperfeiçoamento técnico constante, oferecendo já níveis muito altos de segurança e de desempenho.

A reter

O perigo inerente à prática destas modalidades é minimizado desde que todas as normas de segurança sejam cumpridas.

Se quiser aprender, certifique-se que o instrutor que lhe for atribuído tem credenciação idónea.

Em caso de dúvida, informe-se junto da Federação Portuguesa de Voo Livre ou da Federação Portuguesa de Pára-quedismo.

Ficam alguns locais:

Asa delta
Aeroclube da Madeira – Madeira;
Delta Clube de Torres Vedras – Torres Vedras

Parapente
Clube Asas S. Miguel – Açores,
Aeroclube da Madeira – Madeira,
Clubescola Nacional de Parapente – Alcabideche,
Escola de Parapente do Inatel – Linhares da Beira,

Material e preços dos equipamentos

Os cursos de parapente encontram-se divididos em três fases (as duas primeiras para pilotos iniciados; a terceira para piloto autónomo) e custam entre €750 e €950.

Estes preços incluem licença de aprendizagem e seguro de acidentes pessoais e responsabilidade civil. Fazer um curso de asa delta tem um custo variável entre os €450 e €800.

As escolas disponibilizam o material necessário, excepção feita ao vestuário (prático e confortável).

É obrigatório levar botas de montanha.

Parapentes e asas delta novos variam entre €1800 e €3500;
o arnês, entre €300 e €600;
capacete entre €80 e €130;
pára-quedas de reserva, entre €300 e €600.

Se apenas pretende usufruir de uma experiência de 30 minutos, o site: www.avidaebela.com tem ao seu dispor o baptismo de parapente em bilugar por apenas 49,90 euros.

Enquanto o instrutor comanda o parapente, o passageiro desfruta do prazer de voar, a paisagem, aproveitando para tirar algumas fotografias e guardar para sempre esta experiência.

Encha-se de coragem!

O que precisa de saber: Só dois dias antes é possível confirmar as condições atmosféricas para realização do baptismo de voo.

Surpreenda-se com o video