Fumar Prejudica Durabilidade dos Implantes Dentários

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Pesquisa concluiu que fumar contribui para reduzir a durabilidade do implante dentário, e já há muito se sabe que o acto de fumar poderá revelar-se extremamente prejudicial para a saúde dos dentes e gengivas.

Fotos de Implantes Dentários

Mais do que problemas de ordem estética, como é o escurecimento dos dentes, o tabaco pode, também, aumentar substancialmente as probabilidades de desenvolvimento de diversas doenças potenciadas pela presença de substâncias cancerígenas na sua composição.

Para um fumador activo poderá ser extremamente difícil preservar a saúde dos seus dentes e gengivas, e é por isso que, abdicar totalmente do hábito de fumar poderá ser a melhor decisão a ser tomada por todos aqueles que tenham mesmo como objectivo manter a sua dentição intacta durante o máximo de tempo possível.

Fumar prejudica os dentes, mas não só.

Através de diversos estudos que têm vindo a ser conduzidos ao longo dos anos, concluiu-se que o tabaco contribui activamente para comprometer a durabilidade dos implantes dentários, e é por isso que esta cirurgia é altamente desaconselhada a pessoas que tenham por hábito fumar regularmente.

A cirurgia não está interdita a fumadores, mas em circunstâncias dessas, tornar-se-á extremamente difícil para o cirurgião garantir o sucesso do procedimento.

Tendo em conta o custo elevado que caracteriza uma cirurgia de implante dentário, é importante agir com bom senso e tentar eliminar da melhor forma possível todos os factores que possam vir a dificultar a obtenção dos resultados pretendidos.

Estudos encaram o fumo como a causa primária de queda de implantes.

Ao que se tem vindo a apurar, os implantes caem em cerca de 4,8% dos não-fumantes, e em 11,3% dos fumantes, o que representa uma diferença drástica e alarmante, que deverá servir como um sério aviso para todos aqueles que pretendam colocar implantes mas não estejam dispostos a sacrificar o seu hábito de fumar.

Segundo evidências recolhidas, o tabaco, não só é prejudicial para os implantes a longo a prazo como também para o sucesso inicial da cirurgia, aumentando significativamente as probabilidades de algo dar errado.

As substâncias nocivas presentes no tabaco são conhecidas por causarem infecções na boca, o que leva ao desenvolvimento de doenças das gengivas que, por sua vez, dão origem à queda de implantes.

Para além disso, o tabaco dificulta a cicatrização pós-cirúrgica que, quando muito demorada, pode dar origem à queda precoce dos implantes recém colocados.

Na preparação para a cirurgia, os pacientes são questionados relativamente à sua condição enquanto fumadores, e altamente aconselhados a deixarem de fumar durante as semanas que precedem a cirurgia.

O impacto do fumo no sucesso da cirurgia poderá variar significativamente consoante a rotina de fumo do paciente, sendo que, quanto mais o paciente fumar, maiores são as probabilidades de vir a experienciar problemas.

O ideal é que o fumador cesse a sua rotina de fumo entre 4 a 8 semanas antes da cirurgia. Segundo o que se tem vindo a apurar, isto contribuirá para diminuir drasticamente as probabilidades de queda de implantes.

Ainda assim, o historial do paciente enquanto fumador representará para sempre um risco para a integridade dos implantes, na medida em que alguns efeitos nocivos do tabaco para o organismo são irreversíveis.