Francisco Louçã

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

Francisco Anacleto Louçã nasceu na freguesia de São Sebastião da Pedreira, concelho de Lisboa, a 12 de Novembro de 1956. O seu pai António Seixas Louçã era oficial da Marinha Portuguesa e a sua mãe, Noémia da Rocha Neves Anacleto, advogada. Francisco Louçã foi o segundo de cinco filhos. Francisco Louça é neto do famoso advogado antifascista António Neves Anacleto.

Francisco Louçã Antes e Depois & Biografia

 

Louça estudou no Liceu Padre António Vieira, e no seu percurso nesta instituição ganhou um Prémio Sagres, distinção atribuída aos melhores alunos do país. Prosseguiu os estudos licenciando-se em Economia, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), da Universidade Técnica de Lisboa.

Também na faculdade viu o seu trabalho reconhecido, com a atribuição do Prémio Banco de Portugal, por ter sido o melhor aluno do seu curso. O ISEG ficou intimamente ligado, uma vez que ali também fez o mestrado e terminou o seu doutoramento. Nos dias de hoje é professor catedrático no departamento de Economia do Instituto Superior de Economia e Gestão.

Francisco Louça esteve envolvido ativamente no movimento estudantil de luta contra a ditadura e a guerra colonial. Em Dezembro de 1972 esteve na Capela do Rato, quando vários católicos protestaram de forma pública contra a continuação da guerra colonial e contra o regime ditatorial, realizando uma vigília.

Foi um dos elementos considerados suspeitos de liderar o movimento e foi detido nas instalações prisionais do Governo Civil de Lisboa, sendo mais tarde transportado para o forte Caxias.

Mais tarde foi libertado sob caução. Fez depois parte da Liga Comunista Internacionalista, que se transformou em Partido Socialista Revolucionário em 1979. Teve ainda uma participação ativa em diversos órgãos de comunicação social, escrevendo crónicas para “O Jornal” e para “O Público” e participando em programas radiofónicos na TSF e na Antena 1.

Em 1999, foi um dos fundadores do Bloco de Esquerda, partido que congregou a Política XXI, a União Democrática Popular (de carácter marxista) e o Partido Socialista Revolucionário (de carácter trotskista mandelista). Na IV Convenção Nacional do partido, Francisco Louça foi designado porta-voz da Comissão Política.

Também em 1999, atingiu consagração internacional ao ser premiado pela HistoryofEconomicsAssociation, com o galardão “melhor artigo publicado em revista científica internacional”. Louçã é membro de algumas associações internacionais como a American Association of Economists.

Pertence ao conselho editorial de publicações científicas em Portugal, Inglaterra e Brasil e é consultor de algumas das principais revistas económicas mundiais como a American Economic Review, Cambridge Journal of Economics, Metro economica e Journal of Evolutionary Economics.

A sua carreira académica já o levou a apresentar conferências em vários pontos do mundo, incluindo passagens pelos Estados Unidos da América, Dinamarca, Holanda, Espanha, Polónia, França, Brasil, Venezuela, e muitos outros países. Foi também professor visitante na Universidade holandesa de Utrecht.

Tem-se mantido na direção do Bloco de Esquerda desde a sua fundação. Foi eleito deputado em 1999, 2002, 2005, 2009 e 2011, sempre pelo círculo eleitoral de Lisboa. No parlamento, o seu grupo parlamentar destacou-se por apesentar vários projetos de lei mediáticos, entre os quais se destacam: acesso livre à contraceção de emergência, descriminalização do consumo de drogas e a criminalização da violência doméstica.

Entre os projetos que foram rejeitados contabilizam-se: imposto sobre as grandes fortunas, distinção entre drogas duras e leves, administração médica de derivados de canabinóides em doentes crónicos ou em estado terminal.

Francisco Louça foi candidato às eleições presidenciais de 2006. Com o eleitorado de esquerda repartido entre vários candidatos, o seu resultado acabou por ser dececionante, conseguindo apenas o quinto lugar, com 288 mil votos, correspondentes a 5,31% dos votos.

Na V Convenção Nacional do Bloco de Esquerda, realizada em 2007, a lista para a Mesa Nacional, por si liderada, atingiu 77,5% dos eleitos. A maior vitória eleitoral de Francisco Louçã e do seu partido seria obtida nas eleições legislativas de 2009. O partido conseguiu 558 mil votos, duplicando o número de deputados, de 8 para 16, e ficando a escassos 30 mil votos do CDS-PP.

O crescimento eleitoral sofreu contudo um forte revés nas legislativas de 2011. O Bloco de Esquerda conseguiu apenas 289 mil votos, voltando a ter apenas 8 deputados e perdendo a posição de principal partido da oposição de esquerda para o PCP.

Na sequência destes resultados, Louça afirmou posteriormente acreditar que os mesmos foram reflexo da recusa do partido em dialogar com a “troika”, atitude que não terá sido recebido com agrado por uma grande parte do seu eleitorado. Chegaria mesmo a afirmar “se fosse hoje reuniria com a troika”.

Para além da publicação frequente de artigos em revistas internacionais, Francisco Louça mantém uma capacidade de escrita bastante profícua, já tendo editado diversos livros. Entre as suas publicações encontram-se vários ensaios políticos: Ensaio para uma Revolução (1984), Herança Tricolor (1989),

A Maldição de Midas – A Cultura do Capitalismo Tardio (1994), A Guerra Infinita – em coautoria com Jorge Costa (2003), A Globalização Armada – As Aventuras de George W. Bush na Babilónia – em coautoria com Jorge Costa (2004) e Ensaio Geral -Passado e Futuro do 25 de Abril – em coautoria com Fernando Rosas (2004).

Também publicou vários livros de economia, a saber: Turbulence in Economics (1997), The Foundationsof Long WaveTheory – em coautoria com Jan Reinjders (1999), PerspectivesonComplexity in Economics (1999),Coisas da Mecânica Misteriosa (1999), Introdução à Macroeconomia – com vários autores (2002),

As Time Goes By – com Chris Freeman (2002),Is Economicsan Evolutionary Science? – em coautoria com Mark Perlman (2004), Economia(s) – em coautoria com José Castro Caldas (2010), Os donos de Portugal – com vários autores (2010) e Portugal Agrilhoado (2011).

Já em Novembro de 2011, Francisco Louçã aceitou finalmente que o Bloco de Esquerda se reunisse com a troika, em reuniões à porta fechada. Mudando assim a estratégia adotada nas reuniões anteriores de Abril. Também o PCP resolveu seguir a mesma estratégia.

Francisco Louçã não expõe muito a sua vida familiar. Vive em união de facto com Ana Maria da Encarnação Correia de Campos, médica de profissão. O casal tem apenas uma filha, Joana de Campos Louçã.

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