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Quais os Objetivos da Fundação Portuguesa do Pulmão?

Publicado em 10/12/2009. Revisado por Equipe Editorial a 30 julho 2018

No dia 15 de Junho de 2009 surge uma nova Organização, a Fundação Portuguesa do Pulmão, com os objectivos primordiais de promover a saúde respiratória, prevenir as doenças, facilitar o tratamento adequado dos doentes e defender os seus interesses e direitos.

São objectivos comuns a outras organizações e associações que trabalham na área da Medicina Respiratória. Haverá lugar para mais uma?

O que traz de novo?

Na abordagem do binómio saúde/doença é fundamental a intervenção, e interacção, de todos os parceiros.

Logo à partida a promoção da saúde e o controle da doença, são responsabilidade do Estado, o que entre nós se consubstancia, em grande parte, no Sistema Nacional de Saúde.

Para que este funcione, além do enquadramento político, é fundamental o empenhamento dos técnicos que o integram, sejam médicos, enfermeiros, outros técnicos de saúde, gestores ou administrativos.logoNeste plano e num conceito mais alargado de Sistema de Saúde, o exercício privado da medicina, de forma individual ou organizada, tem também de ser olhado como importante parceiro.

Saúde e Doença constituem um binómio com enorme repercussão no desempenho da Sociedade Civil moderna, pelos recursos que consomem e pelos pesados custos económicos e sociais que as doenças acarretam.

A Sociedade Civil, através das suas organizações, tem pois de se envolver e considerar seu dever intervir activamente em tudo o que diga respeito à Saúde e à Doença.

É um direito e um dever da Sociedade e é neste âmbito que se procura inserir a actividade da Fundação Portuguesa do Pulmão.

A Sociedade é constituída por indivíduos, todos em risco de adoecerem e alguns já com doenças (algumas das quais condicionando grandes incapacidades).

Cada cidadão, particularmente o doente, tem também uma responsabilidade e um papel activo a desempenhar.

Particularmente nas doenças crónicas, e as doenças respiratórias são, muitas vezes, doenças crónicas, o doente deve ter um papel activo auto gerindo a sua doença, na medida das suas capacidades.

Essa atitude melhora o curso natural da doença, mas para que seja exercida com eficácia é fundamental o constante empenhamento no ensino por parte dos detentores do conhecimento técnico.

O desenvolvimento de acções viradas para o ensino dos doentes, nomeadamente através do e-learning é outra linha de acção que a Fundação procurará desenvolver.

A Fundação Portuguesa do Pulmão defende que a necessidade do combate às doenças respiratórias deve ter um carácter pluridisciplinar assente numa Rede de Cuidados Respiratórios.

Porquê o nome Fundação Portuguesa do Pulmão?

Porque o que pretendemos é a promoção da Saúde Respiratória e a prevenção das doenças respiratórias.

Pulmão é o órgão central do aparelho respiratório e que lhe permite desempenhar a função respiratória; o que se pretende é defendê-lo de todas as agressões.

Esta designação, para além de indicar que antes da doença pretendemos manter o pulmão saudável, é congregadora de todos os que lidam com as doenças respiratórias, sejam pneumologistas, alergologistas, internistas, clínicos gerais, fisioterapeutas, outros técnicos de saúde, etc.

Há muito que defendemos a necessidade do combate às doenças respiratórias ter um carácter pluridisciplinar, assente numa verdadeira Rede de Cuidados Respiratórios, formal ou informal.

Os elos já existem e estão em funcionamento; haverá que estabelecer as necessárias conexões e articulações.

A falência da saúde respiratória e a eclosão de muitas das doenças respiratórias relaciona-se intimamente com atitudes comportamentais.

É o caso do tabagismo, principal factor de doença respiratória, e das alterações na qualidade do ar exterior e interior de origem antropogénica.

A correcção destes factores só será possível com o empenhamento de todos os parceiros.

Na melhoria da Saúde Respiratória e no combate às doenças respiratórias o Médico de Família tem um papel chave.

Porta de entrada no Sistema de Saúde, o médico de família tem um papel muito relevante no despiste precoce das doenças respiratórias e no acompanhamento dos doentes crónicos.

É um papel que têm desenvolvido com empenhamento, saber e eficácia.

A Fundação Portuguesa do Pulmão procurará contribuir para facilitar vias de comunicação entre eles e os outros níveis de cuidados.

A Fundação Portuguesa do Pulmão procurará apostar, em primeiro lugar, na prevenção e, nesta área, o médico de família tem um papel essencial a desempenhar.

De facto, é ele que com a sua proximidade do utente/doente, os seus conhecimentos, empenhamento e autoridade poderá intervir, de forma eficaz, no aconselhamento de medidas de prevenção e no ensino do doente.

É certo que o Médico de Família está assoberbado por inúmeras tarefas de importância relevante, mas deverá ter sempre em atenção a relevância da sua intervenção na área da Medicina Respiratória.

Lembremos que, por exemplo na área do tabagismo, está demonstrado que a intervenção breve de aconselhamento (escassos 2-3 minutos) tem eficácia.

O mesmo se poderá dizer de áreas como a preservação do meio ambiente, o aconselhamento sobre vacinas, o correcto uso de terapêuticas inalatórias, etc.

A Fundação Portuguesa do Pulmão quer contar pois com o Médico de Família como parceiro eficaz e essencial ao cumprimento dos seus objectivos.

Pela nossa parte tudo faremos para que seja devidamente reconhecido o papel determinante do Médico de Família na defesa da saúde respiratória dos portugueses.

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